ARCO METROPOLITANO I
No Brasil, as coisas
sempre foram assim. Primeiro se instalam indústrias, e só depois se pensa na
forma de escoar a produção. Foi assim com SUAPE, com
PECÉM , só para citar o Nordeste. O Litoral Sul ainda está em obras viárias, e
as áreas de pedágio beneficiaram muito o trânsito de veículos e pessoas. Agora
vem o desenvolvimento do Litoral Norte, e a
coisa se repete, dessa vez com maior impacto de serviços. Duas
indústrias automobilísticas instaladas em Goiana já estão em franca produção, e
os veículos ali produzidos precisam chegar ao porto de SUAPE, para embarque. Só
que a BR 101 no seu trecho entre Goiana e Ipojuca, onde fica o complexo industrial e portuário
de SUAPE, não comporta essa demanda de serviços. E vem ai o desarquivamento do
projeto do chamado Arco Metropolitano. Uma mega via que cortará vários municípios
pernambucanos, entre Goiana e Ipojuca. A via siará dos arredores do centro de
Goiana e chegará a BR 408, em Paudalho,
de onde segue para o Litoral Sul atravessando os municípios de São Lourenço da
Mata, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e chegará à
Ipojuca.
O impacto ambiental
será grande, o custo muito alto, a
distância a percorrer enorme. Tudo bem,
se a via a ser construída fosse de grande duração, de fácil conservação. Mas a
verdade é que a estrada será tão vulnerável quanto a BR 101. Antes mesmo de ser concluída,
já estará carecendo de reparos. E os problemas da BR 101 se repetirão no Arco
Metropolitano. Ainda mais, que trechos da via serão de conservação devida ao
Denit, ao estado e aos municípios por onde passarão. E o peso dos veículos que por ali
trafegarão degradará rapidamente a BR
408. A devastação de áreas de matas em Goiana e demais municípios será enorme para o Meio Ambiente da região. Na opinião de especialistas, o Arco
Metropolitano é necessário. A produção industrial – não apenas, os veículos,
mas outros itens já em processamento do Litoral Norte, terá que ser escoada. Veículos cegonheiros, carretas de dois e três
segmentos, caminhões pesados, etc. cortarão o Arco Metropolitano dia e noite.
Pontes, viadutos, túneis e demais recursos
de engenharias serão construídos.
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