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quinta-feira, 16 de abril de 2015

ARCO METROPOLITANO  I
No Brasil, as coisas sempre foram assim. Primeiro se instalam indústrias, e só depois se pensa na forma   de escoar a produção. Foi assim com SUAPE, com PECÉM , só para citar o Nordeste. O Litoral Sul ainda está em obras viárias, e as áreas de pedágio beneficiaram muito o trânsito de veículos e pessoas. Agora vem o desenvolvimento do Litoral Norte, e a  coisa se repete, dessa vez com maior impacto de serviços. Duas indústrias automobilísticas instaladas em Goiana já estão em franca produção, e os veículos ali produzidos precisam chegar ao porto de SUAPE, para embarque. Só que a BR 101 no seu trecho entre Goiana e Ipojuca,  onde fica o complexo industrial e portuário de SUAPE, não comporta essa demanda de serviços. E vem ai o desarquivamento do projeto do chamado Arco Metropolitano. Uma mega via que cortará vários municípios pernambucanos, entre Goiana e Ipojuca. A via siará dos arredores do centro de Goiana e chegará a BR 408,  em Paudalho, de onde segue para o Litoral Sul atravessando os municípios de São Lourenço da Mata, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e chegará à Ipojuca.

O impacto ambiental será grande, o  custo muito alto, a distância a percorrer enorme.  Tudo bem, se a via a ser construída fosse de grande duração, de fácil conservação. Mas a verdade é que a estrada será tão vulnerável quanto a BR 101. Antes mesmo de ser concluída, já estará carecendo de reparos. E os problemas da BR 101 se repetirão no Arco Metropolitano. Ainda mais, que trechos da via serão de conservação devida ao Denit, ao estado e aos municípios por onde passarão.  E o peso dos veículos que por ali trafegarão  degradará rapidamente a BR 408. A devastação de áreas de matas em Goiana e demais municípios será enorme para o Meio Ambiente da região. Na opinião de especialistas, o Arco Metropolitano é necessário. A produção industrial – não apenas, os veículos, mas outros itens já em processamento do Litoral Norte, terá que ser escoada.  Veículos cegonheiros, carretas de dois e três segmentos, caminhões pesados, etc. cortarão o Arco Metropolitano dia e noite. Pontes, viadutos, túneis e demais recursos  de engenharias  serão construídos. 

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