NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O SILÊNCIO DA SUBMISSÃO

Recife é uma cidade sitiada por carros em ruas e avenidas estreitas. A falta de planejamento, lá atrás, e a má gestão, hoje, transformaram a capital pernambucana num inferno em se tratando de mobilidade urbana. A falta de transporte público em algumas áreas e a má qualidade do mesmo no restante da cidade atrapalha a vida da urbe e põe em risco a segurança e a vida do cidadão que aqui mora.  O modal rodoviário   nas cidades brasileiras é típico de países de lideres de mentes atrasadas. Os países desenvolvidos utilizam o transporte ferroviário  como modal  básico.

Ontem à tarde, para chegar a uma grande loja de produtos médicos, e com dificuldades de estacionamento, tivemos que fazer uma longa e desnecessária maratona por artérias como a av. Rosa e Silva, Amélia, entre outras.  Ao entrarmos na rua Amélia, para acessar as imediações da loja, conhecemos o inferno urbano. Era 5 horas quando entramos nessa rua, e só conseguimos sair dela às 8 horas e 30 minutos. Na Agamenon Magalhães, o trânsito também não fluía.

E o silêncio nessa rua era anormal. Carros com motores desligados, nem rádio se ouvia. Quem mora ali também sofre com coisas desse tipo. Não há espaços para pedalar, nem motociclistas ousam passar por ali. E se houvesse necessidade de uma emergência médica , como uma ambulância chegaria ali? Não havia como passar! Um helicóptero também não teria como pousar em meio a tantos edifícios e àquele emaranhado de fios... E a população montada sobre quatro rodas, assiste passivamente a uma coisa dessas!  O silêncio daquele daquela tarde-noite é bem sintomático da submissão do cidadão que mantém essa e outras cidades com os altos impostos arrancados do seu salário.

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