NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PANELAS, COMIDAS E DISCURSOS
As manifestações contra o PT e o governo Dilma realizadas ontem em ruas de algumas cidades brasileiras revelaram as várias máscaras sob as quais se escondem as elites partidárias interessadas em tumultuar o clima político, econômico e social em que vive o País. Muitas das pessoas que foram às ruas sequer sabiam porque estavam ali. As panelas vazias utilizadas nas manifestações não estão tão vazias assim nas casas de milhões de pessoas que habitam a periferia. Nos últimos doze anos milhões de brasileiras saíram da linha da pobreza e botaram feijão, arroz e algum tipo de carne nas suas panelas. Outros milhões tiveram acesso à universidade ou aos cursos técnicos oferecidos pelos programas sociais do governo. Milhões de brasileiros tiveram acesso ao crédito que lhes permitiu comprar carros, adquirir a casa própria e viajar de avião pela primeira vez em suas vidas. Nunca, na história desse País, se respirou clima de liberdades democráticas igual ao que se instalou no Brasil nessas duas últimas décadas. A imprensa, sempre acoplada à oposição, tem liberdade para divulgar as coisas que interessam às elites e por meio de chicanas e embustes faz parecer que são coisas do interesse público.

As elites, como a repetirem o status quo dominante durante o período da escravidão, têm nojo dos pobres, e não os querem por perto de suas famílias. A elite tradicional, de costumes radicalmente conservadores, não que um pobre viajando junto a si  numa cadeira de avião. E não se conformam com a ascensão econômica e social dos mais pobres, que agora têm chance de frequentar a universidade e competir com seus filhos. É que a universidade ensina a pensar, e o pensamento organizado e metodicamente  dirigido liberta e capacita o ser humano a ocupar qualquer cargo ou posição no mercado de trabalho. As elites, que dominam e alimentam o sistema odioso vigente no País desde os tempos do Império, temem perder suas posições e cada vez mais tentam reduzir os espaços nos quais as camadas menos favorecidas da população se movimentam. Lideranças carcomidas, seguidores da doutrina econômica ditada principalmente pelos Estados Unidos, acham que podem impedir a marcha popular em prol de uma sociedade mais justa. Claro, que como sequazes , testas de ferro ou lobby do poderio econômico, continuarão tentando impedir que os menos favorecidos avancem. Mas eles continuarão avançando assim mesmo. Pouco importa o partido no poder – aliás, partidos são todos iguais,  os exemplos mais recentes da história da revolução silenciosa mostram que é cada vez maior o número de pessoas oriundas da pobreza que estudam e se capacitam. E que os conservadores façam seus discursos. As bibliotecas estão cheias de compêndios cujo conteúdo orienta a marcha da Humanidade.

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