PANELAS, COMIDAS E
DISCURSOS
As manifestações contra
o PT e o governo Dilma realizadas ontem em ruas de algumas cidades brasileiras
revelaram as várias máscaras sob as quais se escondem as elites partidárias
interessadas em tumultuar o clima político, econômico e social em que vive o
País. Muitas das pessoas que foram às ruas sequer sabiam porque estavam ali. As
panelas vazias utilizadas nas manifestações não estão tão vazias assim nas
casas de milhões de pessoas que habitam a periferia. Nos últimos doze anos
milhões de brasileiras saíram da linha da pobreza e botaram feijão, arroz e
algum tipo de carne nas suas panelas. Outros milhões tiveram acesso à
universidade ou aos cursos técnicos oferecidos pelos programas sociais do
governo. Milhões de brasileiros tiveram acesso ao crédito que lhes permitiu
comprar carros, adquirir a casa própria e viajar de avião pela primeira vez em
suas vidas. Nunca, na história desse País, se respirou clima de liberdades democráticas
igual ao que se instalou no Brasil nessas duas últimas décadas. A imprensa,
sempre acoplada à oposição, tem liberdade para divulgar as coisas que
interessam às elites e por meio de chicanas e embustes faz parecer que são
coisas do interesse público.
As elites, como a
repetirem o status quo dominante durante o período da escravidão, têm nojo dos
pobres, e não os querem por perto de suas famílias. A elite tradicional, de
costumes radicalmente conservadores, não que um pobre viajando junto a si numa cadeira de avião. E não se conformam com
a ascensão econômica e social dos mais pobres, que agora têm chance de
frequentar a universidade e competir com seus filhos. É que a universidade ensina
a pensar, e o pensamento organizado e metodicamente dirigido liberta e capacita o ser humano a ocupar
qualquer cargo ou posição no mercado de trabalho. As elites, que dominam e
alimentam o sistema odioso vigente no País desde os tempos do Império, temem
perder suas posições e cada vez mais tentam reduzir os espaços nos quais as
camadas menos favorecidas da população se movimentam. Lideranças carcomidas, seguidores
da doutrina econômica ditada principalmente pelos Estados Unidos, acham que
podem impedir a marcha popular em prol de uma sociedade mais justa. Claro, que
como sequazes , testas de ferro ou lobby do poderio econômico, continuarão tentando
impedir que os menos favorecidos avancem. Mas eles continuarão avançando assim
mesmo. Pouco importa o partido no poder – aliás, partidos são todos iguais, os exemplos mais recentes da história da
revolução silenciosa mostram que é cada vez maior o número de pessoas oriundas
da pobreza que estudam e se capacitam. E que os conservadores façam seus
discursos. As bibliotecas estão cheias de compêndios cujo conteúdo orienta a
marcha da Humanidade.
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