UM CORPO CAÍDO NA CAMA
Nem tolo nem sábio, olha o que você
fez...
Um pouco de tudo, um pouco de nada
Algo roubado, coisa vã, espúria, dada...
Um dia sem esperar chega sua vez.
Um corpo inerte tombado na cama
Uma pedra no sapato, na cabeça um
calo
Na madrugada fria canto o galo
E um passado inteiro jogado na lama.
Atrás de ti, só vazias e velhas
garrafas
Lembram vazias e frias saudades
E uns restos rasgados de tarrafas
Passaste na vida, debalde não pra
viver
Pois só deixaste uma esteira de
maldades
Nessa tua louca vocação para sofrer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário