DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE
S U A P E
O IMPACTO AMBIENTAL E SOCIAL
O CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL DO DESENVOLVIMENTO
MUDANÇA DE MATRIZ ECONÔMICA ALTERA ECOSISTEMA
O ambiente natural que servia de berçario para tubarões e outras espécies de vidas marinhas se alterou drasticamente a partir da implantação do Complexo Portuário e Industrial de Suape. A destruição do manguezal; a dragagem e os aterros na foz do rio; a construção da muralha de contenção do mar, os cais, o porto interno, entre outras intervenções ali feitas, mudaram o cenário natural do entorno. A transferência da população da Ilha de Tatuoca para implantação do estaleiro e a instalação de empreendimentos industriais de grande porte em área anteriormente ocupada por mangues e vegetações nativas. Tudo isso está tendo um alto custo social e ecológico para as áreas litorâneas de Ipojuca e Cabo de santo Agostinho.
A situação ecológica e os impactos sociais em toda aquela área vao piorar por conta de novas intervenções programadas para ampliação do parque industria do Complexo Portuário. A usina Salgado fechou, não se sabe se a fábrica de açúcar e álcool será transferida para outro lugar ou se simplesmente o usineiro vai abandonar a atividade canavieira; o canavial em redor da usina vai ser erradicado para dar lugar a instalação de muitas outras indústrias. A instalação de indústrias ali pressupõe o aterro de extensas áreas entre Nossa Senhora do Ó, a PE-60 e os limites norte onde já existem obras em andamento. Segundo experts em ecologia, essas transformações, trazendo mudanças de matriz produtiva naquele local e que vao exigir alteração do nível do imenso terreno a ser ocupado por indústrias diversificadas, poderá trazer "surpresas" para os moradores de Nossa Senhora do Ó. A antiga Freguesia do Ó poderá sofrer alagmentos por ocasião de chuvas intensas. No plano puramente ecológico, desaparecerão veios d´água naturais e canais artificiais que abrigam espécies de peixes - algumas talvez endêmicas - nunca pesquisadas nem mapeadas que caminham assim para a extinção. Pequenos animais, como roedores e macacos perderão seu habitat com a erradicação do ralo resíduo de mata perdido por entre o canavial ou árvores frutíferas de sítios que darão lugar às indústrias e eliminação do coqueiral abundante na área.Para aumentar a preocupação dos ecologistas, fala-se que SUAPE tem projeto para desviar o curso do rio Ipojuca. Outras comunidades locais acabarão sendo transferidas, e se sabe que essas intervenções em áreas habitadas por populações pobres acabam acomodando apenas uma parcela mínima de moradores, deixando o restante à própria sorte.
Os números fabulosos de SUAPE (vê blog de 14.02.2011) demonstram que o Complexo Portuártio e Industrial em apreciação é um dos maiores empreendimentos em andamento no Brasil, movimentando bilhões de reais e arregimentando dezenas de milhares de trabalhadores, e que, já consolidado como projeto, continuará avançando sobre matas, mangues e pequenas populações. Pena que os planejadores do crescimento econômico do Brasil não levem em conta a relação custo/benefício social e ambiental. E o mega Complexo Portuário e Industrial de SUAPE, ao lado do inegável salto de qualidade que imprime à economia de Pernambuco, ainda causará muitos estragos ao Meio Ambiente e prejuizos a muitos cidadãos que não tiveram a oportunidade de acompanhar o ritmo atual, não se preparando profissionalmente para essa maratona.
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