NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

OS ESTADOS UNIDOS EXPORTAM TERROR
A UNIÃO EUROPÉIA  TAMBÉM PARTICIPA DESSA CENA
GOVERNOS ÁRABES SÃO CÚMPLICES DESSA TRAIÇÃO
POR TRÁS DE TUDO ISSO HÁ UM BEM:PETRÓLEO
E A  RÚSSIA, QUE PAPEL TEM NESSA "NOVA ORDEM"?

AS GUERRAS DE INSURGÊNCIA que vem dominando o noticiário internacional foram planejadas há muito tempo. Os Estados Unidos e a União Européia carecem cada vez mais do precioso petróleo produzido no Oriente Médio e no norte da África. De há muito, as potências ocidentais planejam uma forma de manter aberto um corredor por onde seja escoado o petróleo produzido naquelas regiões. Manter aberto esse corredor não tem preço. O Ocidente é responsável por muitas das ditaduras que massacraram populações árabes e africanas. Esses governos ditatoriais foram armados pelas potências ocidentias, muitas vezes de forma leviana. O embuste está presente nas relações diplomáticas que os países desenvolvidos do Ocidente vêm mantendo ao longo dos anos com governos que apoiam as ações dos Estados Unidos e Europa no Oriente Médio, África e em grande parte da Ásia. Essas relações promíscuas permitiram que esses governos se armassem para se materem  no poder. O caso típico do Egito,que em seis décadas recebeu volumosos recursos dos Estados Unidos para manter uma posição de hegemonia numa determinada faixa do Oriente Médio, viabilizando a passagem pelo Canal de Suez do petróleo produzido na região com destino ao Ocidente. Nessas décadas, apenas dois governantes ocuparam o poder no Egito: Anuar Sadat, assassinado por membros de sua própria segurança durante evento em praça pública e Hosmi Mubarack, recentemente defenestrado do poder por ações de grupos insugentes. Anuar Sadat sucedeu a Abdel Nasser, depois de um período de intensa islamização do Egito. Há evidências de que os Estados Unidos estavam por trás dessas manobras revisionist
   AS AÇÕES DAS POTÊNCIAS OCIDENTAISA, principalmente os Estados Unidos no caso do Egito, promoveram mudanças substanciais na política do Oriente Médio e África. As reações de países árabes mais radicais que prejudicavam os interesses ocidentais no Oriente Médio levaram a uma intervenção militar das potências ocidentais com interesses na região. Uma coalizão de vários países ocidentais(Estados Unidos, França, Inglaterra, entre outros)  bombardeou o canal de Suez, inviabiizando-o por algum tempo. A economia dos países árabes entrou em colapso. Uma ação urdida nos gabinetes do Ocidente acabou encontrando uma solução que interessava às grandes potências e aos países desenvolvidos do Ocidente. Foi realizada uma limpesa e a reabertura do Canal de Suez. Desde então o fornecimento de petróleo foi normalizado e os países árabes se acomodaram a nova situação.
    QUANDO KADAFI, na década de 80  tomou medidas extremadas que ameaçavam a livre circulação do petróleo pelas passagens estratégicas do Canal de Suez/Mar Vermelho/Golfo de Aden para os países estrangeiros, os Estados Unidos utilizaram sua frota no Mediterrâneo, e a partir de bases móveis (porta-aviões) atacaram as posições militares líbias, destruindo as forças de segurança da Líbia. Os foguetes teleguiados americanos acertaram alguns palácios de Kadafi, que por um triz não foi morto. Essas mesma ações militares da coalizão ocidental que no momento dizimam a Líbia com bombadeio por mar e ar têm relação direta com a política diplomática e os interesses econômicos do Ocidente no petróleo da Líbia. E na intenção de impedir que o governo de Kadafi possa fazer alguma coisa para dificultar a circulação dos petroleiros ocidentais pela parte do Mediterâneo que vai se afunilando para o Mar Vermelho, através do Canal de Suez. A "ação humanitária" dessa coalizão ocidental que bombardeia as posições de Kadafi para evitar que o sanguinário ditador continue massacrando a população civil é uma falácia do Ocidente. Os bombardeios da coalizão ocidental continuam matando civis inocentes na Líbia, incentivando grupos radicais que não medem consequências nas suas ações. Kadafi foi declarado "inimigo da humanidade". Tudo bem! E Busk, o filho, por que também não foi indicado como criminoso e levado ao Tribunal Internacional de Haia? O mesmo tratamento poderia também  ser dispensado a Stalin. A questão é que a força do poder é que conta a história que ela urdiu. Os poderosos do Planeta, apoiados na força da economia e das armas, independentemente dos crimes que tenham praticado, sempre ficam impunes
  NOS TEMPOS DA UNIÃO SOVIÉTICA, para balancear o poderio militar no Oriente Médio, norte da África e Ásia,  a URSS infiltrou agentes nessas regiões, negociou acordos que beneficiavam os comunitstas. Através dessa estratégia, a URSS introduziu armas na região que foram parar nas mãos de grupos adversários das potências ocidentais. Em contrapartida, a indústria armementista do Ocidente vendeu armas a outros grupos antagônicos aos soviéticos e essas armas acabaram nas mãos de grupos de guerrilhas do Oriente. Pior: os Estados Unidos e países europeus armaram os países do Oriente Médio e norte da África, numa manobra em que os intermediários desse rendoso negócios de armas ficaram à vontade para venderem seus rifles, fuzis, morteiros, bazucas, granadas, aviões de combate e caça, bombas de toda espécie e munições para todo tipo de armas. Comprava mais quem tinha mais dinheiro. E os petrodólares dos árabes falaram mais alto. O Oriente Médio tornou-se uma panela de pressão preste a explodir. E essa panela de pressão está chiando nesses tempos de incertezas, e pode explodir nas mãos dos mais ousados e incautos. A longa guerra do Afeganistão permitiu que armas poderosas chegassem às mãos de grupos extremados que não medem consequências para impor suas ideologias. A guerra do Afeganistão deixou de ser uma luta provincial, quando a antiga URSS pretendia extender seu domínio, saiu da guerra diante da iminência de uma derrota desastrosa, e passou a ser uma guerra econômica, agora patrocinada pelos Estados Unidos e países europeus para assegurar uma rota de escoamento do petróleo do Azerbaidjão ainda não explorado e cobiçado pelo Ocidente e pela Russia. A guerra de fundo religioso que terminou na divisão da Índia criou uma situação inusitada naquela área. O Paquistão se afirmou como nação independente e passou a ter papel importante na Àsia. Governo manipulado pelos Estados Unidos, o Paquistão se tornou um aliado perigoso. Desenvolvendo armas nucleares, vivendo convulsões internas, o Paquistão de repente se transformou numa ponte entre os radicais islâmicos locais e os ultraconservadores afegãos do Taleban chefiados pelo Mular Omar. Já imaginou o Paquistão cair nas mãos desses radicais islâmicos do movimento religioso do Taleban?  Bombas atômicas ou mesmo bombas sujas podem mudar o panorama dessa parte da Àsia e contaminar o Oriente Médio e boa parte da África. A Índia e a China, embora suas divergências políticas e suas intenções expansionistas, têm papel preponderante no equilíbrio  desse cenário que se descortina na imaginação dos analistas políticos.
    AS SUCESSIVAS INSURGÊNCIAS  recentemente ocorridas em países da África do norte e Oriente Médio não têm nada de novo. São a continuidade dessa política de dominação patrocinada pelos Estados Unidos através do trabalho ousado e meticuloso da CIA e pelos países da Europa. Os mesmos ditadores que agora estão sendo varridos do poder nessas regiões esgotaram suas capacidades de servirem aos Estados Unidos e aos europeus. Enfraqueceram diante da insatisfação popular com os sistemas econômicos que oprimiam e continuam oprimindo as populações desses países. Numa manobra politico-diplomática, as potências ocidentais encontraram um meio de esvasiarem ainda mais esses governos que elas mesmas criaram e manteram no poder por tanto tempo. Agora, por meios que a imprensa internacional não divulga, armaram os insugentes e utiizando um antigo e já manjado planejamento estratégico bombardeiam as posições de defesa militar da Líbia , abrindo caminho para o avanço dos insurgentes. Difícil prever como isso tudo vai acabar. Mas uma coisas é certa: o poder de "convencimento" das potências ocidentais se estriba na força que elas sabem usar quando e como querem.
Quando George W. Bush invadiu o Iraque na verdade os Estados Unidos já haviam dizimado o país através de bombadeios secretos e seletivos das bases militares de Sadan Hussein que não eram divulgados pela mídia. Os tanques, os aviões, os depósitos de armamentos, a infraestrutura produtiva do Iraque já haviam sido totalmente destruidos quando as tropas americanas chegaram lá. As armas de destruição em massa que teriam legitimado a invasão e que teriam sido produzidas por Sadan Hussein foram um pretexto fajuto para a invasão do Iraque, posterior prisão do mandatário e seu enforcamento em praça pública.
NA LÍBIA, O QUADRO não é diferente. Como não é diferente no Egito, na Jordânia, na Arábia Saudita e não foi nos outros países da África e do Oriente Médio que ainda vivem os efeitos da insugência. Na verdade, manobras das potências ocidentais para manter abertas as vias de escoamento do rico petróleo que alimenta o parque industrial do Ocidente. Não se isente de culpa aqui a Rússia. Depois do fim da URSS, Moscou continuou com a mesma política agressiva e sorrateira do antigo sistema político. Mas a situação da Rússia não é nada confortável. Cercada de nações de cultura muçulmana, Moscou precisa estar vigilante para não ser atingida em cheio por atos terroristas que destruam sua já enfraquecida infraestrutura industrial.
RESTA LEMBRAR UM DETALHE de suma importância imbutido nas seguintes perguntas: a convulsão políica e social porque passa atualmente o Oriente Médio e parte da África Islâmica é isso mesmo que está sendo noticiado pelas agências? Ou há por trás disso um movimento revisionista, de reafirmação dos valores islâmicos, com redifinição das posições desses países com relação ao Ocidente? E a dsputa entre Israel e os Palestinos, como vai se acomodar? É esperar a marcha dos acontecimentos para saber o que está acontecendo de fato.

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