NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 29 de junho de 2012


                  POLÊMICA

SACOLAS PLÁSTICAS NOS SUPERMERCADOS

Os usuários dos supermercados de São Paulo ficaram impotentes em meio à polêmica do uso de sacolas plásticas como embalagem dos produtos vendidos nesses centros de compras. Uma decisão dos varejistas da capital paulista mandou retirar as sacolas plásticas dos balcões. Em contrapartida, os supermercados passaram a oferecer aos clientes caixas de papelão que embalaram os produtos comprados no grosso. Ou então, os clientes comprariam sacolas “biodegradáveis” no caixa, na hora de pagar a conta das compras. O Ministério Público viu nessa atitude dos supermercados uma manobra para faturar mais em cima de sua clientela. E ordenou que voltassem as sacolas plásticas. Os supermercados podem recorrer; alguns clientes ficaram ao lado da proibição das sacolas plásticas fabricadas com subprodutos de petróleo. A maioria aplaudia a volta das sacolas. A explicação dos supermercados é que as sacolas poluem o ambiente. Interessante é que os supermercados vendem sacos plásticos para acondicionar lixo e  para uma infinidade de outros usos. Não só sacos, mas uma enormidade de produtos plásticos para os mais diversos fins. Que também poluem o Meio Ambiente. Em meio a esse tiroteio de interesses, normas e espertezas, os clientes saem como os únicos prejudicados. Além de pagarem a conta, têm que comprar sacolas ditas biodegradáveis de origem duvidosa. E para a maioria da população que não tem carro, que faz compras mensais, o uso de caixas de papelão se torna realmente um insulto à dignidade. As donas de casa que o digam
Quem tem razão nisso tudo? Deveria ser primeiro a Natureza e depois o usuário de supermercados, mas este fica sempre em segundo plano  e a primeira não é levada em conta nesse tipo de discussão. Os supermercados ganham mais enquanto os clientes têm aumento de custo nas compras. O Ministério Publico, sempre zeloso, procura equilibrar as coisas.  O governo simplesmente se omite, deixando de criar normas de produção e comercialização de embalagens poluentes. E o descarte de produtos plásticos de toda natureza acaba entupindo bueiros, represando águas de chuvas, sujando rios e praias, enfim poluindo o Meio Ambiente e contaminando o ser humano. O Código Ambiental em discussão no Congresso vai tendo seu texto manipulado por setores interessados. E não contempla de maneira clara essa questão do uso das sacolas plásticas nos centros de venda.

O problema não está restrito ao âmbito de São Paulo; é nacional e mundial; é uma degradação da água que bebemos, do ar que respiramos e um entrave  fluxo das águas fluviais. Em suma, é uma ameaça à saúde humana, portanto um problema de saúde pública A sociedade deve se mobilizar para forçar uma solução plausível para esse problema. Governo, Congresso e o setor de comércio interessado bem como os cidadãos mais bem informados sobre essa questão devem ser menos hipócritas. As fábricas de sacolas plásticas poderiam mudar a matéria-prima usada, adotando insumos biodegradáveis. Irão argumentar que isso traria mais danos ao Meio Ambiente, pois esses insumos seriam produzidos a partir do corte de mais árvores. Então, pra que servem as reservas florestais de manejo? Como não aumentar essas áreas de manejo? Essa mudança seria duplamente benéfica: daria um destino útil a áreas agrícolas esgotadas e ofertaria mais oportunidades de mão-de-obra. Os subprodutos do petróleo têm com certeza outras aplicações igualmente rendosas.

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