NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 22 de junho de 2012


                                RIO + 20
                                                TERCEIRA PARTE (FINAL)
                           HIDROGRAFIA

AGUA E SUA IMPORTÂNCIA PARA A VIDA

 Hidrografia é o estudo das águas do Planeta.

A Terra é o Planeta das águas. As partes sólidas da Terra se assemelham a ilhotas cercadas de águas por todos os lados; 70% de sua superfície são cobertos pelas águas. Igualmente, os seres vivos têm em média 70% de água em sua textura geral. A maior porção de águas existente no Planeta é salgada, e representa 97,5%  de toda  a massa líquida. 2,493% da água doce estão nas geleiras e aquíferos (águas subterrâneas) e só 0,007% da água doce estão nos rios  e lagos do planeta; é a parte que cabe para nosso abastecimento, irrigação, etc. Na atmosfera, 0,001% da água está em forma de vapor. Nos continentes estão 38.000.000 de km3. O somatório desses percentuais é um número colossal de 1 bilhão 380 milhões de quilómetros cúbicos (km3) de águas.

O Brasil, com 12% do volume total de água doce é um país privilegiado nesse quesito. Mas a água doce do País está distribuída de forma irregular. 80% dessas águas estão na região amazônica; 6% no Sudeste (para atender 50% do  PIB nacional); Nordeste: 3%. O detalhe desanimador é que o Brasil também é o País onde se desperdiça a maior quantidade de água doce.

Os oceanos e mares, conjuntamente com a Floresta Amazônica, são os pulmões do mundo. Metade do oxigênio da respiração dos seres humanos vem dos oceanos e mares; em compensação, metade do gás carbônico produzido pelo homem, de forma biológica ou mecânica, é absorvida pelos oceanos, o que representa alto nível de poluição para os seres que vivem nessas águas, a maioria servindo à cadeia alimentar do homem. A Floresta Amazônica emite uma grande quantidade de oxigênio, que se dissipa pelo Planeta, mas recebe uma carga excessiva de gás carbônico produzido pelo homem em suas atividades econômicas, além da cota natural desse poluente ambiental. O desmatamento da Amazônia reduz a produção de oxigênio pela floresta e aumenta o índice de gás carbônico absorvido por ela. Essa troca, que vai se tornando desigual, afeta a saúde do mundo, prejudicando o homem nas cidades e no campo e dos animais que vivem na floresta. Qual a importância dos mares e oceanos e da floresta na vida das pessoas?

Além do que já se disse acima, os mares e oceanos, lagos e rios fornecem  grande parte dos alimentos consumidos pelo homem. Milhares de espécies de peixes vivem em regiões de temperatura as mais variadas. Uns, de grande valor econômico, habitam as águas frias dos mares do Norte; outros, não menos importantes, vivem em águas tépidas dos trópicos ou em regiões temperadas. Essa fonte de proteína é de vital importância para a sobrevivência de muitos povos litorâneos ou ribeirinhos. Além de produzirem alimentos, fornecerem oxigênio e formarem as nuvens de chuvas, essas colossais reservas aquáticas são utilizadas para o transporte de cargas e passageiros, atividades essas que vêm de tempos bem antigos. O descarte de rejeitos industriais nos oceanos vem contribuindo para a poluição cada vez maior dos mesmos. Produtos altamente tóxicos e resíduos radioativos são jogados no fundo dos mares, que se transformaram num imenso lixão.  A degradação das embalagens desses descartes acaba deixando escapar gases tóxicos que envenenam os peixes, crustáceos e moluscos e esse veneno termina sendo absorvido pelo homem que consome esses produtos do mar. Esse emporcalhamento dos fundos dos mares responde pelo aumento dos casos de doenças crônicas e degenerativas que afetam cada vez mais a espécie humana e sobrecarrega a Previdência Social e os  serviços de saúde pública do mundo inteiro, tornando insuficientes os  leitos hospitalares e produzindo muita dor e sofrimento aos seres humanos.

Por sua vez, a Floresta Amazônica abriga uma enorme variedade de espécies vegetais, animais, micróbios, fungos e se alimenta de nutrientes contidos no seu solo arenoso cortado por rios e igarapés. Nesse ecossistema aquático vivem espécies de peixes endêmicas. A quantidade e variedade dessas riquezas do Bioma amazônico ainda não foram devidamente avaliadas, identificadas e catalogadas,  em parte devido a sua grande extensão territorial e diversidade de ecossistemas que  se espalham  a perder de vista  e em parte porque o parque florestal, animal, microscópico  e  aquático  em causa atravessa vários estados brasileiros e diversas nações fronteiriças, sem que haja um protocolo de ações conjuntas entre os países envolvidos visando a exploração compartilhada das riquezas do Bioma.

Pelo menos, 25% da Floresta Amazônica já foram desmatados. Esse desmatamento afeta principalmente o Pará, mas também outros estados da região e partes do Pantanal Amazônico. A fronteira agrícola que avança na região produz soja, milho e arroz. Mas a pecuária extensiva ocupa extensas áreas, interfere na vocação econômica do Bioma e produz grande carga de gases do efeito estufa. A industrialização também vem contribuindo para mudar a paisagem amazônica. Mas são  as queimadas o fator de maior peso na degradação do Bioma. Essas ações humanas interferem na funcionalidade do Bioma amazônico. E prejudicam a função respiratória  dos seres vivos do mundo inteiro.

Assim,  mares, oceanos, lagos, rios, geleiras, aquíferos, bem como as florestas, matas, cerrados, caatingas  são elementos diversos que com seus componentes variados se interligam para formar a cadeia  biótica que estabelece o equilíbrio da vida no Planeta. A Conferência Rio + 20, que traz inúmeros chefes de estados ao Brasil, visa discutir os problemas climáticos da Terra e encontrar saídas efetivas e positivas para esses problemas. Se os líderes mundiais fracassarem nessa tarefa estarão abrindo um perigoso precedente para que qualquer nação que queira se desenvolver possa poluir ainda mais o Meio Ambiente. Meio Ambiente não se polui somente com o funcionamento de grandes indústrias. As fronteiras agrícolas que avançam em todas as direções destroem biomas importantes como os cerrados, a caatinga; a produção de lixo, que só faz aumentar, polui os grandes reservatórios de água, estagna a drenagem e prejudicam a qualidade de vida das pessoas. O esgotamento sanitário sem tratamento jogado ao ambiente na maioria das cidades do mundo contamina a água e envenena os seres humanos. Ou a ausência de esgoto sanitário e água tratada que infelizmente é uma constatação nas cidades dos países pobres, torna o ambiente insalubre, provocando doenças  tais como diarreias, verminoses intestinais, tifo, leptospirose e outros quadros infecciosos típicos de lugares não saneados, principalmente nas crianças que nessas regiões são igualmente desnutridas,  aumentando as despesas dos sistemas de saúde. O ar é igualmente poluído pela ação do homem. E a qualidade de vida das pessoas vai se degradando.
A tônica da linguagem dos ambientalistas de hoje é a implantação de uma "economia  verde", coisa que ainda não se sabe  exatamente o que venha a ser. São conhecidas algumas ideias sobre "fábricas verdes", que seriam indústrias capazes de reprocessar os rejeitos da produção, evitando assim sejam jogados no ambiente os gases do efeito estufa. Essa é uma meta ambiciosa, de altissímo custo e certamente fora da realidade econômica dos países em fase inicial de desenvolvimento. Claro que esse é o caminho, mas os países ricos não estão dispostos a ajudar os mais pobres nessa tarefa. A Rio + 20, depois de ser antecedida por várias conferências na mesma linha de ação, teria a obrigação de cobrar das nações mais ricas sua participação nessa tarefa de desenvolver a economia mundial sem destruir o Meio Ambiente e de traçar um programa de metas com prazos a serem cumpridos e cobrados. É isso ou nada.

   






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