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PERSPECTIVAS E
SIGNIFICADOS
Começou nesta quarta-feira, 20, no Rio Centro a Conferência
Rio-20. O evento visa avaliar o que foi feito diante das decisões
adotadas no próprio Rio de Janeiro vinte anos antes pelos líderes mundiais para
aliviar as pressões sobre o Meio Ambiente, adotar providências no sentido de
reduzir a emissão dos gases estufas na atmosfera, proteger as florestas, os
mares, lagos, rios, os animais, os ambientes em que eles vivem e adotar outras
providências para assegurar um desenvolvimento econômico sustentável. Isto é,
produzir mais riquezas, melhorar as condições de vida das populações em todos
os continentes sem afetar o Meio Ambiente. O protocolo de Quioto, grande
conferência que já havia discutido os problemas climáticos do Planeta esteve em
foco na Rio-1992. Infelizmente, Quioto já havia fracassado diante da recusa dos
países ricos em assinar o documento que transformaria a mentalidade das pessoas
e das autoridades constituídas com
relação aos cuidados que deveriam ser adotados para proteger a vida da Terra.
Os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão, entre os maiores poluidores do
Planeta, além de se recusarem a aderir ao Protocolo de Quioto boicotaram todas
as outras conferências sobre clima realizadas em vários continentes depois de
1992. As indústrias desses países, principalmente as químicas, estão espalhadas
por várias partes do mundo e emitem anualmente bilhões de toneladas desses gases formadores do efeito estufa; isso
resulta na redução da espessura da camada de ozônio que protege a Terra contra
as radiações solares, sobrecarrega as florestas de poluentes advindos da queima
de combustíveis fósseis, compromete a qualidade de vida das pessoas e dos
animais.
Além da ação industrial dos países mais desenvolvidos, a
Rio+20 discutirá a destinação dos resíduos sólidos urbanos, como coleta, tratamento e destinação adequada do
lixo; continuará discutindo o desmatamento e a contaminação dos oceanos, mares,
lagos, rios e ouros veios d’água, assim como da atmosfera, a fome na África,
Ásia e outras regiões do mundo, a extinção de várias espécies de animais e
devastação de ecossistemas importantes para a qualidade de vida e até para a
sobrevivência da espécie humana. Falar de Meio Ambiente implica abordar questões
econômicas, e exatamente por esse motivo que os países desenvolvidos se recusam
a aderir aos protocolos sobre clima até agora firmados nas várias conferência
patrocinadas pela ONU. Sem o aval dos Estados Unidos, da China, do Japão, da
Rússia, da Índia e outras nações não comprometidas com o controle dos gases
formadores do efeito estufa qualquer decisão adotada em conferência cume dessa
natureza será inócua. A crise econômica mundial induz os países ricos a se
pouparem diante das enormes somas que programas ambientais exigem para sua implantação.
Basta ver a crise econômica europeia da zona do euro onde ninguém se entende,
justamente porque os parceiros mais ricos não querem abrir mão de suas posições
privilegiadas. Não é de se esperar muita
coisa da Rio+20. O boicote dos países mais ricos indica que nenhuma resolução
efetiva para controle da EGEE que saia dessa conferência terá efeito prático. O
clima de fracasso da Rio+20 está no ar.
Dos duzentos chefes de estados esperados para a conferência apenas noventa e
quatro, isso mesmo, 94, estavam presentes à sessão de abertura da Conferência.
E são os mais pobres ou em desenvolvimento.
Para que os leitores e seguidores do blog entendam bem o que
se quer construir, preservar e realçar na Rio + 20, a partir de hoje estaremos
analisando em vários tópicos ( ou partes ) o ambiente climático da Terra,
estudando e definindo o que são ecossistema, biomas e unidades de preservação
ambiental e a importância dessas grandezas naturais para a preservação da vida
sobre o Planeta.
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