NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 21 de junho de 2012


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      PERSPECTIVAS  E  SIGNIFICADOS

Começou nesta quarta-feira, 20, no Rio Centro a Conferência Rio-20. O evento visa avaliar o que foi feito diante das decisões adotadas no próprio Rio de Janeiro vinte anos antes pelos líderes mundiais para aliviar as pressões sobre o Meio Ambiente, adotar providências no sentido de reduzir a emissão dos gases estufas na atmosfera, proteger as florestas, os mares, lagos, rios, os animais, os ambientes em que eles vivem e adotar outras providências para assegurar um desenvolvimento econômico sustentável. Isto é, produzir mais riquezas, melhorar as condições de vida das populações em todos os continentes sem afetar o Meio Ambiente. O protocolo de Quioto, grande conferência que já havia discutido os problemas climáticos do Planeta esteve em foco na Rio-1992. Infelizmente, Quioto já havia fracassado diante da recusa dos países ricos em assinar o documento que transformaria a mentalidade das pessoas e das autoridades  constituídas com relação aos cuidados que deveriam ser adotados para proteger a vida da Terra. Os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão, entre os maiores poluidores do Planeta, além de se recusarem a aderir ao Protocolo de Quioto boicotaram todas as outras conferências sobre clima realizadas em vários continentes depois de 1992. As indústrias desses países, principalmente as químicas, estão espalhadas por várias partes do mundo e emitem anualmente bilhões de toneladas desses  gases formadores do efeito estufa; isso resulta na redução da espessura da camada de ozônio que protege a Terra contra as radiações solares, sobrecarrega as florestas de poluentes advindos da queima de combustíveis fósseis, compromete a qualidade de vida das pessoas e dos animais.

Além da ação industrial dos países mais desenvolvidos, a Rio+20 discutirá a destinação dos resíduos sólidos urbanos, como  coleta, tratamento e destinação adequada do lixo; continuará discutindo o desmatamento e a contaminação dos oceanos, mares, lagos, rios e ouros veios d’água, assim como da atmosfera, a fome na África, Ásia e outras regiões do mundo, a extinção de várias espécies de animais e devastação de ecossistemas importantes para a qualidade de vida e até para a sobrevivência da espécie humana. Falar de Meio Ambiente implica abordar questões econômicas, e exatamente por esse motivo que os países desenvolvidos se recusam a aderir aos protocolos sobre clima até agora firmados nas várias conferência patrocinadas pela ONU. Sem o aval dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Rússia, da Índia e outras nações não comprometidas com o controle dos gases formadores do efeito estufa qualquer decisão adotada em conferência cume dessa natureza será inócua. A crise econômica mundial induz os países ricos a se pouparem diante das enormes somas que programas ambientais exigem para sua implantação. Basta ver a crise econômica europeia da zona do euro onde ninguém se entende, justamente porque os parceiros mais ricos não querem abrir mão de suas posições privilegiadas. Não é  de se esperar muita coisa da Rio+20. O boicote dos países mais ricos indica que nenhuma resolução efetiva para controle da EGEE que saia dessa conferência terá efeito prático. O clima de fracasso  da Rio+20 está no ar. Dos duzentos chefes de estados esperados para a conferência apenas noventa e quatro, isso mesmo, 94, estavam presentes à sessão de abertura da Conferência. E são os mais pobres ou em desenvolvimento.

Para que os leitores e seguidores do blog entendam bem o que se quer construir, preservar e realçar na Rio + 20, a partir de hoje estaremos analisando em vários tópicos ( ou partes ) o ambiente climático da Terra, estudando e definindo o que são ecossistema, biomas e unidades de preservação ambiental e a importância dessas grandezas naturais para a preservação da vida sobre o Planeta.

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