C O L E S
T E R O L
A semana que passou foi
dedicada ao combate à obesidade, e por extensão à prevenção das doenças
cardiovasculares e aos acidentes vasculares cerebrais. E esclarecimentos a
respeito das causas desse fenômeno que se transformou num grave problema de
saúde pública. Nos países mais ricos, os hábitos alimentares sofreram mudanças
radicais nas últimas décadas. As exigências da vida moderna fizeram as famílias
trocarem a comida caseira por alimentos
industrializados. E é cada vez maior o
número de pessoas que fazem suas refeições fora de casa. As grandes redes de
alimento quando prontos – os fest-food,
oferecem uma sempre renovada gama de
produtos apetitosos facilmente encontrados nos supermercados. E as donas de
casa da classe média ficam cada vez mais distantes da
cozinha. Os equipamentos para processar em poucos minutos esses alimentos já
prontos para o consumo estão nas
prateleiras das lojas do ramo. Ou bem visíveis nos supermercados. É um apelo quase
irrecusável. Nos restaurantes, principalmente nos Shoppings Center, pratos
coloridos e apetitosos oferecidos nas praças de alimentação convidam ao prazer de
comer. Mas, essa vida moderna que mudou os costumes domésticos e hábitos alimentares das
pessoas tem um impacto enorme na qualidade de vida e na própria preservação da
vida. Essas comidas contém alto teor de colesterol, que é responsável pelo
sobrepeso ou pela obesidade que atinge um número expressivo de pessoas em todo
o mundo. Não é só nos países ricos que ocorrem os casos de obesidade. Nos
países mais pobres, a tendência pela comida industrializada também é uma realidade. Por isso, mais obesos
se somam aos grupos de risco devido às taxas de colesterol. Afinal, que é esse
colesterol e quais as consequências de sua presença no organismo humano?
Colesterol é uma
gordura encontrada no sangue de seres humanos e animais. Ele é um elemento
natural indispensável ao metabolismo orgânico, quando encontrado em níveis
normais. Quando, entretanto,
atinge níveis elevados, se transforma num perigo à vida da pessoa. Por não ser
solúvel em meio líquido, o colesterol não se dilui no
sangue. Se a dieta de uma pessoa é rica em gordura animal e sódio (sal de
cozinha), frações dessa gordura vão se fixando nas artérias, e podem produzir
entupimento dessas artérias, reduzindo ou interrompendo a passagem do sangue.
Quando o sangue não encontra passagem nas artérias principais do coração ocorrem
acidentes que podem fazer parar o coração, é o infarto do miocárdio, causa de
morte de milhares de pessoas todos os dias no mundo inteiro. O detalhe é que
esse quadro de colesterol alto está
sempre associado ao aumento da pressão do sangue nas artérias do coração (PA),
e além do infarto, pode esse quadro
resultar num acidente vascular cerebral (AVC), causando morte ou
produzir sequelas nos portadores desses níveis de colesterol e sódio. O infarto
pode ser agudo ou fulminante. O AVC pode
ser classificado em isquêmico ou hemorrágico. No primeiro caso, há uma redução
de oxigênio irrigando o cérebro, e o AVC pode deixar sequelas de pequeno porte
ou graves, levando o paciente à cadeira-de-rodas ou deixá-lo definitivamente
preso a um leito. O segundo caso, quando o sangue extravasa e se espalha pelo
cérebro, as consequências são mais graves, com menores possibilidades de
regressão dos sintomas e perigo de óbito imediato. Há vários tipos de
colesterol, sendo os mais considerados o HDL (o bom) e LDL (o mau). O mau
colesterol deve ficar abaixo de 150 no exame de sangue e no caso do bom
colesterol, quanto maior o nível, melhor. O tratamento da forma nociva, o LDL,
é feita com dieta e medicamentos. A forma benigna – o HDL, só exercícios
físicos são capazes de equilibrar. As doenças cardiovasculares e cerebrovasculares ocorrem normalmente por volta dos quarenta anos, mas
também podem vitimar pessoas mais
jovens. Elas não fazem distinção de sexo nem de raça. Os hábitos modernos vêm
transformando essas doenças em problemas familiares, o que significa que os
descendentes dos seus portadores devem se cuidar através de checagem periódica da
saúde.
Assim, o infarto do
miocárdio ou o Acidente Vascular Cerebral (AVC) resultam de uma combinação de
taxa alta de colesterol e altos níveis
da pressão arterial (PA) resultante da presença de grande quantidade de sódio na corrente sanguínea, o que retém líquidos no organismo, impactando o trabalho do fígado, dos rins e do coração. A prevenção desses acidentes vasculares é feita de
forma combinada. O colesterol total acima de 150 deve ser tratado como já vimos
com dieta pobre em gordura, alimentos fibrosos, mudanças de hábitos
comportamentais e movimentação física para queimar a gordura concentrada nas
artérias. Tanto o infarto como o AVC muitas vezes exigem intervenções
cirúrgicas. No entupimento das artérias, causando infarto não reversível com
procedimentos conservadores ou introdução de cateter para colocar uma “mola”
que dilata a artéria, permitindo a
passagem do sangue para irrigar o organismo, os médicos fazem implantes de
vasos retirados do corpo do próprio paciente (artérias femorais ou mamárias).
Existem outros procedimentos para desobstrução das artérias torácicas; falamos
aqui dos casos mais comuns. As cirurgias para reverter os Acidentes Vasculares
Cerebrais, principalmente o hemorrágico, são mais delicadas, mais arriscadas e
de prognósticos menos auspiciosos. Finalmente, revendo o que ficou dito neste
artigo: combate-se a obesidade e trata-se o colesterol alto com alimentação
pobre em gordura animal e açúcares, dieta balanceada, redução drástica da ingestão de sódio (sal
de cozinha), exercícios físicos regulares, e mais, mudanças comportamentais
como combate ao estresse, entre outros problemas da vida moderna. Os alimentos
industrializados já são processados em meio a grande quantidade de sódio; se
não podem ser evitados, deve-se evitar adicionar mais sal no ato de ingesta
desses alimentos. Importante destacar: nenhum alimento de origem vegetal, como os óleos, os azeites e as margarinas,
contém colesterol. Mas, em contato com carnes no ato de fritá-las, o molho daí
proveniente se transforma num
concentrador de gorduras, portanto de colesterol.
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