NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 12 de agosto de 2012


                      C O L E S T E R O L

A semana que passou foi dedicada ao combate à obesidade, e por extensão à prevenção das doenças cardiovasculares e aos acidentes vasculares cerebrais. E esclarecimentos a respeito das causas desse fenômeno que se transformou num grave problema de saúde pública. Nos países mais ricos, os hábitos alimentares sofreram mudanças radicais nas últimas décadas. As exigências da vida moderna fizeram as famílias trocarem  a comida caseira por alimentos industrializados.  E é cada vez maior o número de pessoas que fazem suas refeições fora de casa. As grandes redes de alimento quando  prontos – os  fest-food, oferecem uma sempre renovada gama  de produtos apetitosos facilmente encontrados nos supermercados. E as donas de casa da classe média ficam cada vez mais distantes  da cozinha. Os equipamentos para processar em poucos minutos esses alimentos já prontos para o consumo  estão nas prateleiras das lojas do ramo. Ou bem visíveis nos supermercados. É um apelo quase irrecusável. Nos restaurantes, principalmente nos Shoppings Center, pratos coloridos e apetitosos oferecidos nas praças de alimentação convidam ao prazer de comer. Mas, essa vida moderna que mudou os costumes domésticos  e hábitos alimentares das pessoas tem um impacto enorme na qualidade de vida e na própria preservação da vida. Essas comidas contém alto teor de colesterol, que é responsável pelo sobrepeso ou pela obesidade que atinge um número expressivo de pessoas em todo o mundo. Não é só nos países ricos que ocorrem os casos de obesidade. Nos países mais pobres, a tendência pela comida industrializada  também é uma realidade. Por isso, mais obesos se somam aos grupos de risco devido às taxas de colesterol. Afinal, que é esse colesterol e quais as consequências de sua presença no organismo humano?

Colesterol é uma gordura encontrada no sangue de seres humanos e animais. Ele é um elemento natural indispensável ao metabolismo orgânico, quando encontrado em níveis normais. Quando, entretanto, atinge níveis elevados, se transforma num perigo à vida da pessoa. Por não ser solúvel em  meio líquido, o colesterol não se dilui no sangue. Se a dieta de uma pessoa é rica em gordura animal e sódio (sal de cozinha), frações dessa gordura vão se fixando nas artérias, e podem produzir entupimento dessas artérias, reduzindo ou interrompendo a passagem do sangue. Quando o sangue não encontra passagem nas artérias principais do coração ocorrem acidentes que podem fazer parar o coração, é o infarto do miocárdio, causa de morte de milhares de pessoas todos os dias no mundo inteiro. O detalhe é que esse quadro de colesterol  alto está sempre associado ao aumento da pressão do sangue nas artérias do coração (PA), e além do infarto, pode esse quadro  resultar num acidente vascular cerebral (AVC), causando morte ou produzir sequelas nos portadores desses níveis de colesterol e sódio. O infarto pode ser agudo  ou fulminante. O AVC pode ser classificado em isquêmico ou hemorrágico. No primeiro caso, há uma redução de oxigênio irrigando o cérebro, e o AVC pode deixar sequelas de pequeno porte ou graves, levando o paciente à cadeira-de-rodas ou deixá-lo definitivamente preso a um leito. O segundo caso, quando o sangue extravasa e se espalha pelo cérebro, as consequências são mais graves, com menores possibilidades de regressão dos sintomas e perigo de óbito imediato. Há vários tipos de colesterol, sendo os mais considerados o HDL (o bom) e LDL (o mau). O mau colesterol deve ficar abaixo de 150 no exame de sangue e no caso do bom colesterol, quanto maior o nível, melhor. O tratamento da forma nociva, o LDL, é feita com dieta e medicamentos. A forma benigna – o HDL, só exercícios físicos são capazes de equilibrar. As doenças cardiovasculares e cerebrovasculares  ocorrem  normalmente por volta dos quarenta anos, mas também podem vitimar  pessoas mais jovens. Elas não fazem distinção de sexo nem de raça. Os hábitos modernos vêm transformando essas doenças em problemas familiares, o que significa que os descendentes dos seus portadores devem se cuidar através de checagem periódica da saúde.

Assim, o infarto do miocárdio ou o Acidente Vascular Cerebral (AVC) resultam de uma combinação de taxa alta de colesterol  e altos níveis da pressão arterial (PA) resultante da presença de grande quantidade de sódio na corrente sanguínea, o que retém líquidos no organismo, impactando o trabalho do fígado, dos rins e do coração. A prevenção desses acidentes vasculares é feita de forma combinada. O colesterol total acima de 150 deve ser tratado como já vimos com dieta pobre em gordura, alimentos fibrosos, mudanças de hábitos comportamentais e movimentação física para queimar a gordura concentrada nas artérias. Tanto o infarto como o AVC muitas vezes exigem intervenções cirúrgicas. No entupimento das artérias, causando infarto não reversível com procedimentos conservadores ou introdução de cateter para colocar uma “mola” que dilata  a artéria, permitindo a passagem do sangue para irrigar o organismo, os médicos fazem implantes de vasos retirados do corpo do próprio paciente (artérias femorais ou mamárias). Existem outros procedimentos para desobstrução das artérias torácicas; falamos aqui dos casos mais comuns. As cirurgias para reverter os Acidentes Vasculares Cerebrais, principalmente o hemorrágico, são mais delicadas, mais arriscadas e de prognósticos menos auspiciosos. Finalmente, revendo o que ficou dito neste artigo: combate-se a obesidade e trata-se o colesterol alto com alimentação pobre em gordura animal e açúcares, dieta  balanceada, redução drástica da ingestão de sódio (sal de cozinha), exercícios físicos regulares, e mais, mudanças comportamentais como combate ao estresse, entre outros problemas da vida moderna. Os alimentos industrializados já são processados em meio a grande quantidade de sódio; se não podem ser evitados, deve-se evitar adicionar mais sal no ato de ingesta desses alimentos. Importante destacar: nenhum alimento de origem vegetal,  como os óleos, os azeites e as margarinas, contém colesterol. Mas, em contato com carnes no ato de fritá-las, o molho daí proveniente se transforma  num concentrador de gorduras, portanto de colesterol.


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