DOM HELDER CÂMARA
Transcorre nesta data o 13º ano da morte do bispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara. Líder
espiritual da Capital Pernambucana e Região Metropolitana, o Dom da Paz era
referência nacional no trabalho pastoral que privilegiava os pobres. Sua obra
pastoral serviu de exemplo para outras dioceses dentro e fora do País. As
instituições que ele criou serviram de base para reformas no trabalho da igreja
e alicerçaram um programa de ação social que teve grande influência no apoio às
comunidades de base, gerando incentivos
à educação, à saúde e à paz nas comunidades onde atuava. Opositor declarado da
ditadura que dominava o Brasil quando assumiu a Arquidiocese de Olinda e
Recife, Dom Helder denunciou a violência praticada pelos militares no poder,
condenando a tortura de muitos cidadãos nos porões do regime militar. A voz de
Dom Helder condenando a ditadura ultrapassou os limites das nossas fronteiras,
chegando às universidades europeias e segmentos da sociedade civil de muitos
países do Velho Continente. Por conta da
repercussão internacional desse trabalho de denúncia do arcebispo de Olinda e
Recife, Dom Helder foi proibido de sair do País pelos militares. Algumas universidades europeias, entretanto,
encontraram uma forma de quebrar a intolerância do regime militar. Passaram a
convidar Dom Helder para fazer palestras para seus corpos docentes. Mesmo
assim, sob pressão dos militares, algumas embaixadas criaram dificuldades para
conceder visto de entrada a Dom Helder. Só com o fim da ditadura, o
arcebispo voltou a circular por vários
países, onde era solicitado para falar sobre temas sociais.
Perseguido pela ditadura, mas venerado por seu ovo, Dom
Helder tinha na pessoa do padre Henrique não apenas seu auxiliar direto, mas o
guardião das ideias e projetos sociais
traçados para a arquidiocese. E foi justamente por essa proximidade com
o arcebispo que o padre Henrique foi emboscado, sequestrado, torturado e morto pelo regime militar. Os arautos da
ditadura no Estado urdiram um plano que tentava apresentar o arcebispo como
responsável pela morte do padre Henrique. A propósito, em livro que será
lançado hoje, uma irmã do padre Henrique conta com detalhes como foi perpetrada
essa ação hedionda da ditadura que eliminou seu irmão.
Como parte das homenagens prestadas a Dom Helder no 13º do
seu falecimento, vários eventos foram programados, todos eles presididos pelo
arcebispo de Olinda e Recife, Dom
Fernando Saburido. O mais importante deles, além naturalmente das missas que
serão celebradas, é o sepultamento definitivo dos restos mortais do arcebispo,
que até agora estavam em sepultura provisória. O túmulo está localizado em área
especial da igreja da Sé, em Olinda. Também serão sepultados na Sé os restos
mortais do padre Henrique e do bispo José Lamartine. É importante neste momento resgatar
a memória de Dom Helder Câmara, desvirtuadas por alguns grupos religiosos ou pessoas má intencionadas
ou desenformadas a respeito da persona
lidade e da obra do arcebispo hoje homenageado. Algumas pessoas - muito poucas, felizmente, tentaram desvirtuar a figura humana exemplar que foi Dom Helder, atribuído ao arcebispo atitudes que não condizem com sua performance moral de homem honrado e dedicado ao trabalho de humanização da sociedade. Essas pessoas, por certo, nunca conviveram com Dom Helder, nem
conhecem seu trabalho em benefício dos seus semelhantes, preferencialmente os mais pobres.
-NOTA DA MODERAÇÃO: O Blog do Emílio é um espaço de debates, leigo, portanto sem vínculo com qualquer religião organizada ou instituição político-paridária, porém abertoa a livre manifestação das ideias.lidade e da obra do arcebispo hoje homenageado. Algumas pessoas - muito poucas, felizmente, tentaram desvirtuar a figura humana exemplar que foi Dom Helder, atribuído ao arcebispo atitudes que não condizem com sua performance moral de homem honrado e dedicado ao trabalho de humanização da sociedade. Essas pessoas, por certo, nunca conviveram com Dom Helder, nem
conhecem seu trabalho em benefício dos seus semelhantes, preferencialmente os mais pobres.
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