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EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 26 de agosto de 2012

                                               MENSALÃO
  CORRUPÇÃO E APADRINHAMENTO

 Nessa 2ª-feira, 27, o Supremo Tribunal Federal (STF) recomeça o julgamento do processo conhecido como mensalão. 38 réus constam da lista dos que serão julgados. O mensalão foi um ato de corrupção denunciado há sete anos pelo então deputado Roberto Jeferson, presidente nacional do PTB. Na época, a Casa Civil da Presidência da República tinha como titular José Dirceu, um dos mais influentes líderes do Partido dos Trabalhadores e eventual candidato a sucessão de Lula na Presidência da República, apontado por Gurgel como  ordenador do esquema de corrupção. Segundo o relator do Processo, ministro Joaquim  Barbosa, Seria um caso típico de operação política para assegurar um projeto de poder com longa permanência do Partido dos Trabalhadores no Palácio do Planalto.. Depois da enfadonha leitura da peça acusatória elaborada pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seguiu-se o desfile de advogados de defesa dos réus do Processo. Esses advogados, todos nacionalmente reconhecidos  como causídicos de primeira linha, buscaram desqualificar a acusação do Procurador-Geral da República contra seus clientes.  Terminada a longa atuação dos advogados de defesa, e segundo o rito do Supremo, coube ao ministro-relator ler seu extenso relatório, resumindo a peça acusatória de Roberto Gurgel e tipificando cada  crime cometido pelos réus. Na sequência, veio a sessão de julgamento, cabendo ao ministro-relator  proferir seu voto, começando por acatar a denúncia contra quatro dos réus. Joaquim Barbosa viu na peça acusatório  provas suficientes para pedir a condenação dos réus, destacando-se entre eles, o deputado João Paulo Cunha, na época presidente da Câmara dos Deputados. Em seguida, coube ao Ministro-Revisor, Ricardo Lewandowski, proferir seu voto. Ele, conforme a praxe da Corte, votaria os casos já votados por Joaquim Barbosa. E ai surgiram as primeiras divergências. Lewandowski não via elementos de provas suficientes para condenar João Paulo Cunha e outros réus cuja absolvição foi pedida pela relator, solicitando a absolvição dos mesmos. Joaquim Barbosa se posicionou, e pediu ao presidente da Corte o direito de réplica na sessão dessa 2ª-feira. Por sua vez, o revisor também pediu espaço para a trépica. Essa situação deixou de saia justa o presidente do STF, Ayres de Brito, que deve deixar a presidência da casa no próximo dia 3 atingido pela aposentadoria compulsória. Ayres Brito , para esfriar os ânimos, disse que não era conveniente para a Corte os dois ministros irem a réplica e a trépica.  O que parece não ter sido do agrado do relator nem do revisor. É esse o clima em que o STF retomará o julgamento do mensalão.

Seja lá qual for o clima dos debates, a sessão dessa 2ª promete lances imprevisíveis. O julgamento está apenas começando. Mas a opinião pública brasileira já demonstra insatisfação diante do desfecho final do julgamento do processo. Faltam muitos réus nessa pauta de julgamento. Para passar o Brasil a limpo é necessário investigar outros agentes envolvidos com o mensalão e explicar direitinho o que de fato é esse mensalão. No próximo artigo voltaremos ao assunto.

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