MODERNIDADES
Quando criança eu ia à
escola portando apenas um caderno e um lápis. A escola guardava uma cartilha que era de usufruto de toda a classe. Quando
a família podia comprar o livro, esse ficava em casa para o estudante fazer
a releitura dos textos apresentados na
sala de aula. Não havia essa proliferação de livros e autores que hoje enriquecem
o conhecimento dos alunos. Nas provas se utilizava o papel pautado, adquirido
pelo aluno. A professora escrevia as questões no quadro negro para serem copiadas e resolvidas
pelos alunos mais adiantados. Os iniciantes,
recebiam as provas em papel ofício com figuras e letras para serem
pintadas ou cobertas. A exigência do caderno preenchido com todas as matérias ministradas em sala de aula era
requisito básico para assegurar o
aprendizado do aluno. Foi assim que eu fui alfabetizado.
Hoje, o ensino utiliza
muitos processos modernos na aprendizagem, os recursos de mídias escritas, faladas e
eletrônicas. O jornal, as revistas, o rádio, a televisão aberta ou a cabo, o computador,
quer com o word que ensina a escrever, corrigindo as impropriedades linguística,
ou incorporando a internet de utilidades mil, são importantes meios auxiliares
de aprendizad. Os computadores de mão, os tablets, o celular com seus diversos aplicativos e outras formas modernas de comunicação revolucionaram o
processo de aprendizagem e tendem a um aperfeiçoamento continuo. Os livros
eletrônicas rivalizam com o livro impresso, e para escrever já não precisamos de lápis, canetas, borrachas,
escovas; o computador realiza todas essas funções.
Nada contra as
novidades tecnológicas. Mas que saudade do meu grafite e do meu caderno!
Esferográfica foi inovação ai entre meados e final dos anos 50 do século vinte.
Mas a verdade é que esses recursos tecnológicos de hoje forçam a acomodação da
retina, secam nossos olhos. Esperamos que as futuras gerações midiaticas não sejam compostas por por legiões sob correções visuais. Mas a tecnologia é a realidade do mundo dos nossos dias. As novas
gerações já se educam sob o império das mídias tecnológicas cada vez mais
abrangentes, e quem se educou sob o rigor do caderno e do grafite terá forçosamente que se adaptar aos novos
tempos. As gerações das décadas 20-30 são os bárbaros amoldando-se às
imposições das modernidades.
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