NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013


                          MODERNIDADES
Quando criança eu ia à escola portando apenas um caderno e um lápis. A escola guardava uma cartilha  que era de usufruto de toda a classe. Quando a família podia comprar o livro, esse ficava em casa para o estudante fazer a  releitura dos textos apresentados na sala de aula. Não havia essa proliferação de livros e autores que hoje enriquecem o conhecimento dos alunos. Nas provas se utilizava o papel pautado, adquirido pelo aluno. A professora escrevia as questões no  quadro negro para serem copiadas e resolvidas pelos alunos mais adiantados. Os iniciantes,  recebiam as provas em papel ofício com figuras e letras para serem pintadas ou cobertas. A exigência do caderno preenchido com todas as  matérias ministradas em sala de aula era requisito básico para assegurar  o aprendizado do aluno. Foi assim que eu fui alfabetizado.
Hoje, o ensino utiliza muitos processos modernos na aprendizagem, os recursos de mídias escritas, faladas e eletrônicas. O jornal, as revistas, o rádio,  a televisão aberta ou a cabo, o computador, quer com o word que ensina a escrever, corrigindo as impropriedades linguística, ou incorporando a internet de utilidades mil, são importantes meios auxiliares de aprendizad. Os computadores de mão, os tablets, o celular com seus diversos aplicativos e outras formas modernas de comunicação revolucionaram o processo de aprendizagem e tendem a um aperfeiçoamento continuo. Os livros eletrônicas rivalizam com o livro impresso, e para escrever já não  precisamos de lápis, canetas, borrachas, escovas; o computador realiza todas essas funções.
Nada contra as novidades tecnológicas. Mas que saudade do meu grafite e do meu caderno! Esferográfica foi inovação ai entre meados e final dos anos 50 do século vinte. Mas a verdade é que esses recursos tecnológicos de hoje forçam a acomodação da retina, secam nossos olhos. Esperamos que as futuras gerações midiaticas  não sejam compostas por por legiões sob correções visuais.   Mas a tecnologia  é a realidade do mundo dos nossos dias. As novas gerações já se educam sob o império das mídias tecnológicas cada vez mais abrangentes, e quem se educou sob o rigor do caderno e do grafite  terá forçosamente que se adaptar aos novos tempos. As gerações das décadas 20-30 são os bárbaros amoldando-se às imposições das modernidades.

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