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sábado, 22 de março de 2014

                  ÁGUA – UM BEM SUBESTIMADO
Neste Dia Mundial da Água é importante lembrar que apesar desse precioso bem ocupar dois terços da superfície terrestre e seres vivos  terem setenta por cento de suas estruturas composta de líquido, água é um bem finito. As grandes geleiras das calotas polares e das enormes montanhas esbranquiçadas dependem de condições meteorológicas para existirem; o momento é de apreensão com esses colossais reservatórios naturais  de água, pois eles estão sofrendo alterações estruturais, importa dizer: estão derretendo. O volume de água dos grandes rios em todos os continentes  sofrem baixas. Grandes extensões de águas represadas  estão poluídas e irremediavelmente perdidas no mundo inteiro. Os oceanos e mares, transformados em lixeira industrial, estão em  grande parte poluídos por produtos químicos, físicos, fisiológicos  e rejeitos nucleares. E suas águas podem por isso se tornar imprestáveis para usos doméstico, agrícola ou industrial. As pessoas avaliam mal a quantidade de água existente na superfície da Terra e na atmosfera que nos circunda. Imaginam, pela extensão dos reservatórios naturais ou artificiais que temos ser a água infinita. Apesar das geleiras, sua principal fonte, a água potável já estar escassa, em várias partes do mundo ela quase não existe mais. As águas  subterrâneas estão sendo contaminadas por agrotóxicos ou resíduos industriais. As águas dos grandes reservatórios superficiais  estão sendo emporcalhadas pelo trabalho do homem.

No Brasil,  a temporada de fortes chuvas  causa  inundações no Sudeste e Centro- Oeste, enquanto no Nordeste, principalmente Pernambuco, Paraíba e Bahia, a maior seca das últimas seis décadas dizima plantações, mata animais de fome e sede, derruba a economia da região e condena o homem ao êxodo rural. No mundo inteiro, o clima se torna cada vez mais hostil, e água é o fenômeno mais determinante dessas mudanças. Nestes dias de crise de água, com enchentes em certas regiões e secas persistentes em outras regiões, é indispensável que se reflita sobre o valor da água. Bem necessário à vida, a água é uma fonte finita. Usar com moderação, preservar os mananciais e transferir  com sabedoria os excedentes de uma região para outra região onde há carência, eis o ponto sobre o qual devemos todos nos debruçar. 

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