NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

DISCUSSÃO SOBRE O CIÚME
Ciúme é um sentimento natural  que preside a relação de um casal. Ou se espalha pelos grupos diversos de que é composta a sociedade. No nosso caso, interessa apenas o que se refere ao relacionamento do casal.
A naturalidade do ciúme reflete uma situação de normalidade,  quando as pessoas amadas  procuram demonstrar seu afeto uma pela outra; cada membro do casal se sente mais seguro quando sabe que seu afeto ou suas atenções têm  da parte do outro(a) a necessária reciprocidade. Esperar fidelidade, desejar atenção, afeto, carinho, cuidar um do outro, tudo isso é muito sublime.
Mas é importante que cada membro do casal não queira se sobrepor  ao outro. Dominá-lo, seja lá porque motivo for. Quando esse espírito de dominação é identificado revela-se ai uma anomalia na relação.  A relação deixa de ser amistosa e se torna tensa. Cuidar que o parceiro(a) se vista bem, tenha boa aparência, apresente boa performance comportamental  é bem sadio. Mas não se pode exigir que o parceiro faça isso porque  você quer.  Ele(a) não pode viver sua vida nem você a dele, isso, quando usado como tema de conversa, é puro embuste.
Quando o ciúme chega ao ponto de um dos membros exigir atenção exclusiva, negar ao outro o direito de ter amigos, conversar com outras pessoas; querer que o outro(a) se vista ou se comporte conforme uma norma que é sua, não dele, ai o ciúme já se tornou doentio. Se essas condutas dominadoras se exacerbam fica caracterizada a sensação  de posse ou a insatisfação obsessiva. Neste caso, o ciúme já se tornou patológico; uma doença. O ciúme possessivo ou obsessivo, por ser uma doença, precisa de tratamento especializado. Ou se faz esse tratamento ou mais cedo ou mais tarde se chega ao fim da relação. Uma personalidade obsessiva é sempre compulsiva. Não tem limites.
Pessoas com essas características precisam ser encaminhados a uma clinica especializada, onde terapeutas – através de modelos comportamentais ou paradigmas sociais,  poderão ajudar os casais a aprenderem princípios básicos de convivência não conflituosa.




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