APREENSÃO
“Não te apegues demais; pois vais sofrer”,
Ela me dizia, e aquela
voz aberta, torta
E no meu peito: “Agora é tarde e
Inês é morta
Minha grande desdita talvez foi te
querer.
Estranhas mãos também teu corpo afagam,
Outros lábios provam do teu frio e doce mel
Que se transformam numa amarga taça
de fel...
E
da minha memória insone nunca se apagam.
E
ao sabor das ondas da maré dessa sofrência
Vivo pensando em perder-te, como se a
vida
Que tenho dependesse da tua existência...
“Não vou te fazer sofrer”, talvez tu
desejes,
Mas teu viver pregresso, essa tua
lida,
De loucuras tamanhas seja o que
festejes.
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