PRA ONDE ESTAMOS
CAMINHANDO?
Mundo árabe se esfacela
nas suas dissensões internas. Xiitas
e sunitas não se entendem; outras derivações vão tomando posições
chaves. Estado Islâmico quer ganhar o mundo e para nas suas limitações
ideológicas, táticas e econômicas. O Boko Hahann quer um mundo onde só os
homens pensem ajam, e silenciam e escravizam suas meninas e adolescentes. Isso,
com certeza não é o Islam alinhavado por
Ismael e universalizado por Maomé.
As denominações cristãs
titubeiam enquanto o islamismo avança na África e na Europa. A Igreja Católica,
mãe de todas as religiões cristãs, parece ter perdido o rumo, e precisou ir
buscar um cardeal liberal para apagar o fogo das vaidades que queima a secular
e corrupta Cúria Romana. As dissenções
dentro da Igreja começaram há muitos séculos, e um sem número de igrejas foram
se tornando independente do poder papal. Francisco procura reunificar o
Catolicismo e sonha com essa possibilidade tão remota quanto irreal.
Antes, na esteira da
história, as religiões determinavam quem
podiam exercer o poder temporal.
Hoje, com as mudanças do pensar, as religiões se transformam em braços
políticos – e armados – do Poder Político. Essa parece ser uma tendência
dominante. As reuniões de cúpula dos grandes grupos políticos e econômicos que
governam o mundo discutem rumos econômicos, ações militares e papel das
religiões. De forma aberta ou sub-reptícia. Na Europa Oriental grupos étnicos almejam se transformarem em
nações independentes e no Oriente Médio e parte da África do norte, grupos poderosos querem uma nação
única, sob uma mesma religião e governo único. O Ocidente dar sinais de
fraqueza, parece que se esgotou sua ideologia
e suas perspectivas filosóficas. Os jovens dessa região estão
abandonando o conforto de uma vida familiar para se integrarem ao Estado
Islâmico e até ao Boko Haran. Há em tudo isso todo um processo de deturpação
ideológica, de inversões de valores. Cristo – que não era cristão, pegou a paz
incondicional; Maomé, que não era Mussulmano, queria um mundo bem diferente
desse pregado por seus seguidores. Buda nunca foi budista nem acreditava na
necessidade de um Deus, pois seu objetivo era o Nirvana. E nesse cipoal de
doutrinas, regras, ritos e informações a Humanidade caminha sem saber pra onde.
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