NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

                 PANORAMA  INTERNACIONAL

Os seguidores do blog e as pessoas de um modo geral  já não auentam mais o noticiário recorrente da situação política mundial com confrontos entre segmentos sociais diversos de algumas nações, principalmente no Oriente Médio, na Áfria e em outras regiões do Planeta. O articulista também não. Mas não se pode fugir à realidade do perigo que essa situação representa para a estabilidade da paz mundial. Uma pergunta que não cala nesses dias é: o que virá depois? Ninguém sabe. Sabe-se apenas que outra palavra caracteriza essa apreensão das pessoas sensatas em todo o mundo: C R I S E. Sim, o mundo está em crise. E essa crise interesa a todos e a cada um de nós. Porque suas consequências, por serem amplas e profundas, ainda não podem ser dimensionadas. Pode acontecer qualquer coisa, das mais indesejadas e por isso inesperadas, às mais presumíveis possíveis. E esse clima de incerteza pode levar os países mais vulneráveis ao contágio dos problemas que assolam o Planeta a incentivarem suas populações a se prepararem para esperar o pior. Imaginou o que pode estar embutido nessa hipótese? Tomara que nada disso aconteça. Mas há muita fumaça no horizonte sombrio das relações internas e externas dos países islâmicos e não islâmicos vizinhos. Uma crise que pode contaminar toda a civilização.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FORTES VENTOS SOPRAM DO ORIENTE


Uma ventania avassaladora varre as estruturas políticas do Oriente. Nações até bem pouco somente conhecidas pelo exótico de suas tradições que atraiam turistas e a curiosidade dos observadores da História mergulham numa crise política de proporções gigantescas e de consequências imprevisíveis. É inoportuno tentar fazer prognóstico sobre o que vai surgir das cinzas dos confrontos internos de países tradicionalmente governados à mão de ferro por ditadores apoiados numa estrutura militar corrompida ou de viés teocrático. Ou dirigidos por monarcas montados sobre a riqueza do petróleo que usam a religião para legitimar seus poderes e explorar as populações, negando aos seus cidadãos requisitos fundamentais dos direitos humanos.
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Falar em democracia no Oriente Médio ou nos países islâmicos do norte da África é um exercício de contorcionismo intelectual. O exemplo mais gritante disso que afirmamos é o Egito, onde um Congresso é mera figur decorativa e pode ser dissolvido por um presidente. Na verdade, o que houve no Egito foi um golpe militar para inibir as aspirações populares demonstradas nos levantes que derrubaram Mubarak. Para agradar ao ocidente, o generalato que se instalou no poder da terra dos Faraós manteve alguns ministros do governo Mubarak, por sinal, os mais importantes. Ahmed Shafik continua 1º ministr; Ahmed Aboul Gheit permanece como chanceler e o ministro da Justiça segue sendo Mandouh Marie. Essa "mudança" é bem compreenssível; oportuna. O Egito depende dos bilhões de dólres que os Estados Unidos lhe fornecem anualmente sob o rótulo de "ajuda", mas na verdade é uma forma de reforçar a capacidade de controlar as aspirações reprimidas de um povo govrnado por regime de força. A revolta ali parece não ter terminado e é prematuro dizer em que vai terminar tudo isso.
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O caso mais excitante nessa torrente de protestos, confrontos entre militares e grupos civis armados e o que talvez possa caracterizar um genocídio é o da Líbia. No poder há mais de 40 anos, Muamar Kadafi tem os seus seguidores mercenários bem armados e enfrenta uma revolta popular que eixge reformas e condições dignas de trabalho e habitação. Grupos mais radicais, aparentemente mais numerosos nesse universo de revoltosos, vão além: querem a saída de Kadafi. E tudo indica que é isso que vai acontecer, não sem muito derramento de sangue. Os 3 filhos de Kadafi governam de fato a Líbia, pois o velho ditador já atingiu idade senil; os filhos de Kadafi são tão loucos e tão sanguinários quanto o velho coronel. Não custa lembrar:  os Estados Unidos, na década de 80, bombardearam  as defesas militares da Líbia, destroçando-as. Destuiram a casa de Kadafi (uma delas). O poder militar líbia perdeu qualidade desde então. Agora é aguardar o que vai acontecer na Líbia com a iminente queda de Kadafi. Astutamente, seus representantes no exterior vão desertando: não querem ser identificados como prepostos de um ditador sanguinário na iminência de ser defenestrado do poder. Mas será que isso vai descer guela abaixo da comunidade internacional? Eles foram coniventes com o terror e defendiam Kadafi como lider maior da região. Pobre África do Norte!
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Os líderes dos países ocidentais, principalmente as maiores economias/potências como os Estados Unidos e países da União Européia, estão de saia justa nessa situação que seus serviços diplomáticos falharam em detectar e implantar medidas preventivas. Ao contrário, fecharam os olhos para as atrocidades de ditadores do Oriente Médio e da África, principalmente a do Norte, e agora, diante das demandas populares que incendeiam aquelas regiões, tentam se posicionar como guardiões da Democracia. É bom que fiquem atentos à China, pois dali pode vir a resposta para a consolidação da paz no mundo inteiro. Uma potência armada até os dentes, com seguidores tão fanáticos quanto os de alguns países islâmicos,  de repente pode ser o fiel da balança. Todo equilíbrio na condução dos embates na China! E a Índia? A Índia é uma democracia multiracial, com culturas diversasm mas tradicionalmente unidas pelo espírito religioso, e seu povo, apesar de pobre (alguns muito miseráveis), já aprendeu com muitas guerras separatistas e sofrimento atroz a lidar com as soluções pacíficas para  suas pendências políticas.
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Engano é pensar que os problemas dessas regiões conflagradas se esgotam nas nações até agora citadas pela mídia. O caldo pode engrossar se não houver uma solução pacífica para a situação interna do Paquistão. Dominado por tribos diversas, e contaminado pelo Taleban, o Pasquistão é uma ameaça latente em toda aquela área. Detentor de armas atômicas, esse País pode vir a cair nas mãos de grupos ultra-radicais; e se for o Taleban? Sim, as regiões fronteriças ao Afeganistão são esconderijos de milicianos talebans. Já imaginou se essas milícias tomam o poder e se apossam do arsenal nuclear do Paquistão?
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E o Afeganistão? Ah, esse é um barril de pólvora com estopim nas mãos de milicianos radicais chefiados pelo mulá Omar. Omar é um aliado da Al Kaeda, protetor de Osama Bin Laden. Conhecedor das vastas montanhas daquelas áreas desertas e suas grutas secretas onde se enconde com Bin Laden, Omar oprime seu povo, impondo-lhe um restrições absolutas e absurdas, como por exemplo, proibir as mulheres de frequentar a escola. Direitos humanos?, ah, isso ali é coisa de "ímpios", "deformados morais" e outros adjetivos semelhantes.Ninguém sabe como a parte da população subjugada pelo Taleban reagirá quando tiver oprotunidade de manifestar suas aspirações. Também não se pode avaliar a reação da outra parte do Afeganistão, dominada por líder aliado das potências ocidentais.
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Dessa forma, não é só a Arábia e a África do Norte que estão em reboliço. Boa parte da Asia também é um caldeirão fervente. Já vimos a China e a Índia,  mas não esquecemos a Coréia do Norte. Nem o Irã, do tresloucado Ahmadinejad. São países governados por regimes estremistas, de difícil relacionamento internacional. Para onde iremos nessa sucessão de incertezas? E se sairmos da África, da Asia e da Arábia e mergulharmos na América do Sul. A Venezuela, de Hugo Chaves, e a Bolívia, de Evo Morales, enfrentam problemas semelhantes, instigados pelos Estados Unidos na sua política de considerar essa região do mundo como seu quintal. Na Bolívia, a classe média não aceita perder uma migalha dos seus privilégios e permitir uma reforma que dê acesso à saúde a uma parcela da população empobrecida do País dividido por interesses diversos com viés separatistas. Igualmente, Hugo Chaves enfrenta problemas em virtude de suas particularidades ideológicas e suas intenções de difundir essas idéias pelo Continente. Mas os Estados Unidos são o xerife do mundo, e responsáveis diretos por essa onda de rebeliões que acontece no mundo intewiro. Difícil fazer uma radiografia de alta definição do cenário político mundial de hoje!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

         COISAS  DA   MODERNIDADE

A bandidagem é criativa, além de ousada. Novas formas de ação em várias cidades do Nordeste deixam a as autoridades de segurança de saia justa. Depois dos assaltos a apartamentos para roubar dinheiro e joias principalmente de estrangeiros ricos nas zonas mais nobres do Recife, passaram a roubar caixas eletrônicos de bancos na cidade e no interior de Pernambuco (a última ação, contudo, foi numa cidade alagoana). Usam dinamite para exolidir os caixas ou simplesmente os violam tutiliando maçarícos. O prejuizo é grande, para os bancos e para os clientes, principalmente aposentados que se frustam ao chegarem à agengência bancária para receberem seus salários. E a polícia tem demonstrado despreparo para enfrentar a situação. Verdade que os bancos muitas vezes colaboram para os atos criminosos, pois as ações ocorrem justamente na agências desprovidas de câmeras de vigilância.
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Professor de matemática do interior de São Paulo inova na arte de aplicar prova. A prova em questão parece mais um manual de fabricants de drogas. E a prostituição, a violência armada e outras formas de crime constituem elementos da aferição de conhecimentos dos alunos.  Se a moda pega!

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Ex-governadores recebem aposentadorias na noita. Alguns deles requereiram o benefício só nos últimos meses, quando os proventos da aposentadoria foram de alguma forma indexados ao salários dos parlamentares que engrossaram os próprios salários ou dos juizes dos tribunais superiores. Alguns desses picaretas, como é o caso do senador Álvaro Dias, chegam ao cinismo de afirmarem que recebem os proventos para "doarem os valores a instituições de caridade". Vai que as "instituições de caridade" são
organismos criados por eles mesmos, que não prestam serviços a comunidade nenhuma. É uma forma indireta de embolsar a pensão das viúvas.

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O desgaste de alguns partidos políticos ameaçam a projeção de muitos políticos de várias tendências. Por isso, espalha-se pelo País a idéia de criação de novas siglas que atuariam independente dos partidos existentes ou seriam a fusão de alguns deles. O que esses políticos ameaçados pela onde de descrédito visam é a manutenção dos seus mandatos. As fórmulas políticas que engendram é uma sáida para fugirem aos efeitos da lei de fidelidade partidária; um viés para dixarem os partidos sem perderem os mandatos.
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O crime está encrustado na Secretaria de Segurança Pública dõ Rio.  Delegados são afastados por suspeitas de vazamento de documentos sigilosos; autoridades sofrem ameaças da bandidagem dentro do prórprio sistema de segurança do Estado. E o governador Sérgio Cabral fica em situação dificil para explicar à populaçao o que acontece com a segurança do seu Estado. Ora, como assegurar ao cidadão comum, de lá e de todas as outras cidades brasileiras, a segurança de que ele necessita para sair de casa para cuidar dos seus afazeres?  Mundo cão esse!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

                                               KARLA - A DOCE VIDA DE UMA PIRIGUETE


                                                                 Emílio J. Moura

                                                      (emiliojmoura@hotmail.com)

Karla era uma garota linda. Vestia-se como poucos. Guarda-roupa sempre renovado. Modelitos adquiridos nas várias lojas do centro de compras mais famoso da cidade. Consultava tudo que era revista de modas. E de fofocas também. Corpo razoável, embora algo gordinha, crescia mais ainda em cima dos seus sapatos de saltos altíssimos. Mas também perfilava sua beleza usando sandálias de sola fina. Funcionária pública concursada, era pouca vista na repartição. Queria encontrá-la? Era só ir ao shopping, de preferência procurá-la na loja do cabeleireiro mais famoso da cidade. O dentista também tinha registro de muitas e freqüentes visitas da moça. Ou, então, na hora do almoço, naquele restaurante chique da praça mais próxima à repartição. Ah! Ela também visitava a livraria da movimentada e badalada avenida onde morava. Comprava sempre algum livro, principalmente se alguma publicação estivesse dando o que falar por causa de sua alta procura pelos leitores noticiada pela mídia. O quarto da moça tinha um amontoado de livros pelos cantos das paredes. Só que ela nunca lera uma única folha de nenhuma daquelas publicações. Karla freqüentava os cinemas do shopping e comprava uma infinidade de filmes em DVD que ela passava boa parta da noite assistindo.

Dinheiro era coisa que nunca faltava na conta de Karla. Embora ela preferisse usar o dinheiro de plástico, mais prático e menos exposto à sanha criminosa de muita gente que desfilava diariamente nas crônicas policiais dos jornais e da televisão. Portava tudo que era cartão de crédito. Deixava o carro importado estacionado na orla perto de sua casa e a pouca distância do centro comercial e da área social do seu luxuoso bairro. Assim ela podia ser vista desfilando sua beleza e sua vida mansa por toda aquela gente que se punha a perguntar como era que Karla conseguia manter aquele padrão de vida que levava. Família de classe média alta, todos os seus familiares viviam de salários e de alguma renda proveniente de pequenos negócios. O pai era despachante; cuidava de questões ligadas à exportação e importação de minérios. A mãe, uma senhora de fino trato, era professora de dança numa academia de sua propriedade. Uma irmã gerenciava um hotel e o irmão trabalhava como representante comercial de uma linha de produtos de beleza.

Karla tirara uma licença para fazer um curso em São Paulo, com despesas pagas pelo governo. Passagens, estada em hotéis, diárias, tudo bancado com recursos das viúvas. Só que Karla nunca fora vista em parte alguma de São Paulo. O avião em que viajara era um jatinho pertencente a um rapaz filho de diretor de uma estatal com ramificações internacionais e sua trajetória não obedecia carta de viagem mapeando o Sudeste do País. Muito pelo contrário, o vôo contemplava paradisíacas ilhas do Caribe, com direito a uma visitinha à Nova Iorque. Noventa dias de licença, três meses se deleitando com as delicias de cenários de águas tépidas, comidas exóticas e acomodações que eram um sonho. Quando viajara Karla já apresentava sinais de estafa. Algo enjoada, mas a vontade de se divertir superava qualquer adversidade. Foi assim que o namorado de Karla começara a desconfiar das mudanças ocorridas no corpo da moça. Submetida a exames médicos de alta resolutibilidade cujas despesas foram debitadas ao serviço diplomático brasileiro num paraíso distante ficou constatada uma gravidez. Pior ainda: o produto da concepção não tinha nada a ver com o jovem que se fazia acompanhar de Karla.

O imbróglio ficou pesado. O moço foi embora e deixou Karla no estrangeiro. Marcando passagem para uma viagem de retorno ao Brasil, sem haver registro de chegada à cidade em vôo normal, a coisa despertou as atenções das autoridades da imigração e do combate às drogas. Karla teve que se explicar a policia local e às autoridades consulares brasileiras. Tudo ficou arranjado para que a garota voltasse silenciosamente ao País, mas não foi possível impedir que o controle de despesas da repartição tomasse conhecimento da farra com o dinheiro público. Desembarcando numa madrugada chuvosa no Brasil, Karla foi recepcionada pela Polícia Federal em cuja sede passou três dias dando explicações. E dormindo numa sela onde não havia o conforto ao qual a moça era afeiçoada. Para piorar as coisas, quando saiu da sede do DPF Karla teve o desprazer de confrontar exames feitos a pedido da família do homem a quem ela atribuía a paternidade do seu filho. Os exames deram negativos.

01.04.2010

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

  OS EXPRESSIVOS DADOS DE SUAPE


A atuação do governo de Pernambuco em parceria com o governo federal  tem apresentado números que impressionam. A transposição do Rio São Francisco, com seus longos canais que cortam o sertão; a ferrovia Transnordestina, que promete interligar as áreas produtoras do sertão com os portos de Suape e Pecém e as extraordinárias obras de engenharia que mudam a face do interior do Nordeste atestam a melhoria por que passam extensas áreas da Região. Significativos também são os números coletados das atividades que se desenrolam em Suape (porto) e seu entorno industrial. Estaleiros já funcionando, refinaria em fase de construção, a instalação do polo petroquímico, a fábrica de carros e outros grandes empreendimentos já em pleno funcionamento impressionam pela grandiosidade dos números registrados. Infelizmente, não se cuidou em tempo da infraestrutura sobre a qual operaria o Complexo Portuário e Industrial de Suape. Há uma compactação desnecessária de veículos demandando ao porto e ao parque industrial pertinente. As estradas são insuficientes para transportar trabalhadores e cargas, e isso cria uma situação de dificuldades que deveriam ser evitados. Só para se ter uma idéia do que Suape representa nessa arrancada da economia pernambuca, confiramos abaixo alguns dados estatísticos do que já existe e do que ainda vem por ai:
               1) Trabalhadores..............................................................................55.000
               2)Caminhões....................................................................................  5.500
               3)Carros de passeio.........................................................................  3.000
               4)Ônibus..........................................................................................    900
               5)Indústrias já implantadas e produzindo..........................................     130
               6)Indústrias em processo de instalação.............................................    157
Essa é a movimentação diária de Suape e parque anexo. Utilizam-se para isso uma estrada federal, a BR-101; duas estradas estaduais, a PE-60; a estrada do Paiva; vias de acessos particulares das grandes indústrias e estradas vicinais. A PE-008 ainda não pode ser utilizada integralmente, pois sua construção demora em virtude de problemas com desapropriações. A Express Way, via expressa que será utilizada somente para o transporte de cargas, ainda está em fase de finalização de projeto e execução.
É de se lamentar que não tenha sido utilizado o ramal ferroviário que existe nas imediações do porto. A implantação desse módulo de transporte traria apreciável desafogo das estradas de rodagem. Lamentável também o descaso das autoridades constitídas para o problema da falta de mão de obra no Estado capaz de atender à demanda proviniente das atividades desenvolvidas na área do Complexo Portuário. Incrível que faltem engenheiros, arquitetos, geólogos, pedreiros e pessoas que possam trabalhar como mestre de obra.
O porto movimenta várias cidades: Ipojuca, onde fica o ancoradouro, deixou de ser uma cidadizinha provincial para se tornar um grande polo de desenvolvimento, com faculdades, IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), escola do Senai e empreendimentos que mudaram a face da cidade; Cabo de Santo Agostinho, onde está o grande parque industria diversificado (produtos químicos, cerâmica, bebidas e polo médico em expansão)l; Jaboatão dos Guararapes, como corredor de transporte de passageiros e cargas. Essa ação tem reflexo em outras cidades, como Camaragibe, com seu sistema de transporte ferroviário e metroviário; São Lourenço da Mata ( que sedeará a Copa Mundial de Futebol), Moreno, etc.

Obs.: Texto refundido em virtude impropriedades técnicas.
              


INTERNACIONAL
      

             O  QUE  ACONTECE NO  ORIENTE?
  
      AS  REVOLTAS NOS PAÍSES ISLÂMICOS DIZEM O QUÊ?

Ainda é cedo para se saber o que realmente está acontecendo nos países islâmicos onde revoltas populares tentam derrubar ditadores. Estão ocorrendo  manifestações de cunho pró-democracia ou um revisionismo de teor muçulmano? Tradicionalmente, em séculos de vida política, os povos de fé muçulmana têm demonstrado uma firme posição para a teocracia. Ou seja: implantar em seus países governos teocráticos do tipo iraniano dos Aiatolás. Não há em nenhum desses países, inclusive no recém-"libertado" Egito, nenhuma democracia institucional.
As revoltas atuais parece apontarem para uma disposição dos povos islâmicos insatisfeitos de eliminar ditadores identificados com a filosofia política ocidental ou derrubar governos que concentram em suas mãos todo poder econômico, negando às populações de cada um oportunidades de emprego e melhores condições de vida. Embora já seja um avanço na história desses povos tradicionalmente dominados por monarcas prepotentes e concentradores de riquezas, esses movimentos podem direcionar a filosofia política muçulmana para uma recuperação da estima islâmica; quer dizer, reafirmação do poder de Alá e escolha de novos dirigentes capazes de consolidar essa política ultimamente desgastada pela presença da cultura ocidental que invadiu o mundo muçulmano. Em suma: restaurar a antiga filosofia política do Islã.
Essas revoltas não ocorrem apenas no Oriente Médio, mas também na África. As insatisfações populares registradas no Sudão, na Túnísia e até na tradiciona monarquia da Arábia Saudita precisam ser acompanhadas com atenção redobrada e espírito crítico mais refinado.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

                          INTERNACIONAL


                  ENFIM, CAIU MUBARAK
                    E AGORA, PARA ONDE VAI O EGITO?

Finalmente, de acordo com os últimos despachos das agências internacionais de notícias, o ditador egípicio Hosni Mubarak caiu do poder. Uma imensa mobilização popular que paralizava a vida do País há algum tempo forçou a saiída de Mubarak. Sem essa pressão popular, ao que parece com a conivência de parte das foraças armadas, o ditador não teria sido obrigado a deixar o palácio do governo. Agora, segundo o noticiário das agências, Mubarak se resfastela com a família em sua mansão num balneário egípcio frequentado pela elite. Bulhões de dólares que Mubarak acumulou em 30 anos de domínio absoluto do País  proporcionarão ao ex-ditador uma vida de regalias em qualquer parte do mundo. As agências dão conta de que o dinheiro depositado em bancos suiços pelo ex-ditador teria sido "bloqueado". Mas mentes ingênuas imaginam um poeroso chefe autoritário depositando dinheiro em um único paraíso fiscal. Além do dinheiro depositado em outras plagas, gente como Mubarak que sabe que um dia deixará o poder amealhou fortunas em ouro, joias, obras de arte e outras formas mais sofisticadas de burlar a lei.
A pergunta que se faz agora que Mubarak deixou o poder é: Para onde caminhará o Egito? As notícias informam que o chefe da Junta de Governo que passou a gerirr oa destinos do País é avesso à mudanças. Isso pode ser bom para o Ocidente, principalmente para os Estados Unidos. Mas será que essa aversão à mudanças incluirá a hipótese de uma nova ditadura, agora militar, bem ao gosto da Região, ou haverá eleições livres? Uma coisa é certa: o Egito não é uma democracia. O Parlamento eleito nestes anos de domínio de Mubarak era meramente formal, não tinha nenhum poder, pois o ditador governava alicerçado em poderes especiais que lhe permitiam legislar sobre qualquer assunto. E se houver eleições, quais serão os candidatos à presidência do Egito? Algum moderado pro-ocidental, como Albaradai ou um ativista islâmico  simpático aos movimentos radicais que dominam a Região? No primeiro caso, continuará tudo como antes; no segundo caso, haverá problemas. E esse problema tem nome: Israel. Israel é um enclave ocidental no mundo árabe. O Egito é um País africano, mas tradicionalmente se conduz como um membro da órbita árabe. Nesse contexto, prevalecendo a hipótese de eleição com vitória de grupos islâmicos radicais, desenhar-se-a na Região um cenário de guerra. A região é constituida de países de tendência belicista, e dificilmente deixará de haver enfrentamento entre árabes e judeus. Nesse cenário os Estados Unidos terão perdido poder de centro de decisão das questões locais e certamente reagirão da forma que sabem fazer: através da força. E que Deus nos acuda!


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

                                NACIONAL
Devidamente configurado em sua composição política, o novo governo brasileiro começa a agir. E já enfrenta os primeiros obstáculos para se afirmar diante da população e merecer a confiança dela. A briga por cargos entre os partidos da chamada base de sustentação do governo expõe o tipo de políticos que ainda mandam e desmandam neste País. Poderíamos começar  citando José Sarney e toda sua política suja praticada por ele e por sua família engajada na política. É o exemplo daquilo que não poderia estar acontecendo num País que lutou contra a ditadura, defenestrou Collor do poder e pugnou pela Diretas Ja!
Acobertados pela cúpula política de todos os partidos, inclusive os da oposição, Sarney escapou de 11 processos apresentados contra ele na Justica Brasieira. Sua filha, Roseana Sarney e seu marido, também enfrentam processos por corrupção ativa, passiva e roubo mesmo, mas ela adiquiriu imunidade constitucional ao se elger governadora do Maranhão.
Pior do que Sarney, no momento, é o vice-presidente da República, Michel Temer. Intelectual, jurista, professor, Temer é ums temeridade. Manipulando o partido que preside - o PMDB, embora oficialmente esteja afastado da presidência da siggla,  Michel Temer tem demonstrado ser portador de uma caráer duvidoso. Como foram escolher um elemento desses para vice-presidente da República? E o Renan Calheiros? E o Collor, confortavelmente instalado numa cadeira de senador depois de ter cumprido tema de suspensão de direitos pólíticos? Para onde vai um País com gente dessa espécie? E o ministro Lobão, das Minas e Energias?
Entre os principais problemas a ser enfrentados pela presidente Dilma Roussef estão a melhoria da educação, o que inclui valorizar o professor; tirar a saúde pública da UTI, e fortalecer o SUS e dar maior  atenção aos médicos do sistema público de saúde, quer pagando-lhes salários dignos e oferecendo-lhes condições apropriadas de trabalho. Introduzir uma política de segurança pública que assegure aos cidadãos brasileiros o direito de ir e vir sem  ser espreitado pelo bandido na esquina de sua rua ou no centro da sua cidade. E recriar um programa nacional de habitação que tire significativa parcela da população brasileira das humilhantes condições em que vivem em verdadeiros curtiços chamados de casas. Não esquecendo de uma política de defesa civil que remaneje a população de áreas de risco e assegure um sistema de alarme e mobilização dos órgãos desse sistema dando a eles a celeridade que os casos de intempéries naturais exigem.
O primeiro grande teste de capacidade de administrar os grandes problemas brasileiros surgiu essa semana quando do apagão que deixou 8 dos 9 estados do Nordeste às escuras durante muitas horas, principalmente na madrugada. As autoridades do setor elétrico ficaram perdidas, e se apegaram a uma primeira versão para explicar o apagão. O problema teria ocorrido devido  à falha numa estação de controle localizada no interior de Pernambco. O Ministro Lobão, sem esperar um relatório final de técnicos gabaritados, aceitou de pronto a versão e a colocou como ponto final da questão na reunião ministerial convocada para tratar do assunto.
Terá sido mesmo essas falha que causou o apagão, ou os problemas de apagões se tornaram recorrentes no Brasil devido à falta de investimentos corajosos no setor? O consumo aumentou, mas a produção de energia não  tem acompanhado o crescimento da demanda. E daí? É preciso encarar com seriedade essas questões, senão vamos passar por vexames durante evenros grandiosos programados para o Paíís, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Como o apação elétrico poderão vir o apagão dos transportes públicos, do setor hoteleiro e da segurança.  Entre outros.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

     O   NOVO  BLOG DO EMÍLIO

Os frequentadores, colaboradores e aficionado do Blog do Emílio já devem ter reparado. Estamos de cara nova, temos um novo perfil. Os créditos dessa mudanças pertencem a Gleybson  Carlos de Moura. Estamos com um blog compartimentado, apresentando imagem identificatória de cada tópico ou matéria. Continuamos abertos aos nossos colaboadores e frequentadores que queiram contribuir com suas opiniões. Este é um espaço democrático, e certamente receberá subsídios para melhorar a qualidade e a visibilidade do Blog.
Os grupos de dança popular e outras manifestações artísticas  do Ibura sofreram pesada baixa essa semana. A Cia de Folguedos ficou sem a colaboração do seu criador e principal animador, além de provedor de recurso. Jorges Braz, por razões que só a ele compete explicar, deixou o grupo que criou e dirigiu com tanto carinho durante vários anos. A Cia de Folguedos se tornou o grupo de referência de todo o bairro do Ibura, e ultrapassou as fronteiras do município e até  mesmo do Estado. Tudo isso é crédito que deve ser atribuido ao Jorge. De mais de 30 bailarinos, o grupo conta hoje com apenas 10; de dezenas de alunos, restam 6. Que aconteceu? Só Jorge pode dizer.
                       I N T E R N A C I O N A L

                   

                    EGITO CONTINUA SEM SOLUÇÃO
A situação do Egito continua sem solução. O ditador Mubarak continua impasivel, e recusa renunciar. A crise do Oriente Médio ameaça a estabilidade do mundointeiro, já que de lá vem o petróleo que move as indústrias e os carros do Ocidente. Até agora não sabemo qual é a situação de Almaradei, na sua tentativa de realizar  uma transição pacífica pró-ocidente. Seja lá como for, resta esperar o noticiário desta tarde para se saber o que realmente acontece no Egito agora. Só sabemos que a situação é de caos.



                                                           MASSELA - A ANALOGIA

                                                                   Emílio J. Moura



Massela - assim mesmo, sem erre e com esses - passava longas horas diante do espelho. Moça sensível que adorava flores e levava sempre ao colo uma gata siamesa. Mas, apaixonada por si mesma, não se cansava de admirar a própria beleza. Começava a se pentear após o demorado banho matinal com sabonete hidratante de essências variadas. Escovava lentamente as longas e densas madeixas, alisando-as com as mãos finas de uma fada; sutilmente, de cima para baixo. Sua fixação não estava apenas nos cabelos. Ela reverenciava todo o seu corpo marrom de linhas caprichosamente simétricas. Como se tivesse sido esculpido pelas mãos hábeis e firmes de um artesão atento.

Despida diante do espelho longo na vertical, fixado à parede do seu banheiro, conferia cada detalhe do corpo lindo. Começava alisando suavemente os seios quase em botão como se estivesse entrando na adolescência; usava as duas mãos para sentir na ponta dos dedos o detalhe dos bicos escuros dos mamilos naturalmente intumescidos. Depois, escorria as delicadas mãos busto abaixo. Palpava a cintura delgada como se a mensurasse na sua autopaixão. Tocava o umbigo e ia escorregando a mão até às coxas. Afastava-se um pouco do espelho para apreciar as pernas roliças e simétricas roçando uma na outra. Afastava-se mais um pouco, e curtia orgulhosa a sua silhueta sinuosa e harmônica, bela e estonteante. Não esquecia de olhar seus peszinhos de unhas diminutas, e, tais quais as das mãos, quase só visualizadas pelo toque lilás do esmalte. Os dedos, perfeitos, bem posicionados dentro do todo.

Agora, já mais perto do espelho, Massela acariciava seus braços longos e uniformes; os antebraços e as mãos lisas como seda. Voltava a vista para o busto, e finas listras brancas subindo dos seios e descendo pelas costas contrastavam com a cútis jambo da garota denunciando exposição aos raios solares na praia. Volvia o olhar para o rosto, e com uma pontinha da língua entre os dentes se deleitava com seu nariz regiamente em alinho com a boca de lábios finos e delicados. Os olhos, azuis e brilhantes, pequenos e ímpares movendo-se dentro de uma órbita protegida por cílios naturalmente cintilantes se assemelhavam aos da sua gatinha de estimação. As delicadas orelhas quase se perdiam em meio aos cabelos finos e lisos concentrados numa porção caída sobre o lado esquerdo do busto. Os traços uniformes do corpo da moça se definiam nos seus cincoenta e seis quilos e um metro e cincoenta e seis centímetros de altura. Nos seus vinte anos, nada sobrava. Nada faltava.

Massela era aluna de uma escola filantrópica num arrabalde da cidade. Freqüentava um curso de preparação para os exames supletivos do então ensino secundário do segundo ciclo (artigo 99). Moça de origem humilde, tentava um certificado para se inserir no mercado de trabalho. Já havia feito o curso de datilografia e o certificado a habilitaria a um emprego de melhor remuneração. Vestia-se bem, dentro das limitadas condições financeiras da família. Comportada e de mente centrada, não tinha esses hábitos já na época tidos por "moderninhos". A família dela era ajustada, com os pais pacientes e conselheiros, vigilantes e severos. Sua única irmã tinha menos idade e... era adotada. Esta não confessava, mas nutria uma pontinha de inveja de Massela. Também era bonita. Mas ficava muitos anos-luz aquém da irmã.

Aprovada nos exames supletivos e sem maiores problemas empregada no escritório de uma famosa loja de material de pesca da cidade, Massela passou a conhecer um mundo diferente daquele do seu bairro. A esposa do patrão que também dava expediente no escritório, controlando a contabilidade, gostava muito da moça e a levava para as festas que freqüentava. Eram festas comportadas, sem muita bebida, e fumaça de cigarros só do lado de fora da sala de danças. O que importava era a emoção do convívio com os amigos. Conectada ao mundo social da classe média, Massela elegeu a dança sua arte de expressão corporal. Mas preferia dançar solta, sem formar um par. Logo arranjou um namorado, rapaz educado, estudante universitário; bem intencionado.

Mas a mente de Massela não se desgrudava da auto-admiração. Sexo era coisa que não visitava sua cabeçinha de moça bem educada. O namorado percebeu que Massela não estava muito interessada num casamento - objetivo maior de uma moça dessa época - e desfez o namoro. A menina nem se abalou. E continuava sem namorado, apesar do assédio da rapaziada das rodas sociais a que ela comparecia acompanhando a patroa. Agora bem vestida, no meio daquela gente bonita e perfumada, Massela se via espelhada na juventude alegre e divertida das noites festivas. Mas, não enxergava ninguém na sua frente que fosse tão bonita quanto ela. Gostava da companhia daqueles amigos, só não via neles nenhum que se equiparasse a ela em termos de beleza. A idéia do belo em Massela não estava associada à noção da utilidade real da beleza.

Com o passar do tempo, Massela ia cada vez mais se empolgando com sua própria imagem. Os amigos já iam se afastando, seus espaços sociais diminuindo. Como numa dinâmica que foge a qualquer controle, Massela não percebia o abismo em que estava caindo. Num ritmo quase frenético, dançava cada vez mais. Agora, desgarrada dos amigos, movimentava seu corpo em passos cada vez mais alucinantes. Exercitava sua necessidade de dançar nos salões já quase vazios dos finais de festas; na sala ou em qualquer cômodo da casa da família. Subia nos ônibus já agitando o corpinho perfeito. Aos poucos ia se desligando do mundo real em que vivia e entrando num mundo idealizado por ela como o lugar que a merecia. Agora, já sem emprego, começava a dançar pelas ruas ao compasso de qualquer som que ouvia.

Internada num sanatório para doentes mentais, Massela fazia os pacientes se mexerem ao som das músicas tocadas através de um rádio instalado na enfermaria. Sem responder a qualquer tratamento prescrito pelos médicos, teve a alta recomendada. Não se adaptando mais ao convívio da família, foi levada para um sítio em interior distante de propriedade de parentes. Nada nem ninguém a segurava. Correndo pelos campos floridos em sua volta, sequer parava para admirar uma das muitas flores de toque sutil abundantes ali. Ignorava os animais diversos e as plantas multicoloridas. Nem cachoeiras nem lagos; nem matas nem rios. Nada daquilo tinha significado para ela. Ela era a única coisa realmente bela que existia sobre a face da Terra. Exposta ao calor do sol a pino ou às chuvas torrenciais daqueles últimos dias, a moça corria montes e prados, vales e matas; sempre dançando. Aos farrapos e desfigurada, depois de alguns dias ausente da casa dos parentes, Massela foi dada como desaparecida. E desapareceu para sempre. As circunstâncias desse sumiço da garota tresloucada nunca foram devidamente esclarecidas. A única coisa que ficou na memória das pessoas que a conheceram foi que, apaixonada por si mesma e apartada da realidade existencial, Massela se afogou com sua beleza no grande espelho d'água da vida.



18.01.2008



-última página do livro Tipos e tópicos - perfis femininos que conheci (coletânea de contos ,editada e ainda não publicada)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUE ONDA É ESSA QUE VARRE A TERRA?

      A DEMOCRACIA TEM CHANCE PARA VENCER?

      E AS CULTURS MILENARES SOBREVIVERÃO?


     O Planeta vem sendo varrido por uma onda devastadora. Não nos referimos aos eventos naturai que periodicamente assolam  grandes áreas em vários continentes, mas aos fatos políticos que tiram o sono dos líderes das grandes potências mundiais e inquietam os cidadãos comuns. Primeiro, foi Miamar (antiga Birmânia) que passou por convulsões sociais e pouco se avançou ali. Depois veio a Tunísia, de onde o mandatário fanfarão acabou fugindo pela porta dos fundos. A Turquia, com indefinições internas e o problema dos curdos, ainda não consolidou sua posição política. O Iêmen enfrenta dificuldades internas, o mesmo acontecendo com o Sudão e a Líbia do octagenário Moamar Kadaf. Finalmente, está em evidência a situação do Egito governado há 30 anos por Hosni Mubarak, um ditador de 82 anos, único país que mantém relações diplomáticas com Israel, e portanto reconhece a existência d o Estado Judeu.
     Não  se pode esquecer o que vem acontecendo há algum tempo no Iraque, destroçado em sua infraestrutura pela insanidade política de George W. Bush e no Irã do tresloucado Marmud Ahmadinejade, com sua obsessão por armas nucleares. No Afeganistão, uma guerra que já dura décadas parace que ainda está longe do fim e seu vizinho Paquistão, de onde um ditador foi há pouco tempo defenestrado do poder e é um dos pontos mais cruciais para o equilíbrio políico da Região, - pois eles possuem bomba atômica - e é lá em seus bastidores que se discute se o País continúará na órbita política ocidental ou cairá nas mãos do Taleban, comandado a mão de ferro pelo  maluco e sanguinário Mulah Omar, chefe do ultra-registente e ultra-radical movimento político´e miliar do Afeganistão que já despachou a antiga União Soviética e empurra a OTAN (ou os Estados Unidos?) para a derrota.
   Vamos, neste comentário, nos fixar no caso mais importante da atualidade: a revolta popular no Egito. O Egito é o ponto de apoio árabe para o Ocidente  assegurar a existência de Israel. Governo e estrutura política ligados ao governo dos Estados Unidos e aliado dos países ocidentais, o Egito recebe bilhões de dólares em armamentos e outros tipos de ajuda do ocidente, principalmente dos Estados Unidos.Área vital para o escoamento da produção de petróleo e abastecimento de alimentos da Região, através do Canal de Suez. O Egito praticamente importa tudo que sua população consume. Passagem importante também para a frota americana que atua  naquelas plagas e tem mantido a posição forte do Egito e a estabiliade de Israel cercada pelo mundo árabe. Mas o Egito entrou numa crise política com a população exigindo  a saída de Hosmi Mubarak, no poder há 30 anos. Há movimento de apaziguamento dirigidos principalmente por exponentes egípcios conhecidos do mundo ocidental. É o caso do Prêmio Nobel da Paz Mohamad Almaradei, ex-chefe da Comissão Inernacional de Energia Atômica, um órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Mubarak, que sucedeu Anuar El-Sadar, assassinado por sua própria guarda pessoal em praça pública durante solenidade na capital do Egito. Para se sustentar no poder, Mubarak introduziu algums "reformas" no sistema de governo que lidera. Escolheu um vice-presidente e nomeou um primeiro-ministro. É o caso de se perguntar: o Egito é Parlamentarista? Isso imolicaria democracia, que não existe no País de Mubarak.Para complicar, Mubarak fechou a filial egípsia de rede árabe de televisão Al-Jazeera. O ditador faz de tudo para ficar no poder. Inclusive, prometeu não se candidatar nas próximas eleições a se realizarem em setembro, quando deixria o cargo. Mas a população não quer ouvir promessas do ditador. Armada com pedras, paus, machados, barras de ferro e outros apetrechos improvisados, os egípcios ganharam às ruas, cercam o palácio do governo e exigem a saída imediata do ditador. O exército parece indiferente a Mubrak; fica imóvel com seus tanques nas ruas, e há caso de confraternização entre soldados do exército e a população que chega a subir aos tanques. O protesto da população é contra o desemprego, as péssimas condições de vida e os baixos salários dos que têm emprego. É também contra a corrupção reinante no seio do governo e provavelmente contra a linha política seguida por Mubark. 
         É o caso de se perguntar: Para onde caminha o Egito? Será que a terra dos Faraós continuará na órbita ocidental? Ou cairá nas mãos de grupos islâmicos extremos?  A resposta é difícil de ser dada no momento. Se Almaradei chegar a comandar a travessia e se firmar como lider egípsio a tendência é que o País continue alinhado ao Ocidente. Mas quem é Almaradei? É xiita ou sunita (duas facções irreconciliáveis da cultura olítica muçulmana)? Moderado ou radical? Sinceramente, ninguém sabe ao certo. Ele pode, se chegar ao governo, definir uma linha pro-ocidental. Mas se as pressões internas se intensificarem, ele poderá se tornar uma figura dúbia, talvez com viés islâmico tradicional, que é o radicalismo. E ai?  Barack Obama e outros líderes ocidentais falam em implantar um sistema democrático no Egito. Mas, qual nação árabe é democrática? O Egito é uma ditadura. Uma das primeiras experiências de regime democrático na Região foi a tentada  no Paquistão, com o governo de Benazir Buto, que se elegeu 1ª ministra, mas foi deposta pelos militares e assassinada. Os paises muçulmanos, sejam ou não árabes, têm tradiões de governo girando na óbita teocrática. Cada árabe - ou seguidor de sua religião - é educado para um dia formar uma civilização islâmica, quer dizer: um estado teocrático, como já existe no Irã dos Aiatolás e outros países. Que esperar, pois, de tudo isso que acontece no momento no Egito? Que pensar das inquietações internas das outras nações muçulmanas? A Jordânia,aparentemente estável, a Síria do Hesbolah,  também passam por convulsões internas. E os palestinos (de Abbas, da Cisjordânia ou do Hamas, da Faixa de Gaza?). O que não escapa à argúcia dos cultivadores da história é um fato incontestável: o  mundo muçulmano, em suas experiências políticas e em suas ações de deslocamentos populacionais tem tocandos sempre pelo espírito conquistador do Islan tem uma tradição mais forte e  é nesse quesito mais antigo do que a moderna cultura política ocidental. E a religião muçilmana se infiltra lenta e insistentemente em muitos países ocidentais. Já domina boa parte da Europa Oriental, predominando na maioria das repúblicas que formam a Federação Russa. A Espanha é um dos únicos países europeus onde a presença islâmica é insignificante.
         Enfim, a Democracia tem espaço para se afirmar no mundo árabe ou nas nações muçulmanas fora dessa Região??
       Ou a tradicional cultura milenar muçulmana poderá ser um obstáculo no caminho dos líderes e estrategistas ocidentais?  Abramos um parêntesis para afirmar que, na nossa opinião, é uma utopia o ocidente pretender impor sua civilização cristã ao mundo muçulmano, que tem uma visão diferente do mundo e do seu futuro. Uma observação mais acurada da situação político-religiosa do atual confronto entre essas duas culturas -irmãs em suas origens, mas opostas e irreconciliáveis em suas ações, vai mostrar que o que estar acontecendo neste mimento é uma Cruzada talvez invisível em sentido inverso.
      Vamos acompanhar o desenrolar dos acontecimentos no Egito, e seus possíveis desdobramentos políticos, para ver no que dá.
      E não perder de vista o fato de que uma onda política gicantesca varre certas regiões da Terra, muitas vezes ( ou quase sempre) inspirada em motivação religiosa. Que essa onda fica localizada lá pelo mundo árabe!
       No mais, só nos resta espera!



       
    E A POLÍTICA BRASILEIRA, COMO VAI?

               O  JEITO  DILMA DE GOVERNAR

        OS GRANDES DESAFIOS A ENFRENTAR

              TERMINOU A ERA LULA?


      O Brasil tem pela primeira vez uma mulher na presidência da República. É uma experiência que já foi vivida por alguns países latino-americanos, poucos países asiáticos e estar em voga na Europa. Ao tomar posse no cargo de presidente, Dilma Rousseff procurou logo impor seu estilo. Poucas palávras, uma paciência enorme para ouvir e tomar decisões fortes. Tão fortes que começam a amedrontar alguns setores das camadas da base da pirâmide social brasileira. A questão do salário mínimo, a política de juros, as novas regras para o Imposto de Renda, entre outras, são medidas que carimbam o estilo Dilma.
     Que diferença há entre Dilma e Lula, a criatura e seu criador? Em princípios, só de estilo. Lula, oriundo do movimento sindical, acostumado a discutir com patrões e colegas de profissão, cada dia os detalhes de contratos de trabalho.  E o lider sindical ascendeu à presidência da República, com esse perfil  dircursivo e contestador. Infeizmente, para se eleger, teve que assum muitos compromissos com grupos conservadores, e chegou ao governo fortemente comprometido, sem muita margem para exercer seu estilo político de líder sindical e defensor da classe trabalhadora. Se a era Lula findou só o tempo dirá. Mas tudo indica que que essa era tem fôlego, e  talvez dure mais do que se poderia esperar. Não se espere nesses próximos anos aqueles dirscursos inflamados, aquele estilo de não perder uma oportunidade para um discurso. Suficientemente experiente, Lula saberá como se comportar como ex-presidente.
   A presidente Dilma, no seu estilo discreto, mas na sua agenda de mulher experiemntada nas coisas da administração, terá muitos desafios a enfrentar. Os graves problemas sociais qua ainda infelicitam o País; a necessidade de proteger os mais pobres dos humores da Natureza e retirar de áreas de risco  pessoas de posses econômicas que ocupam espaços que deveriam ser preservados como reserva natural; enfrentar o problema das baixas condições de habitação de significativas parcelas da população brasileira; melhorar e ampliar o transporte público de passageiros ( não esquecendo a polêmica sobre o trem-bala); dar qualidade ao ensino ministrado nas escolas  brasileiras, sejam públicas ou privadas; melhorar a saúde, um caos na maioria dos estados; criar melhores condições para médicos e professores, tanto nas condições de trabalho quanto na remuneração pelo trabalho de grande valia para o País;  criarr mais postos de trabalhoo para atender a cresncete demanda de novos jovens que anualmente procuram o mercado de trabalho; cuidar da segurança dos brasileiros, expostos à sanha da bandidagem que domina grandes áreas e vários setores do País.
A Lista é grande, mas esperamos que a presidente Dilma tenha forças para enfrentar e resolver tantos pboblemas. Capacidade para isso ele tem.
Finalmente, e a julgar pela postura da nova presidente, há a esperança  que muito seja feito para alavancar o progresso deste País. A mandatária não deverá, por certo, esquecer Pernambuco, com sua agenda de desenvolvimento, principalmente na área do Complexo Portuário de Suape, consolidando a refinaria, os estaleiros, o polo petroquímico e a instalação da indústria da Fiat, e atraindo novos investimentos no setor automobilístico. E no Nordeste em geral, onde a presidente teve sua maior base eleitoral nas últimas eleições.