NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUE ONDA É ESSA QUE VARRE A TERRA?

      A DEMOCRACIA TEM CHANCE PARA VENCER?

      E AS CULTURS MILENARES SOBREVIVERÃO?


     O Planeta vem sendo varrido por uma onda devastadora. Não nos referimos aos eventos naturai que periodicamente assolam  grandes áreas em vários continentes, mas aos fatos políticos que tiram o sono dos líderes das grandes potências mundiais e inquietam os cidadãos comuns. Primeiro, foi Miamar (antiga Birmânia) que passou por convulsões sociais e pouco se avançou ali. Depois veio a Tunísia, de onde o mandatário fanfarão acabou fugindo pela porta dos fundos. A Turquia, com indefinições internas e o problema dos curdos, ainda não consolidou sua posição política. O Iêmen enfrenta dificuldades internas, o mesmo acontecendo com o Sudão e a Líbia do octagenário Moamar Kadaf. Finalmente, está em evidência a situação do Egito governado há 30 anos por Hosni Mubarak, um ditador de 82 anos, único país que mantém relações diplomáticas com Israel, e portanto reconhece a existência d o Estado Judeu.
     Não  se pode esquecer o que vem acontecendo há algum tempo no Iraque, destroçado em sua infraestrutura pela insanidade política de George W. Bush e no Irã do tresloucado Marmud Ahmadinejade, com sua obsessão por armas nucleares. No Afeganistão, uma guerra que já dura décadas parace que ainda está longe do fim e seu vizinho Paquistão, de onde um ditador foi há pouco tempo defenestrado do poder e é um dos pontos mais cruciais para o equilíbrio políico da Região, - pois eles possuem bomba atômica - e é lá em seus bastidores que se discute se o País continúará na órbita política ocidental ou cairá nas mãos do Taleban, comandado a mão de ferro pelo  maluco e sanguinário Mulah Omar, chefe do ultra-registente e ultra-radical movimento político´e miliar do Afeganistão que já despachou a antiga União Soviética e empurra a OTAN (ou os Estados Unidos?) para a derrota.
   Vamos, neste comentário, nos fixar no caso mais importante da atualidade: a revolta popular no Egito. O Egito é o ponto de apoio árabe para o Ocidente  assegurar a existência de Israel. Governo e estrutura política ligados ao governo dos Estados Unidos e aliado dos países ocidentais, o Egito recebe bilhões de dólares em armamentos e outros tipos de ajuda do ocidente, principalmente dos Estados Unidos.Área vital para o escoamento da produção de petróleo e abastecimento de alimentos da Região, através do Canal de Suez. O Egito praticamente importa tudo que sua população consume. Passagem importante também para a frota americana que atua  naquelas plagas e tem mantido a posição forte do Egito e a estabiliade de Israel cercada pelo mundo árabe. Mas o Egito entrou numa crise política com a população exigindo  a saída de Hosmi Mubarak, no poder há 30 anos. Há movimento de apaziguamento dirigidos principalmente por exponentes egípcios conhecidos do mundo ocidental. É o caso do Prêmio Nobel da Paz Mohamad Almaradei, ex-chefe da Comissão Inernacional de Energia Atômica, um órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Mubarak, que sucedeu Anuar El-Sadar, assassinado por sua própria guarda pessoal em praça pública durante solenidade na capital do Egito. Para se sustentar no poder, Mubarak introduziu algums "reformas" no sistema de governo que lidera. Escolheu um vice-presidente e nomeou um primeiro-ministro. É o caso de se perguntar: o Egito é Parlamentarista? Isso imolicaria democracia, que não existe no País de Mubarak.Para complicar, Mubarak fechou a filial egípsia de rede árabe de televisão Al-Jazeera. O ditador faz de tudo para ficar no poder. Inclusive, prometeu não se candidatar nas próximas eleições a se realizarem em setembro, quando deixria o cargo. Mas a população não quer ouvir promessas do ditador. Armada com pedras, paus, machados, barras de ferro e outros apetrechos improvisados, os egípcios ganharam às ruas, cercam o palácio do governo e exigem a saída imediata do ditador. O exército parece indiferente a Mubrak; fica imóvel com seus tanques nas ruas, e há caso de confraternização entre soldados do exército e a população que chega a subir aos tanques. O protesto da população é contra o desemprego, as péssimas condições de vida e os baixos salários dos que têm emprego. É também contra a corrupção reinante no seio do governo e provavelmente contra a linha política seguida por Mubark. 
         É o caso de se perguntar: Para onde caminha o Egito? Será que a terra dos Faraós continuará na órbita ocidental? Ou cairá nas mãos de grupos islâmicos extremos?  A resposta é difícil de ser dada no momento. Se Almaradei chegar a comandar a travessia e se firmar como lider egípsio a tendência é que o País continue alinhado ao Ocidente. Mas quem é Almaradei? É xiita ou sunita (duas facções irreconciliáveis da cultura olítica muçulmana)? Moderado ou radical? Sinceramente, ninguém sabe ao certo. Ele pode, se chegar ao governo, definir uma linha pro-ocidental. Mas se as pressões internas se intensificarem, ele poderá se tornar uma figura dúbia, talvez com viés islâmico tradicional, que é o radicalismo. E ai?  Barack Obama e outros líderes ocidentais falam em implantar um sistema democrático no Egito. Mas, qual nação árabe é democrática? O Egito é uma ditadura. Uma das primeiras experiências de regime democrático na Região foi a tentada  no Paquistão, com o governo de Benazir Buto, que se elegeu 1ª ministra, mas foi deposta pelos militares e assassinada. Os paises muçulmanos, sejam ou não árabes, têm tradiões de governo girando na óbita teocrática. Cada árabe - ou seguidor de sua religião - é educado para um dia formar uma civilização islâmica, quer dizer: um estado teocrático, como já existe no Irã dos Aiatolás e outros países. Que esperar, pois, de tudo isso que acontece no momento no Egito? Que pensar das inquietações internas das outras nações muçulmanas? A Jordânia,aparentemente estável, a Síria do Hesbolah,  também passam por convulsões internas. E os palestinos (de Abbas, da Cisjordânia ou do Hamas, da Faixa de Gaza?). O que não escapa à argúcia dos cultivadores da história é um fato incontestável: o  mundo muçulmano, em suas experiências políticas e em suas ações de deslocamentos populacionais tem tocandos sempre pelo espírito conquistador do Islan tem uma tradição mais forte e  é nesse quesito mais antigo do que a moderna cultura política ocidental. E a religião muçilmana se infiltra lenta e insistentemente em muitos países ocidentais. Já domina boa parte da Europa Oriental, predominando na maioria das repúblicas que formam a Federação Russa. A Espanha é um dos únicos países europeus onde a presença islâmica é insignificante.
         Enfim, a Democracia tem espaço para se afirmar no mundo árabe ou nas nações muçulmanas fora dessa Região??
       Ou a tradicional cultura milenar muçulmana poderá ser um obstáculo no caminho dos líderes e estrategistas ocidentais?  Abramos um parêntesis para afirmar que, na nossa opinião, é uma utopia o ocidente pretender impor sua civilização cristã ao mundo muçulmano, que tem uma visão diferente do mundo e do seu futuro. Uma observação mais acurada da situação político-religiosa do atual confronto entre essas duas culturas -irmãs em suas origens, mas opostas e irreconciliáveis em suas ações, vai mostrar que o que estar acontecendo neste mimento é uma Cruzada talvez invisível em sentido inverso.
      Vamos acompanhar o desenrolar dos acontecimentos no Egito, e seus possíveis desdobramentos políticos, para ver no que dá.
      E não perder de vista o fato de que uma onda política gicantesca varre certas regiões da Terra, muitas vezes ( ou quase sempre) inspirada em motivação religiosa. Que essa onda fica localizada lá pelo mundo árabe!
       No mais, só nos resta espera!



       
    E A POLÍTICA BRASILEIRA, COMO VAI?

               O  JEITO  DILMA DE GOVERNAR

        OS GRANDES DESAFIOS A ENFRENTAR

              TERMINOU A ERA LULA?


      O Brasil tem pela primeira vez uma mulher na presidência da República. É uma experiência que já foi vivida por alguns países latino-americanos, poucos países asiáticos e estar em voga na Europa. Ao tomar posse no cargo de presidente, Dilma Rousseff procurou logo impor seu estilo. Poucas palávras, uma paciência enorme para ouvir e tomar decisões fortes. Tão fortes que começam a amedrontar alguns setores das camadas da base da pirâmide social brasileira. A questão do salário mínimo, a política de juros, as novas regras para o Imposto de Renda, entre outras, são medidas que carimbam o estilo Dilma.
     Que diferença há entre Dilma e Lula, a criatura e seu criador? Em princípios, só de estilo. Lula, oriundo do movimento sindical, acostumado a discutir com patrões e colegas de profissão, cada dia os detalhes de contratos de trabalho.  E o lider sindical ascendeu à presidência da República, com esse perfil  dircursivo e contestador. Infeizmente, para se eleger, teve que assum muitos compromissos com grupos conservadores, e chegou ao governo fortemente comprometido, sem muita margem para exercer seu estilo político de líder sindical e defensor da classe trabalhadora. Se a era Lula findou só o tempo dirá. Mas tudo indica que que essa era tem fôlego, e  talvez dure mais do que se poderia esperar. Não se espere nesses próximos anos aqueles dirscursos inflamados, aquele estilo de não perder uma oportunidade para um discurso. Suficientemente experiente, Lula saberá como se comportar como ex-presidente.
   A presidente Dilma, no seu estilo discreto, mas na sua agenda de mulher experiemntada nas coisas da administração, terá muitos desafios a enfrentar. Os graves problemas sociais qua ainda infelicitam o País; a necessidade de proteger os mais pobres dos humores da Natureza e retirar de áreas de risco  pessoas de posses econômicas que ocupam espaços que deveriam ser preservados como reserva natural; enfrentar o problema das baixas condições de habitação de significativas parcelas da população brasileira; melhorar e ampliar o transporte público de passageiros ( não esquecendo a polêmica sobre o trem-bala); dar qualidade ao ensino ministrado nas escolas  brasileiras, sejam públicas ou privadas; melhorar a saúde, um caos na maioria dos estados; criar melhores condições para médicos e professores, tanto nas condições de trabalho quanto na remuneração pelo trabalho de grande valia para o País;  criarr mais postos de trabalhoo para atender a cresncete demanda de novos jovens que anualmente procuram o mercado de trabalho; cuidar da segurança dos brasileiros, expostos à sanha da bandidagem que domina grandes áreas e vários setores do País.
A Lista é grande, mas esperamos que a presidente Dilma tenha forças para enfrentar e resolver tantos pboblemas. Capacidade para isso ele tem.
Finalmente, e a julgar pela postura da nova presidente, há a esperança  que muito seja feito para alavancar o progresso deste País. A mandatária não deverá, por certo, esquecer Pernambuco, com sua agenda de desenvolvimento, principalmente na área do Complexo Portuário de Suape, consolidando a refinaria, os estaleiros, o polo petroquímico e a instalação da indústria da Fiat, e atraindo novos investimentos no setor automobilístico. E no Nordeste em geral, onde a presidente teve sua maior base eleitoral nas últimas eleições.

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