OS EXPRESSIVOS DADOS DE SUAPE
A atuação do governo de Pernambuco em parceria com o governo federal tem apresentado números que impressionam. A transposição do Rio São Francisco, com seus longos canais que cortam o sertão; a ferrovia Transnordestina, que promete interligar as áreas produtoras do sertão com os portos de Suape e Pecém e as extraordinárias obras de engenharia que mudam a face do interior do Nordeste atestam a melhoria por que passam extensas áreas da Região. Significativos também são os números coletados das atividades que se desenrolam em Suape (porto) e seu entorno industrial. Estaleiros já funcionando, refinaria em fase de construção, a instalação do polo petroquímico, a fábrica de carros e outros grandes empreendimentos já em pleno funcionamento impressionam pela grandiosidade dos números registrados. Infelizmente, não se cuidou em tempo da infraestrutura sobre a qual operaria o Complexo Portuário e Industrial de Suape. Há uma compactação desnecessária de veículos demandando ao porto e ao parque industrial pertinente. As estradas são insuficientes para transportar trabalhadores e cargas, e isso cria uma situação de dificuldades que deveriam ser evitados. Só para se ter uma idéia do que Suape representa nessa arrancada da economia pernambuca, confiramos abaixo alguns dados estatísticos do que já existe e do que ainda vem por ai:
1) Trabalhadores..............................................................................55.000
2)Caminhões.................................................................................... 5.500
3)Carros de passeio......................................................................... 3.000
4)Ônibus.......................................................................................... 900
5)Indústrias já implantadas e produzindo.......................................... 130
6)Indústrias em processo de instalação............................................. 157
Essa é a movimentação diária de Suape e parque anexo. Utilizam-se para isso uma estrada federal, a BR-101; duas estradas estaduais, a PE-60; a estrada do Paiva; vias de acessos particulares das grandes indústrias e estradas vicinais. A PE-008 ainda não pode ser utilizada integralmente, pois sua construção demora em virtude de problemas com desapropriações. A Express Way, via expressa que será utilizada somente para o transporte de cargas, ainda está em fase de finalização de projeto e execução.
É de se lamentar que não tenha sido utilizado o ramal ferroviário que existe nas imediações do porto. A implantação desse módulo de transporte traria apreciável desafogo das estradas de rodagem. Lamentável também o descaso das autoridades constitídas para o problema da falta de mão de obra no Estado capaz de atender à demanda proviniente das atividades desenvolvidas na área do Complexo Portuário. Incrível que faltem engenheiros, arquitetos, geólogos, pedreiros e pessoas que possam trabalhar como mestre de obra.
O porto movimenta várias cidades: Ipojuca, onde fica o ancoradouro, deixou de ser uma cidadizinha provincial para se tornar um grande polo de desenvolvimento, com faculdades, IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), escola do Senai e empreendimentos que mudaram a face da cidade; Cabo de Santo Agostinho, onde está o grande parque industria diversificado (produtos químicos, cerâmica, bebidas e polo médico em expansão)l; Jaboatão dos Guararapes, como corredor de transporte de passageiros e cargas. Essa ação tem reflexo em outras cidades, como Camaragibe, com seu sistema de transporte ferroviário e metroviário; São Lourenço da Mata ( que sedeará a Copa Mundial de Futebol), Moreno, etc.
Obs.: Texto refundido em virtude impropriedades técnicas.

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