NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

              


INTERNACIONAL
      

             O  QUE  ACONTECE NO  ORIENTE?
  
      AS  REVOLTAS NOS PAÍSES ISLÂMICOS DIZEM O QUÊ?

Ainda é cedo para se saber o que realmente está acontecendo nos países islâmicos onde revoltas populares tentam derrubar ditadores. Estão ocorrendo  manifestações de cunho pró-democracia ou um revisionismo de teor muçulmano? Tradicionalmente, em séculos de vida política, os povos de fé muçulmana têm demonstrado uma firme posição para a teocracia. Ou seja: implantar em seus países governos teocráticos do tipo iraniano dos Aiatolás. Não há em nenhum desses países, inclusive no recém-"libertado" Egito, nenhuma democracia institucional.
As revoltas atuais parece apontarem para uma disposição dos povos islâmicos insatisfeitos de eliminar ditadores identificados com a filosofia política ocidental ou derrubar governos que concentram em suas mãos todo poder econômico, negando às populações de cada um oportunidades de emprego e melhores condições de vida. Embora já seja um avanço na história desses povos tradicionalmente dominados por monarcas prepotentes e concentradores de riquezas, esses movimentos podem direcionar a filosofia política muçulmana para uma recuperação da estima islâmica; quer dizer, reafirmação do poder de Alá e escolha de novos dirigentes capazes de consolidar essa política ultimamente desgastada pela presença da cultura ocidental que invadiu o mundo muçulmano. Em suma: restaurar a antiga filosofia política do Islã.
Essas revoltas não ocorrem apenas no Oriente Médio, mas também na África. As insatisfações populares registradas no Sudão, na Túnísia e até na tradiciona monarquia da Arábia Saudita precisam ser acompanhadas com atenção redobrada e espírito crítico mais refinado.

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