INTERNACIONAL
ENFIM, CAIU MUBARAK
E AGORA, PARA ONDE VAI O EGITO?
Finalmente, de acordo com os últimos despachos das agências internacionais de notícias, o ditador egípicio Hosni Mubarak caiu do poder. Uma imensa mobilização popular que paralizava a vida do País há algum tempo forçou a saiída de Mubarak. Sem essa pressão popular, ao que parece com a conivência de parte das foraças armadas, o ditador não teria sido obrigado a deixar o palácio do governo. Agora, segundo o noticiário das agências, Mubarak se resfastela com a família em sua mansão num balneário egípcio frequentado pela elite. Bulhões de dólares que Mubarak acumulou em 30 anos de domínio absoluto do País proporcionarão ao ex-ditador uma vida de regalias em qualquer parte do mundo. As agências dão conta de que o dinheiro depositado em bancos suiços pelo ex-ditador teria sido "bloqueado". Mas mentes ingênuas imaginam um poeroso chefe autoritário depositando dinheiro em um único paraíso fiscal. Além do dinheiro depositado em outras plagas, gente como Mubarak que sabe que um dia deixará o poder amealhou fortunas em ouro, joias, obras de arte e outras formas mais sofisticadas de burlar a lei.
A pergunta que se faz agora que Mubarak deixou o poder é: Para onde caminhará o Egito? As notícias informam que o chefe da Junta de Governo que passou a gerirr oa destinos do País é avesso à mudanças. Isso pode ser bom para o Ocidente, principalmente para os Estados Unidos. Mas será que essa aversão à mudanças incluirá a hipótese de uma nova ditadura, agora militar, bem ao gosto da Região, ou haverá eleições livres? Uma coisa é certa: o Egito não é uma democracia. O Parlamento eleito nestes anos de domínio de Mubarak era meramente formal, não tinha nenhum poder, pois o ditador governava alicerçado em poderes especiais que lhe permitiam legislar sobre qualquer assunto. E se houver eleições, quais serão os candidatos à presidência do Egito? Algum moderado pro-ocidental, como Albaradai ou um ativista islâmico simpático aos movimentos radicais que dominam a Região? No primeiro caso, continuará tudo como antes; no segundo caso, haverá problemas. E esse problema tem nome: Israel. Israel é um enclave ocidental no mundo árabe. O Egito é um País africano, mas tradicionalmente se conduz como um membro da órbita árabe. Nesse contexto, prevalecendo a hipótese de eleição com vitória de grupos islâmicos radicais, desenhar-se-a na Região um cenário de guerra. A região é constituida de países de tendência belicista, e dificilmente deixará de haver enfrentamento entre árabes e judeus. Nesse cenário os Estados Unidos terão perdido poder de centro de decisão das questões locais e certamente reagirão da forma que sabem fazer: através da força. E que Deus nos acuda!
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