NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

                                  FUMAR MATA



TRANSCORRE NESTA 3ª-FEIRA, 31, O DIA DE COMBATE AO TABAGISMO. AS CAMPANHAS DE ESCLARECIMENTO POPULAR SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DOS PRODUTOS À BASE DO FUMO  TEM DADO ALGUM RESULTADO POSITIVO. MUITAS PESSOAS ABANDONARAM O HÁBITO DE FUMAR, EMBORA A JUVENTUDE VENHA SENDO ULTIMAMENTE BOMBARDEADA POR UMA PROPAGANDA SUTIL DA INDÚSTRIA TABAGISTA, E SUCUBINDO ÀS TENTAÇÕES DE NOVAS APRESENTAÇÕES DE CIGARROS COM SABORES VARIADOS. VALE LEMBRAR QUE O CIGARRO PRODUZ  DOENÇAS PULMONARES CRÔNICAS COMO O ENFISEMA, QUE LIMITA A CAPACIDADE RESPIRATÓRIA E BAIXA A QUALIDADE DE VIDA DO USUÁRIO  INICIANDO  PROCESSOS   PROGRESSIVAMENTE DANOSOS, INCAPACITANTES  E IRREVERSÍVEIS. O CÂNCER DE PULMÃO, CAUSA DE MORTE DE MILHARES DE PESSOAS TODO ANO NO PAÍS, É  UM ALERTA PARA A NECESSIDADE DE SE ABANDONAR ESSE NADA ELEGANTE HÁBITO DE FUMAR. O CUSTO SOCIAL DESSE HÁBITO PENALIZA NÃO APENAS OS FUMANTES. SOBRECARREGA OS SISTEMAS DE SAÚDE E PREVIDENCIÁRIO; FAZ SOFRER AS FAMÍLIAS E OS AMIGOS DOS PORTADORES DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS PROVOCADAS PELO FUMO. A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA PROÍBE A PROPAGANDA DE CIGARROS NO PAÍS, MAS O APELO AO VÍCIO ESTÁ NOS AMBIENTES FREQUENTADOS PELOS JOVENS, NA INTERNET, NA TELEVISÃO E NO CINEMA. OS PROFESSORES, OS MÉDICOS, OS LÍDERES RELIGIOSOS E OS FORMADORES DE OPINIÃO TÊM UM PAPEL IMPORTANTE NESSA LUTA CONTRA O FUMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS.
NÃO AO FUMO; SIM À VIDA.

REFORMA POLÍTICA - 1ª PARTE

                           

        
        
      REFORMA  POLÍTICA -  PARTE I
O BRASIL PRECISA DE UMA AGENDA DE REFORMAS - A REFORMA POLÍTICA É A MAIS IMPORTANTE - MAS NÃO ESSE PROJETO DE REFORMA APREGOADO POR AI - PRECISAMOS DE REFORMAS SOCIAIS - EDUCAÇÃO, SAÚDE, URBANISMO, SEGURANÇA - O POVO DEVE PARTICIPAR.


Reforma é a palavra mais pronunciada por políticos, cientistas políticos, sociólogos, juristas, pensadores constitucionalistas e outros especialistas em políticas públicas. Claro que o Brasil precisa de uma agenda de reformas amplas. Reformas que extingam os gargalos que freiam o desenvolvimento econômico do País e possam inseri-lo no rol das nações mais desenvolvidas do Planeta. O País detém todas as condições básicas para uma arrancada rumo ao crescimento de sua economia e melhoria das condições de vida da parcela de sua população que ainda vive à margem da riqueza que já foi produzida até hoje. Melhorias e ampliação da Rede Pública de Saúde,equipando postos de saúde e hospitais com os recursos tecnológicos já disponíveis no mercado brasileiro, contratação de médicos, dentistas e enfermeiros e uma política de saúde criteriosamente financiada pelos cofres públicos e voltada a todos os cidadãos; implantação de uma educação de qualidade, em escolas bem equipadas e em tempo integral, com reforma e ampliação da grade de ensino nos níveis básicos, valorização do professor com salários condignos com a nobre arte de educar e que essa educação possa está acessível a todas as pessoas em qualquer parte das cidades e do campo; transporte público de qualidade e acessível a todos os brasileiros; uma política de trabalho e renda que possa chegar aos mais distantes rincões do País; segurança para os cidadãos saírem de casa e poderem voltar para suas famílias sem os perigos que atualmente os espreitam não só na calada da noite, mas também à luz do dia nos transportes de massa, nos banco e similares, no comércio, nas ruas.Montagem ou aperfeiçoamento de uma infraestrutura viária, dando a mobilidade que as cidades reclamam, e precisam; aprofundamento, concretagem das paredes, retificação e programa sustentável de limpeza dos canais que cortam as cidades; dragagem das áreas assoreadas e replantio da vegetação ciliar que protegem os rios, grandes e pequenos. Um programa de habitação popular sério e criteriosamente planejado em termos econômicos e de segurança, que contemple as camadas mais necessitadas da população. E por quê não? Um amplo programa de reforma urbana, com erradicação de favelas, retirada da população que habita encostas de morros, áreas ribeirinhas suscetíveis a enchentes.

Um País favelado, sem educação de qualidade e universalizada, com uma rede de saúde pública quantitativamente insuficiente e qualitativamente precária; sem um aparato de segurança pública unificado e voltado para a defesa do cidadão; com uma Justiça burocrática que menospreza o cidadão comum e privilegia quem tem posses; com um mercado de trabalho insipiente, largando à própria sorte milhões de seus filhos, principalmente os jovens; com cidades de ruas estreitas apinhadas de carros, sem um transporte de massa que seja alternativa ao uso do carro particular; um País  com rios degradados em suas margens,sujos e lentamente perdendo suas faunas e assoreados devido ao mau uso do seu entorno pela agricultura;´um País sem uma rede de esgoto sanitário que colete, trate e dê destino adequado aos dejetos produzidos na maioria dos lares brasileiros; sem água canalizada na maioria das residências de lugares pobres e  densamente habitados; um País que vai perdendo a batalha contra as drogas, e cuja população cada vez mais acredita menos nos políticos e nas instituições nacionais; com certeza, esse País não pode possuir uma Agenda Positiva de Desenvolvimento Econômico e Social.

Voltaremos ao debate.

domingo, 29 de maio de 2011

MAR VASTO E ASSUTADOR

                          




                                    MAR VASTO E ASSUSTADOR

                                                          Emílio J. moura

Informada do ocorrido, a marinha destacou barcos para fazer uma varredura de muitas léguas em torno do local onde eles costumavam pescar. As buscas foram em vão. Uma semana depois, notícias não confiáveis falavam de restos de uma embarcação encontrados em praia da Paraíba. Mas nada que identificasse a jangada perdida. Nenhum corpo chegou a qualquer praia. Nenhum sinal das pessoas que trabalhavam com aquela jangada; nem vestígios desta. Na segunda-feira, transportados por um jipe, oficiais da marinha estiveram na sede da colônia. Ouviram pescadores, fizeram perguntas aos parentes dos desaparecidos; observaram as jangadas na areia; anotações em uma caderneta, e outros procedimentos oficiais. Época de guerra, as batalhas eram travadas em terra, mar e ar. Na Europa e no pacífico, no atlântico e na África.

Quatro horas da manhã. O Sol já começa a aparecer lá no horizonte. Os ventos são ainda bem fortes. Jangadas rolam em troncos de coqueiros sobre a areia branca da praia. Confere-se o material: água, arpões, facão, porretes, bolsa de lona, peixeiras... Nada podia faltar. Mas quanto menos peso, melhor! Jogadas à água, as jangadas são empurradas pela equipe de dois ou três pescadores. Num movimento rápido, estes sobem ao lenho. Um homem pega a vara e vai empurrando o barco para adiante. A maré fica funda, e lemes são usados para impulsionar à frente aquela arrumação de paus leves. Um outro homem desenrola a vela e a iça aos ventos. Em pouco tempo a frágil jangada ganha velocidade. Atravessa o porto onde trabalhadores descarregam no escuro navios atracados ao cais. Entram na barra e com aquele tosco lenho penetram a profundeza do mar vasto e assustador.

Uns trinta pescadores profissionais, devidamente habilitados pela marinha estão cadastrados na colônia. Os pescadores que não precisam de habilitação para trabalhar- mas se filiam à colônia em busca de proteção ao seu trabalho - se contam às dezenas e mais dezenas. Dez ou doze jangadas estão sediadas na colônia Z-1. Existem outros tipos de embarcações de pesca também sediadas ali. Canoas, para a coleta de ostras e para a pesca do camarão. Botes, usados em pescarias menos arriscadas. No período de chuvas intensas e ventos fortes, há uma maneirada na pescaria em alto mar. Aquilo ali se transforma num canto perigoso e quase inacessível até mesmo para os mais experientes daqueles homens incansáveis. Mas a vida não pára; não há espaço para férias. Procede-se, então, a pesca com redes estendidas ao longo da bacia do Pina. O resultado não é tão auspicioso quanto ao da pesca no mar profundo. Depende de uma série de variáveis. Quando dá certo, o lucro está assegurado. Grandes arraias caem na rede e é preciso ir tirá-las de lá, antes que rasguem as malhas. Tubarão faminto arrebenta a rede com suas mandíbulas possantes. Peixes de tamanhos diversos ficam presos às malhas. Ai a festa está assegurada. É só deixar a maré vazar um pouco e colher os frutos do trabalho paciente.

Em pontos já conhecidos, manobram a jangada, reduzem a velocidade; dobram a vela, descem a pequena âncora e o barco "estaciona" ao sabor de fortes ondas. Tem início a peleja metódica contra o ambiente a um só tempo hostil e promissor. É bom ficar atento aos tubarões. Linhas com isca apropriada são lançadas ao mar. O peixe belisca a isca e fica preso ao anzol. Lentamente é puxado até à jangada; se é de bom tamanho, uma porretada na cabeça o amortece e o bicho é içado. Essas cenas se repetem durante várias horas. Os pescadores falam em voz alta para ser ouvidos em meio ao rugido do mar. Para repor a energia, água levada num cantil e um pedaço de pão com doce. O trabalho é árduo e penoso. O lugar, ermo e ameaçador. Estar ali é desafiar a morte. Mas aquilo ali é a única coisa que eles aprenderam a fazer. Desde a infância. Com boa pescaria, ou não, duas horas, duas e meia da tarde, é tempo de regressar. Sobe a âncora; novamente se desenrola e se iça a vela; uma breve manobra com o remo, e o barco está na posição de partida. Aqueles heróis sem nome não levam relógios nem bússola; o Sol, em sua rotação no céu igualmente vasto e profundo, era a única referência para a volta; era a estrela-guia daquela gente intrépida.

A Rua de Jangada era uma aldeia pobre. Como de resto pobres eram - e são - todas as aldeias de pescadores. Casas de palha (paredes e coberta), piso de areia, sem banheiro; sequer uma fossa. As famílias eram numerosas. A aldeia avançava desde a linha do trem até perto da maré. Ruas curtas e sinuosas. A sede da colônia Z-1 era um monumento no meio daquele vilarejo sem qualquer planejamento. Duas salas amplas; uma para festas e outra voltada à educação, bem mobiliada e arejada pelo vento forte que entrava pelas grandes janelas laterais. Nessa época não havia naquele lugar viaduto nem avenida. Muito menos o Iate Clube. Contrastes eram, entretanto, visíveis naquele espaço: em meio à favela de palha, algumas construções antigas; da época do império. E no centro desse núcleo de alvenaria, uma casa grande lembrava residência de gente nobre.

Três horas; três e meia, as jangadas vão chegando à praia. A movimentação em terra do pessoal da colônia já é intensa. Os companheiros acenam de terra. Os pescadores respondem com movimentos codificados. O remo funciona como leme, e a jangada faz uma curva, e se dirige à areia. A vela já foi dobrada e amarrada. A vara tem seu papel num empurrãozinho ao barco. Homens já estão na água e ajudam na atracação. Alegria e abraços. Trabalho solidário. Balaios e caixas são levados para terra. E aqueles peixes maiores, carregados para a areia. Pode acontecer pegarem siris. Em dia de pouca sorte, qualquer coisa é lucro. O cansaço é evidente na fisionomia daqueles homens de calças curtas, chapéu de palha e pele bronzeada. Mas eles ainda vão assistir a partilha da pesca e a destinação do produto. Depois, é partir para o descanso, porque no dia seguinte tudo vai começar de novo. Aquela rotina de segunda a sábado. Aliás, no sábado a pescaria dura menos tempo. Meio dia, uma hora, já estão chegando. Agora é ir pra casa, comer aquele feijão com peixe assado, relaxar e tomar "uma".

Além do peixe, crustáceos e moluscos forneciam renda aos pescadores do lugar. Canoas e botes, num movimento incessante, deslizavam sobre as águas tranqüilas daquele braço de mar. Umas iam, outras vinham. Desde as seis horas da manha até escurecer, transportavam ostras, mariscos, siris, unha de velho, camarões... e alguns peixes. A movimentação maior era para as ostras. Uma família de nove irmãos ( três mulheres e seis homens), além de dois primos e uma sobrinha da matriarca, vivia a intensidade daquele trabalho de coletar as ostras, trazê-las na canoa; desembarcar e leva-las até a casa; coloca-las em latas a ferver no fogo à lenha; retirar a carne e descartar as conchas, que eram depositadas a pequena distância da casa longa, com entradas laterais. Com o tempo, formaram-se montanhas de material calcáreo compacto. Três montanhas; duas já saturadas e uma em via disso. Para acessar esta, uma plataforma de taboas pela qual passava o carrinho de mão levando as conchas recém descartadas.

Naquele sábado primaveril a equipe de Joca não retornou à base até uma hora da tarde. O tempo foi passando, e a jangada não chegava. Duas horas, três horas, e nada. Uma multidão começa a se espremer ao longo da pequena praia. Toda a colônia de pescadores estava ali, ansiosa. A notícia já correra a outros lugares, e mais gente ia chegando. Os mais religiosos oravam à beira da maré. As beatas se ajoelhavam e acendiam velas a são Sebastião, padroeiro dos pescadores. A comoção dominava corações e mentes. Três horas, e aquele friozinho na barriga das pessoas. Aquela esperança de que tudo acabaria bem. E mais gente chegando. Quatro horas, e nada. Zé Bolachinha, um dos intermediários da venda do peixe, continuava ali com seu austin do começo dos anos trinta. Calango, outro empresário de barco, também se postava inquieto. A festa programada para a noite na sede da colônia foi cancelada. Mesmo que os pescadores chegassem, estariam machucados, não haveria clima para festas.

Seu Lula, velhinho, fechou a porta do gabinete da presidência, e foi se juntar ao pessoal. Zé Rosa, um dos diretores da administração local da pesca, chega com ar espantado e logo se associa aos anseios de toda aquela gente. Seu Viriço, pescador mais antigo - já aposentado - acalmava os colegas ainda na ativa. Dona Helena, uma mulher assararazada e reconchuda, idiota e falastrona, indo de um canto a outro da praia, dizia as suas costumeiras bobagens. A multidão, agora engrossada por moradores da rua imperial e adjacências, mergulhada naquele silêncio medonho. As casas da aldeia estavam vazias. Também as do povoado das calçadas altas. Toda aquela gente ansiosa já estava na praia, e tinha os olhos voltados para a boca da barra. Quatro e meia. Nada. A respiração das pessoas aumentava. Alguém teria de fazer alguma coisa. Mas quem? O quê? Como?

Cinco horas. Nenhum sinal. Num canto, seu Lula dissertava para os pescadores mais jovens sobre as correntes marinhas e o movimento dos ventos. Seu Viriço, sentado no areia, ouvia em silêncio as palavras do velho mestre, que nunca pilotou uma jangada, mas "tinha estudo". Zé Doidinho, sempre com uma varinha à mão, dizia as besteiras de sempre. E Cão, na sua postura quase símia devido a um acidente que rompeu um músculo da perna quando ainda criança, era uma tristeza só. As horas passavam, e a multidão aumentando. Ninguém queria ir embora antes de um desfecho feliz. Cinco e meia. Os raios do sol mudavam sua coloração de vermelho-rosa para cinza. Os ventos já estavam muito fracos e dentro em breve inverteriam a direção. Já era difícil perceber alguma coisa mais distante no horizonte. Cinco e quarenta. Quase noite. Seu Viriço se ergue do chão; bate com as mãos a areia no fundo das calças e vai até aos companheiros, calados e tristes, sentados na areia. O decano dos pescadores, na sua experiência de muitas décadas no manejo da jangada e na sua vivência com o mar grande e bravio, pára diante dos colegas; baixa a cabeça, e com voz embargada, vaticina:

-"Eles não vêm mais; o peixe comeu".


* Texto escrito em fins da década de 70 e digitado em 10.01.2008

sábado, 28 de maio de 2011

   PREPARANDO UM SALTO DE QUALIDADE


O Brasil é um país sem tradição democrática. Depois de ter vivido longas décadas sob regimes ditatoriais ainda não encontrou o caminho para um governo pautado sob a égide da Justiça, do respeito entre os entes políticos que participem do processo administrativo e permita aos cidadãos a livre escolha dos seus representantes e gestores. Com uma educação de má qualidade e assim mesmo ainda não disponível para todos, o País passeia nessa montanha-russa das políticas improvisadas. Sem partidos políticos com ideologia e programa definidos, não tem como construir uma agenda propositiva capaz de assegurar um crescimento econômico efetivo, organizado e sustentável. A educação de má qualidade do ensino fundamental, repica no ensino médio e tem consequências desagradáveis na qualidade do ensino superior. No melhor momento de sua história como economia emergente, ocupando o 8º lugar entre os países mais desenvolvidos, faltam ao Brasil profissionais qualificados para desempenhar funções simples e básicas, como pedreiros, soldadores, pintores, motoristas, operadores de telemarketing. O País necessita nesse momento de sua caminhada desenvolvimentista de profissionais treinados nas áreas de petróleo e gás, química, tornearia mecânica, serralharia de ajustagem, fornos e forjas,pintores navais, entre outros.

É imprescindível acelerar a formação de profissionais de nível médio nas várias áreas do desenvolvimento econômico. Paralelamente a um projeto de desenvolvimento econômico, tem a necessidade de uma pauta de progressão social visando aperfeiçoar as nossas instituições políticas. É necessário um trabalho profícuo na formação de lideranças comunitárias que possam assimilar os problemas do País e se prepararem para ocupar as posições de comando e evoluírem para participarem das bases dos partidos políticos e terem condições de representar suas comunidades nas câmaras municipais, e dai caminharem para garantir uma representação política estadual e nacional voltada para a defesa das necessidades gerais da população. Enfim, só haverá lideranças capazes de honrar o mandato político , nas três esferas da administração pública quando uma educação de melhor qualidade, acessível a todas as camadas da população, em todos os recantos do País, for disponibilizada de forma criteriosa, séria e organizada.

Utopia? Não, já há indícios dessa mudança na política brasileira. Vários caciques que dominavam a cena política brasileira foram alijados do poder nas últimas eleições. E outros coronéis, nas várias regiões do País, vêem seus currais eleitorais ameaçados de serem fechados pela conscientização do novo eleitorado que aporta aos municípios a cada ano.
   

       INVERNO RIGOROSO VEM POR AI

O BLOG, MAIS UMA VEZ, CHAMA A ATENÇÃO DAS AUTORIDADES MUNICIPAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE (RMR), DAS  ZONAS DA MATA  SUL E NORTE E DE ÁREAS DO AGRESTE SUSCETÍVEIS ÀS CHUVAS MAIS FORTES, BEM COMO ADVERTE AS PESSOAS QUE RESIDEM NAS ÁREAS DE RISCO DESSAS REGIÕES PARA O ENORME VOLUME DE CHUVAS ANUNCIADO PARA O PRÓXIMO INVERNO. O MÊS DE JUNHO, INCLUSIVE, PROMETE TER FORTES CHUVAS, COM ÍNDICES ACIMA DA MÉDIA. AS REGIÕES RIBEIRINHAS DA ZONA DA MATA SUL,  EXPOSTAS AOS RIOS UNA E MANDAU E AS DA MATA NORTE, EXPOSTAS ÀS POSSÍVEIS DESCARGAS DAS BARRAGENS DO CARPINA E DO TAPACURÁ QUE PODEM ELEVAR DE FORMA CRUCIAL O VOLUME DA VAZÃO DO RIO CAPIBARIBE FIQUEM ATENTAS. NÃO ESPEREM POR PROVIDÊNCIAS DOS PREFEITOS. AO PRIMEIRO SINAL DE AMEAÇA DE ENCHENTES DE GRANDE PORTE SAIAM DE SUAS CASAS E PROCUREM OS ABRIGOS PÚBLICOS OU CASAS DE PARENTES. AS PESSOAS DA ZONA DA MATA SUL NÃO DEVEM ESPERAR PELA REPETIÇÃO DA TRAGÉDIA DE JUNHO DE 2010 E AS PESSOAS DA ZONA DA MATA NORTE JÁ TÊM IDÉIA DAS CONSEQUÊNCIAS DE UMA ENXURRADA DESSE PORTE. ESSE ALERTA VEM SENDO EMITIDO PELOS ÓRGÃOS DE MONITORAMENTO DO TEMPO E CLIMA DE PERNAMBUCO. ENTÃO, FIQUEMOS TODOS EM ESTADO DE ALERTA.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

                    A T E N Ç Ã O!

NOS PRÓXIMOS DIAS O BLOG ESTARÁ POSTANDO IMPORTANTE ENTREVISTA COM O AMBIENTALISTA E MÉDICO DR. MARCELO MESEL. AGUARDEM!!!
      


      A  SEMANA  EM  CINCO TÓPICOS
 FUTEBOL E CORRUPÇÃO - RICARDO TEIXEIRA E HAVELLANGE PUNIDOS PELA JUSTICA SUIÇA- A CONTA DA FARRA DA COPA DO MUNDO PODE TERMINAR PAGA PELO CONTRIBUINTE -  DILMA BATE O PÉ E DIZ NÃO
A Rede Globo de Televisão deveria se pronunciar a respeito das sérias denúncias formuladas pela BBC de Londres sobre o escândalo de corrupção envolvendo o ex-presidente da FIFA, João Havellange e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol Ricardo Teixeira. Teixeira é genro de Havellange, e ambos foram processados pela Justiça da Suiça. Cada um teve que devolver à Justiça Suiça US$ 9.000.000,00 (nove milhões de dólares). De propinas que receberam da empresa de marketing esportivo ISL. Isso equivale a R$ 14.700.000,00 (Catorze milhões e setecentos mil reais, em câmbio atualizado). Os brasileiros em causa fizeram um acordo com o Ministério Público da Suiça para devolverem o dinheiro sujo e em contrapartida não teriam seus nomes divulgados por envolvimento em corrupção. A notícia foi vazada pelo jornalista inglês Andrew Jennings e divulgada pela BBC através do programa Panorama, nesta 2ª-feira. A questão foi trazida a público pelo canal a cabo ESPN e também abordada pelo Estadão. Que é que a Globo tem a ver com isso? A distribuição das cotas dos jogos a serem televisionados foi negociada diretamente pela Globo junto aos clubes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol. Como tem maior poder de fogo, e deixando para trás as outras redes de televisão, e até o Clube dos 13, a Globo manteve sua hegemonia adquirindo a parte mais cobiçada dos jogos. E só conseguiu isso graças ao apoio recebido de Ricardo Teixeira. É voz corrente nos meios esportivos do País que existe uma relação promiscua entre Ricardo Teixeira e a Rede Globo.
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A polêmica sobre a realização do Campeonato Mundial de Futebol no Brasil continua ativa. Há quem é contra e quem é a favor. Mas os órgãos de imprensa, Rede Globo à frente, fingem que não enxergam o que está acontecendo nos bastidores das negociações para a confirmação dos estádios onde serão realizadas as partidas. Pior: alguns estádios sequer foram iniciados, como é o caso do já chamado Itaquerão que será construido pelo Corinstians no bairro paulista do mesmo nome. Mas o dado mais curioso em tudo isso é a desqualificação do estádio do São Paulo para sediar o jogo de inauguração da Copa. É que Ricardo Teixeira tem divergências políticas com Juvenal Juvêncio, presidentge do São Paulo. Isso porque Juvêncio não apoiou o candidato de Teixeira à presidência do Clube dos 13. O Morumbi é o estádio com as melhores condições para receber o jogo de abertura do Mundial 2014. Mas, Ricardo Teixeira utilizou sua influência junto à FIFA, e conseguiu que a entidade máxima do futebol mundial rejeitasse o projeto de ampliação e modernização do gigante do Morumbi.Motivos? Sabe-se lá o que rolou nas conversas entre a CBF e a FIFA. Coisa decente não foi! Vejam os leitores a manipulação de valores estabelecidos para reformar do Maracanã. De uma previsão inicial de aproximadamente R$ 700.000.000,00 (setecentos milhões de reais), o valor atualizado já passa de um bilhão de reais.
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Na verdade, toda essa demora na construção dos estádios que sediarão jogos da Copa  tem uma explicação: os cartolos do futebol brasileiro vão adiando a contrução dos estádios - que em tese seria realizada  pela iniciativa privada - para quando chegar o momento crítico de apresentar as praças de esportes para a competição, ai, diante da premência de tempo, se apela para o governo, que acabará financiando as obras. Dinheiro que deveria ser aplicado na educação, na saúde,
na segurança, investido no desenvolvimento econômico que gera emprego e renda. Esperem para ver o resultado dessa lenga-lenga dos responsáveis pela construção da Arena da Copa a ser erguida em São Lourenço da Mata-PE. No final das contas, "para cumprir prazos", o governo do Estado é que terá que se virar para pagar a conta.
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O futebol brasileiro é um lamaçal fedorento que corre por baixo das sedes da CBF e das federações de futebol dos estados. E os cartolas são na verdade usurpadores do dinheiro público. Os clubes são inadimplentes com os órgãos da receita, com a Previdência Social e sonegam os salários dos trabalhadores de cada agremiação. Primeiro, os cartolas. Se sobrar alguma coisa, pagam os compromissos sociais e trabalhistas. E não é só o futebol. As confederações nacionais e as federações estaduais que gerem as outras modalidades de esportes praticadas no Brasil são outros poços de sujeira que deveriam ser investigadas pelos prejuizos que causam aos cofres públicos do País maquiando competições e empurrando pelo ralo os impostos pagos pelos cidadãos brasileiros.
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Vale ressaltar aqui a firme posição de Dilma Rousseff. A presidente enfrentou os cartolas e os parlamentares corruptos da bancada esportiva do Congresso Nacional. Bateu o pé e disse que dinheiro para construção de estádios só sai do BNDES, e por empréstimo. Os cartolas sonham com as gordas verbas que o governo contumava entregar para tapar os buracos da pilantragem praticada em nome dos esportes nacionais.               

segunda-feira, 16 de maio de 2011

EU VI ESSE JOGO









                                                       Por Emílio E. M. Moura 

0X1
CAMPEONATO PERNAMBUCANO COCA-COLA 2011
2º JOGO DA FINAL
ARRUDA, 15/05/2011

      Defender-se! Esse era o lema do Santa Cruz na segunda partida da decisão do Campeonato pernambucano Coca-Cola 2011. Os comandados de Zé Teodoro marcavam atrás da linha da bola a espera de um erro do adversário para tentar encaixar um contra-ataque. Chances não faltaram. Numa delas, aos 33 minutos do primeiro tempo, Memo se enrolou com a pelota quando os tricolores atacavam com quatro homens e os rubro-negros se defendiam com dois. E o Sport? O Sport trocava passes na frente da área e, como na primeira partida da final, não conseguia criar nada. Detalhe: o desespero estava escancarado no rosto de todos os jogadores. O time de Hélio dos Anjos errava passes e via os seus zagueiros avançarem até a linha de fundo como laterais ofensivos. A pergunta no intervalo era se o Leão teria fôlego para aguentar o resto do jogo.
        O segundo tempo pode ser dividido em duas partes: antes de Romerito e depois de Romerito.  O técnico Hélio dos Anjos desarrumou o seu time ao tirar Wellington Saci e colocar o experiente meia para jogar na lateral-esquerda. Antes dessa substituição o Sport tinha o controle da bola e obrigava o Santa Cruz a fazer faltas para matar as jogadas. Depois de Romerito, o rubro-negro ficou vulnerável pelo lado esquerdo de sua defesa e não conseguia mais sair jogando. Ao perceber essa dificuldade, o treinador do Santa Cruz adiantou a sua marcação e fez com que o time tricolor criasse várias oportunidades. Todas foram desperdiçadas. No final, Marcelinho Paraíba marcou de pênalti. Porém, não havia mais tempo. O Santa Cruz era campeão pernambucano 2011.
        Mérito para a diretoria de futebol do tricolor. O presidente conseguiu unir o clube e, graças a isso, conseguiu enfrentar Sport e Náutico de igual para igual. No entanto, o grande maestro desta orquestra se chama Zé Teodoro. O técnico, além das boas indicações de contratações, transformou os pratas-da-casa outrora vaiados pela torcida em ídolos da massa coral. Foi emocionante ver o time entrar na partida final com cinco jogadores oriundos das categorias de base em um estado que sempre privilegia medalhões em detrimento dos atletas locais. Que sirva de exemplo. Parabéns ao Santa!

-Editoria do Blog: A Coluna de Esportes do Blog é escrita por colaboradores e reflete tão somente a opinião do colaborador.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

                         OS BASTIDORES DA GUERRA INSURGENTE


As relações políticas e diplomáticas dos Estados Unidos com o Paquistão andam um tanto quanto nebulosas. As notas oficiais das autoridades dos dois países não batem com a realidade dos fatos que transpiram do noticiário divulgado pelas agências internacionais. A reação do governo paquistanês à invasão do seu território na operação que eliminou Osama Bin Laden indicam que há um clima tenso entre os dois países. Alto funcionário paquistanês cancela viagem que faria aos Estados Unidos e as palavras do 1º ministro suscitam dúvidas quanto ao"entendimento mútuo" que tenta passar o Departamento de Estado norte-americano. O que freia o ímpeto da reação paquistanesa são os bilhões de dólares entregues anualmente por Washington para manter a segurança daquele País. Os atentados desta 6ª-feira, destruindo instalações militares e ceifando vidas paquistanesas foram perpetrados pela milícia Taleban do mulá Omar, cujas ações de guerrilhas são tão fortes no Paquistão quanto no Afeganistão. O Taleban é aliado da Al-Qaeda e o mulá é o eventual comandante das operações conjuntas dos dois países contra alvos pró-ocidentais.E porta-voz da milícia afirmou que a reação contra a morte de Bin Laden "está apenas começando".

Os fatos mostram que o movimento insurgente de cunho político-religioso criado por Bin Laden está latente não só entre grandes parcelas da população do Afeganistão como em apreciáveis parcelas do povo paquistanês. Não há, a rigor, um controle do governo paquistanês sobre as atividades políticas e ações insurgentes da Al-Qaeda como do Taleban em seu território. O governo do Afeganistão, por sua vez, não contém os grupos milicianos que agem nas montanhas e nas cidades. E o fluxo de insurgentes entre as fronteiras dos dois países indica que o controle sobre eles vai ficando cada vez mais difícil. Não é exagero afirmar que os exércitos dos dois países não serão capazes de barrar esse fluxo. E com a saída anunciada de tropas americanas do Afeganistão tudo leva a crer que as fronteiras entre os dois países irão se fechando de tal forma a ponto de Al-Qaeda e Taleban formarem grupos unidos que podem resultar numa possível fusão dos dois países. Para evitar que isso aconteça será necessário que os Estados Unidos e seus aliados europeus levam a efeito uma ação militar em larga escala, o que resultaria em reação das milícias e mais carga do Ocidente. Em suma, uma guerra de grandes proporções que visaria eliminar o Taleban e os focos locais da Al-Qaeda. Não esquecer que o Paquistão tem bomba atômica. Noutro artigo comentaremos as implicações disso nos outros países dessa parte da Ásia, principalmente do Oriente Médio e parte da África.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

            ALGUNS  DOS  BISNETOS
                                                        
                                                                   Vinicius ( 3 anos)
                                                        Gheovanna Mel (6 meses, com a avó)
                                               Júlia Gabrielly ( na maternidade)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

                           UR-11
 UMA POLÍTICA COMUNITÁRIA NEBULOSA
      QUEM É CANDIDATO PRA VALER? CADÊ AS CHAPAS? 
    
A POLÍTICA COMUNITÁRIA DA UR-11 é algo nebuloso. Os candidatos se anunciavam, mas agora escondem seus parceiros de chapa; parece que não têm rumos definidos nem projetos políticos para a comunidade. E sob as asas de uma instituição anacrônica, manobram sorrateiramente contribuindo para que a Associação que deveria congregar os cidadãos residentes na vila continuem desacreditando nas pessoas que querem passar por líderes e permaneçam ausentes da mesma. Ou querem transformar a posse da Associação num trampolim político?
Os moradores da comunidade aguardam que os cabeça de chapa mostrem seus companheiros, divulguem-os em lugares de acesso público e digam quais são suas intenções como candidatos à presidência da Associação. Exigem democracia aberta, não esse jogo de esconde.

domingo, 8 de maio de 2011

EU VI ESSE JOGO







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   0    X     2        
CAMPEONATO PERNAMBUCANO COCA-COLA 2011
1º JOGO DA FINAL
ILHA DO RETIRO, 08/05/2011

         O Sport começou a partida com domínio territorial e achava que era senhor das ações. Ledo engano! O ataque rubro-negro só conseguia tocar a bola com tranquilidade até a intermediária. A partir daí, o Santa Cruz marcava com uma aplicação tática de empolgar quem gosta de futebol bem jogado. Nesse caso, ponto para o técnico tricolor Zé Teodoro, pois, teve tato para perceber o desequilíbrio emocional de Thiago Mathias e a dificuldade de Leandro Souza em marcar Bruno Mineiro. Com uma substituição ele matou dois coelhos numa única cajadada: tirou o jogador que estava a ponto de ser expulso, puxou Leandro Souza para jogar na sobra e pôs André Oliveira na cola do centroavante leonino. Após a alteração, Bruno Mineiro foi bem marcado e Leandro Souza cresceu na partida a ponto de ser uma das melhores peças do sistema defensivo do Santa.
          O primeiro gol de Gilberto fez o Sport perceber que não tinha o jogo sob controle. Fato que desesperou o time da casa. O segundo tempo foi um retrato deste desespero: um time que tentava de todas as formas entrar na área do adversário. Porém, só teve sucesso em uma oportunidade quando Ciro, sozinho, cabeceou a bola em cima do goleiro Thiago Cardoso. Após o segundo gol do Santa Cruz, marcado por Landu, os rubro-negros partiram com tudo na tentativa de diminuir a vantagem e deram muitos espaços para a Cobra Coral fazer o que mais gosta: contra-atacar. Não é exagero afirmar que a diferença poderia ser maior a favor do Santa no fim do primeiro jogo da decisão do Campeonato Pernambucano Coca-Cola 2011.
           E agora? Fatura liquidada? Não! O Sport tem jogadores experientes e um técnico competente. Além disso, sabe decidir. Não será estranho se durante a semana seja iniciado um clima de guerra a fim de pressionar o jovem time tricolor. O título ainda não é favas contadas. O Santa Cruz tem uma excelente vantagem. Mas, qualquer desvio de atenção pode devolver ao time da Praça da Bandeira as chances de título.
PIPOCOU 
           Cláudio Mercante não é um árbitro incompetente. Mas, ele foi, no mínimo, frouxo ao não expulsar Thiago Mathias no primeiro lance do Clássico das Multidões. Alguns minutos depois, ele teve novamente a chance de expulsar o capitão tricolor que cometeu falta próxima à área em Bruno Mineiro e não o fez. Os rubro-negros têm razão ao reclamar. Porém, não dá para afirmar que a falta de atitude do árbitro influenciou no resultado da partida. Em nenhum momento do jogo, o Sport jogou como time que queria se impor frente ao adversário. O que se viu foi uma equipe apática e sem reação diante da eficiência do oponente.

EDITORIA DO BLOG: a Coluna  Esportiva do Blog é escrita por colaboradores aos quais se atribui toda responsabilidade pelo que falam; esta foi elaborada por Emílio Eduardo Morais de Moura.

 






sábado, 7 de maio de 2011

           SINISTRO ANUNCIADO    
      A DESTRUIÇÃO SE REPETE
AS CHUVAS INTENSAS VOLTARAM COM INTENSIDADE
 REGIÃO METROPOLITANA E ZONA DA MATA SOFREM
         CIDADES INTEIRAS DEBAIXO D'ÁGUA
AS PROVIDÊNCIAS ATRAZARAM; POVO DESABRIGADO
    TUDO ISSO FOI PREVISTO HÁ +OU- 2 MESES
              E AGORA, QUE SERÁ FEITO? 
 AS VÍTIMAS DAS ENCHENTES de junho de 2010 nem chegaram a arrumar o que recuperaram após o nível das águas baixarem, e nova catástrofe se abate sobre a Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata de Pernambuco. O rio Una mais uma vez recebeu volume excessivo de água. Fortes chuvas caídas em suas cabeceiras e despejadas por seus afluentes, e, assoreado e invadido em suas margens, saiu de  sua calha e produziu estragos nas mesmas cidades que havia praticamente destruído no ano anterior. Agua Preta, a cidade mais atingida, ficou literalmente debaixo d'água. Barreiros sofreu profundo golpe em sua infraestrutura e Palmares teve suas atividades paralizadas e as ruas mais vulneráveis invadidas pelas águas. A economia dessas importantes cidades da Zona de Mata teve grandes prejuizos, que se devem somar aos prejuizos ainda não recuperados do sinistro anterior. Grande parcela da população dessas cidades ficou desabrigada, desaolajada, sem moradia e indo para abrigos. Nesses abrigos faltam alimentos, água para beber, condições higiênicas para acomodar famílias com crianças pequena, e são muitas essas famílias. Isso é apenas uma amostra diminuta da situação de miséria em que caíram essas pessoas de cujos braços depende o trabalho que movimenta a economia daquela área. As casas prometidas às vítimas das enchentes de 2010 ainda não foram erguidas (uma autoridade disse que 20 delas foram construidas e entregues). A verdade é que a falta de coordenação das ações para erguer essas casas, a burocracia e a insensibilidade para com o drama das pessoas mais pobres atingidas pela catástrofe estão travando a contrução das moradias prometidas. A maioria ainda depende de terraplenagem das áreas onde serão edificadas. Enfim, falta tudo.
NÃO FORAM APENAS AS CIDADES acima citadas que sofreram prejuizos. Outras cidades da Zona da Mata também sofrem e enfrentam problemas idênticos. No Agreste, há cidades igualmente avassaladas pelas enchentes dos rios.Na Região Metropolitana do Recife a situação é de caos em muitas partes das cidades. Recife e Jaboatão dos Guararapes, pela índice demográfico e grande número de veículos circulando, são as cidades que mais sofrem com as chuvas. A mobilidade urbana dessas cidades fica prejudicada pelos alagamentos, as pessoas não conseguem chegar em tempo aos seus locais de trabalho e as cidades registram prejuizos com queda da arrecadação de impostos, com despesas na área técnica de Defesa Civil, auxílio moradia (cujo valor é irrisório) e providências para fornecer alimentos aos desabrigados, entre outros transtornos. Na Muribeca, vasta área de Jaboatão dos Guararapes, as comunidades estão literalmente debaixo d'água. O sistema viário de Jaboatão não suporta a grande movimentação de veículos, parte dos quais está sendo desviada em seu trajeto. E isso leva mais transtornos para outras áreas já de si sobrecarregadas.
AINDA NA RMR,  Camaragibe e São Lourenço da Mata sofrem com o transbordamento do rio Capibaribe. Em laguns trechos, as casas ficam às margens do rio e estão debaixo d'água e em outros, as pessoas estão ilhadas, sem poderem sair para trabalhar. Em bairros ditos nobres, como Rosarinho, Poço da Panela, Casa Forte e outros as águas também causaram estragos. A Av. Agamenon Magalhães, um dos principais corredores de transporte da RMR, o canal transbordou e o trânsito sofre fortes retenções. 
IMPORTANTE DESTACAR a administração do volume hídrico represado em Carpina e Tapacurá. As autoridades do setor falam que está tudo "sob controle"; que as descargas das represas visam dá maior segurança ao sistema e proteger a população dos três municípios mais vuneráveis ao sistema, ou seja: Recife, São Lourenço da Mata e Camaragibe.Mas o excesso de água acumuldao nas três grandes represas do rio Capibaribe indica que há déficit de espaço para respresamento das águas por ocasião de grandes eventos chuvosos. E já se planejou a ampliação dessas represas ( em alguns caso, um bom serviço de dragagem talvez fosse suficiente)? Ou a contrução de outras represas, em condições de maior segurança? Os meteorologistas e ambientalistas afirmam que esse ciclo de chuvas fortes tende a se acentuar, de acordo com o mapa do clima do Nordete, que sofre variações períódicas.
NUNCA É DEMAIS AFIRMAR que esse período fortemente chuvoso atualmente em andamento foi devidamente previsto por autoridades meteorológicas locais e nacionais. A Dra. Francis Lacerda, meteorologista -chefe do setor específico subordinado ao Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), há apenas dois meses e dias divulgava o mapa das chuvas que cairiam sobre a RMR e Zona da Mata de Pernambuco. Dois ou três meses não são suficientes para a solução dos grandes problemas das enchestes no Estado. Mas foi um período suficiente para se alertar os prefeitos no sentido de serem adotadas providências para minimizarem os efeitos desse desastre que atualmente prejudica a economia do Estado, dificulta a mobilidade das cidades-polos e lança  ao desespero centenas de famílias que ficam sem suas casas, vão viver de ajuda nem sempre adequada e passa um atestado de imobilidade, senão de incompetência das autoridades de todos os níveis hierárquicos do bravo Leão do Norte.
ESPERA-SE QUE AGORA as chamadas autoridades constituídas (competentes?) "trabalhem fazendo", como disse um cidadão que reclamava do um prefeito a lentidão das providências para resolver os problemas da cidade, e aqui, por extensão, do Estado. Casas populares para os desabrigados, retirada das populações que vivem em áreas de risco à beira dos rios, dragagem dos rios nas partes assoreadas, reposição da mata ciliar, reanalise do sistema de barragem para represamento das ágas das grandes chuvas, drenagem das ruas das cidades e campanhas educativas das populações-alvo para aprenderem a prevenir, minimizar e conviver com sinistros inevitáveis. O povo espera por isso.É uma tatefa gigantesca, é dispendioso, mas é para isso que a população paga impostos.Ninguém vai evitar grandes eventos chuvosos na RMR, Zona da Mata e parte do Agreste de Pernambuco. Mas é necessário que os governos federal, estaduais e principalmente municipais, em um trabalho sério e coordenado, planejem ações para enfrentamento dessas situações. Foi para isso que o povo os elegeu.













































quarta-feira, 4 de maio de 2011

    BIN LADEN É MORTO NO PAQUISTÃO
FORÇAS  ESPECIAIS DOS EUA MATARAM O TERRORISTA
      O SIMBOLISMO DESSE ACONTECIMENTO
É oficial. O presidente dos Estados Unidos Barack Obama anunciou nas princeiras horas desse 02 de maioa morte de Osama Bin Laden por um grupo de elite das forças especiais da marinha americana. Bin Laden era tido como chefe da rede terrorista Al Qaeda e apontado como mentor intelectual do ataque terrosrista que em 11 de setembro de 2001 destruiu as torres gêmeas de Nova Iorque. A ação terrorista atacou também o Pentágono (centro das decisões da defesa norte-americana); utilizou nas ações quatro aviões comerciais lotados de passageiros, provocando a morte de milhares de pessoas no ar, no edifício e em terra. Um dos quatro aviões utilizados na ousada ação da Al Qaeda teria caído numa região deserta e segundo a mídia foi derrubado antes de atingir seu alvo, que supostamente seria a Casa Branca,  em virtude da reação dos passageiros. 
Causou estranheza nos meios políticos e diplomáticos mundiais o fato de Bin Laden há algum tempo morar no Paquistão. E no centro de uma cidade, a pouca distância da Academia que forma a oficialidade das forças armadas do País.Os observadores internacionais vinham notando a conduta do governo e grupos paquistaneses, e hoje resulatam em afirmar se o governo daquele País teve algum envolvimento com os grupos ligados a Al Qaeda facilitando a movimentação de Bin Laden dentro do território paquistanês. Há indícios desse envolvimento, não propriamente do governo, mas de grupos radicais islâmicos infiltrados na estrutura de governo do Paquistão. De há muito tempo o Paquistão vem se revelando um aliado pouco confiável dos países ocidentais, principalmente dos Estados Unidos, que fornecem bilhões de dólares àquele País para reforçar suas forças armadas e treinar suas tropas. Sabe-se que o movimento religioso Taleban - dirigido pelo sanguinário e intolerante mulá Omar -   braço armado muçulmano no Afeganistão, nasceu no Paquistão. E foi lá que criou musculatura político-militar para se afirmar como força capaz de arregimentar em seu País um exército poderoso que dominou o Afegasnistão, derrotou as forças invasoras da antiga União Soviética e enfrenta numa guerra sem qualquer regra  as forças norte-americanas que atuam no País substituindo o exército soviético.
Como entender que as autoridades do Paquistão não sabiam da presença de Bin Laden em seu território? Como conceber que os esquadrões especiais das forças armadas americanas procurassem Bin Laden nas desérticas e empueiradas montanhas do Afeganistão quando  o procurado estava bem aconchegado em cidade do Paquistão? A casa onde o terrorista foi morto fica numa área cercada de quartéis, distando poucos métros de uma academia militar. E barreiras militares que revistam tudo e todos não conseguiram detectar a passagem de Bin Laden, um  homem, alto (1m90), de feições típicas e facilmente identificável! Dificil de entender. Por que os Estados Unidos realizaram ações militares no Paquistão sem conhecimento do governo do Paí? A resposta já foi dada acima: os norte-americanos não acreditavam na fidelidade do aliado e temiam vazamento de informações sobre a operação planejada cuidadosamente pela Casa Branca.
País divido por diversas correntes políticas sem muita afeição pela democracia, o Paquistão teve muitas oportunidades de implantar um regime compartilhado, forte e identificado com as necessidades de justiça, trabalho e paz de sua população. Benazir Bhutto, que em duas ocasiões se elegeu 1ª-ministra, foi deposta do cargo e acabou assassinada pelas forças conservadoras e radicais que dominam o Paquistão. Essas forças não tinham interesse em delatar Bin Laden. Ao contrário, davam-lhe cobertura e o escondiam dos grupos ligados ao Ocidente. País detentor de armas nucleares, o Paquistão é hoje o fiel da balança de toda aquela área. A indisfaçável intimidade entre o Paquistão e o Afeganistão leva a acreditar que as forças radicais e conservadoras de ambos pretendem uma maior aproximação entre os dois países. Talvez a fusão. O que seria extraordinariamente danoso para as tentativas de estabilizar o Paquistão e a região.
Finalmente, questiona-se a veracidade da notícia da morte de Bin Laden. Questionamento lógico, em se tratando de caso de tamanha repercussão internacional. Mas no mundo da política e da inteligência militar as coisas funcionam obedecendo critérios que só os estrategistas militares sabem explicar. Segundo expert em segurança, a guarda ou eposiçao do corpo de Bin Laden  seria uma provocação irresponsável; poderia suscitar ações de resgate por grupos islâmicos radicais suicidas. E a exposição de retratos do corpo mutilado do terrorista seria um ato irresponsável por parte dos Estados Unidos, pois seria interpretado por seus seguidores como confronto ideológico com viés provocativos.
Resta lembrar que Bin Laden foi morto, mas a Al Qaeda continua viva, com células autônomas espalhadas pelo mundo inteiro. Inclusive, dentro dos próprios Estados Unidos. A linha editorial do blog não tem simpatia por nenhum tipo de terrorismo, nem pela política externa dos Estados Unidos(também terrorista) nem pela apodrecida sociedade norte-americana. Mas é papel da imprensa  informar os fatos com a frieza que eles representam; analisar os acontecimentos é uma das vertentes da mídia. Neste contexto, o blog não tem como não creditar méritos à política externa de Barack Obama e reconhecer  o acerto de suas estratégias diplomáticas no trato  deste caso de repercussão internacional.

-Texto refundido por conter incorreções e falhas de natureza técnica.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

          CHUVAS  INTENSAS NA RMR
A Região Metropolitana do Recife continua sob chuvas intensas. A mobilidade da cidade está fortemente prejudicada pelos alagamentos que se formam nas partes mais baixas das cidades, principalmente do Recife. O trânsito da cidade apresenta grande lentidão nas ruas principais do centro e as pessoas têm dificuldades de se locomoverem de suas casas para seus locais de trabalho, escolas, hospitais, etc. Nas áreas perto de canais a coisa fica mais complicada. Sem poderem correr por valas insanamente  entupidas por moradias não planejadas que ocupam a maior parte do leito dos canais, as águas das chuvas se espraiam para lugares menos nivelados, invadem ruas, estradas e avenidas vitais para o escoamento do trânsito. A frota de veículos perde velocidade, e o resultado de tudo isso é um grande prejuizo econômico para a cidade, para os cidadãos que precisam trabalhar e para os proprietários de veículos que quebram na buraqueira escondida sob as águas. Nem a frota de ônibus consegue trafegar regularmente. As empresas concessionárias do serviço público de transporte coletivo sofrem com a queda na arrecadação, pois os alagamentos reduzem o número de viagens progrmadas para os ônibus retendo os veículos e os trabalhadores que precisam desse meio de transporte ficam pelo meio do caminho, não chegam ao trabalho nem conseguem voltar para casa. Cidade ao nível do mar,  de piso impermeablizado em grandes extensões e de esgotamento fluvial precário (construído há várias décadas, exceto os das avenidas mais recentes), Recife parace não ter solução para os seus problemas de alagamentos por ocasião das grandes chuvas.
É desolador para o cidadão recifense o panorma que se descortina à sua frente diante de chuvas de maior potencial pluviométrico. Problemas que se repetem há dezenas de anos a desafiarem a capacidade dos governantes da cidade.Mais desolador fica, quando esse cidadão sabe que cidades com piso abaixo do nível do mar, como a maioria das cidades holandesas, dominaram as enchentes, não têm alagamentos, mas sim uma  vida econômica altamente produtiva, sem problemas de retenção de trânsito, sem atrasos nos orários de trabalho. Por que isso acontece?  Essa pergunta pode ser formulada aos prefeitos de toda a RMR, mas notadamente aos do Recife, de Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Cabo de Santo Agostinho. Nessas cidades, aproximadamente 60% da população vive em morros, ocupam encostas ou barreiras escavadas nesses declives. A falta de planejament urbano, o descaso com a população mais pobre (exatamente a parte dos trabalhadores que mais contribuiram para a construção das cidades), o uso político da miséria como moeda de compra de voto e a irresponsabilidade dos setores técnicos dessas administrações é o resultado de tudo isso que está ai à vista de todos.
Há mais de 7 décadas, quando se permitiu a ocupação desordenada dos alagados da RMR e dos morros da região, esse problema é recorrente. A grande leva de retirantes da seca e da fome em virtude da queda de produtividade da cana-de-açúcar na zona da mata e de mudanças significativas na forma do cultivo da mesma que chegou ao Reife e se espalhou pelos municípios vizinhos não teve a atenção devida das autoridades urbanas. Pernitiram que a ocupação desordenada se fizesse e se consolidasse, e hoje é difícil lidar com os graves problemas que acometem as cidades da RMR por casião das chuvas.
Faltou boa vontade, seriedade e sensibilidade para  com os segmentos mais pobres dos trabalhares nessa região, e a falta de planejamento criou essas "monstruosidades" sociais que hoje exigem organização e mobilização de órgãos como Defesa Civil que consomem recursos que poderiam ser utilizados para manutenção, conservação e melhorias de canais, de conjuntos populares não construídos, de instalação de uma rede de proteção social decente e duradoura. Ainda há tempo; se os gestores do passado, as mesmas pessoas que hoje reclamam das precárias condições viárias, sanitárias e de segurança social das cidades não tiveram essa sensibilidade, cabe aos atuais edis, com o apoio dos governos do Estado e do País, começarem o replanejamento das suas cidades e torná-las capazes de oferecer aos seus cidadãos um pouco de tranquilidade e de dignidade. O que não pode é continuarmos a assistir esses espetáculo degradante de cidades paralizadas por alagamentos, deslizamentos de barreiras, mortes desnecessárias porque previsíveis e cidadãos trabalhadores envergonhados por serem filhos de uma terra tão próspera e bela como é o nosso Brasil.

domingo, 1 de maio de 2011

MANUELA ALVES (BLOG ENTREVISTA)

                                                
                                              MANUELA   ALVES

 Fundadora e gestora da web radioenoticia, Manuela Alves, 26 anos, é professora de língua portuguesa da Escola Alfredo Freire, assessora de imprensa de grupos de música de forró, estudante de jornalismo da Faculdade Joaquim Nabuco, além de fazer parte da equipe da Rádio Tropical FM 95.1

Blog: Como surgiu a ideia de criar a webradio?
 Mamuela Alves: Na verdade minha intenção seria criar um blog.Mas comecei a pesquisar e acabei encontrando como se criava uma web rádio e dai liguei para um amigo meu e passamos dois dias testando até que conseguimos.rsrsrs!3 dias depois criei o carro chefe da programação que é o programa romãntica comandado por mim desde março de 2010.

B: Como você concilia todas essas atividades profissionais e acadêmicas com a sua vida privada?
MA: Dá tempo para tudo.rsrsrsrs!é só organizar os horários direitinho mas confesso que tem hora que o dia deveria ter 27 horas.rsrsrs!mas de de vez em quando dá para ficar de pernas para o ar comendo pipoca em casa.


B: Como é a estrutura de funcionamento da radioenoticia? A rádio é digital no seu todo ou alguns programas são feitos ao vivo?
MA: A rádio funciona 24h digitalmente porém toda programação e atualização das músicas são feitas por mim.No momento apenas o romãntica está em caráter ao vivo mas bem por falta de locutores mesmo.Em breve pretendo treinar algumas pessoas para entrarem no mundo da radiofonia.

B: Quais são os passos (técnicos) para a montagem de uma webradio?
MA: Criação de um site e mais compra de um streaming(que é onde as músicas são armazenadas e executadas no rádio web).Não tem mistério o lance maior é gerenciar mesmo o sistema que tem que ser tudo pensado já que tenho a rádio e notícia como uma rádio normal que toca músicas atualizadas então para isso é preciso estar antenado nas novidades.

B: Que implicações legais resultam da manutenção de uma webradio?
MA: Não ocorre nenhum tipo de legalização.Apenas é pago o streaming dentro do site.
B: Viver de literatura no Brasil é inviável; a atividade jornalística é um sonho que nem sempre se realiza. Escritora ou jornalista? Quais são suas perspectivas diante dessa realidade?

MA: Concilio as duas profissões e uma completa a outra me completando também.Sou feliz com as duas profissões e não pretendo deixar nenhuma.A realidade é vivida dia pós dia e não é a profissão e sim o profissional.Temos que buscar os nossos espaços da melhor forma possivel e ser feliz mesmo.

B: A radioenoticia tem alguns patrocínios. Isso garante retorno suficiente para cobrir despesas com pro labore, energia, telefone e internet?

MA: Não tenho patrocinio.Tudo é pago do meu bolso com muito esforço porém com muita satisfação.



B: Quantas pessoas atuam na gestão da radioenoticia? E quantas outras atuam como colaboradoras? Como caracterizar essa colaboração?
MA: Na gestão duas: Eu e o André Alcântara quem cuida das atualizações do site.E colaboradores tenho o cantor JOÃO LACERDA(PADRINHO DA RÁDIO) que sempre ajuda também e nos dá aquela força.Algumas bandas de forró como a BANDA PAIXÃO PROIBIDA que também colabora com o nosso sucesso envia links da rádio para seus fãs e tudo se torna uma ajuda.Hoje eu posso contar com uma pessoa super especial que é o Marcos Henrique (apresentador do cinema antes) que vem fazendo um sucesso na rádio e notícia com o seu programa diferente e descontraído de falar de cinema a quem eu também agradeço é um anjo mesmo deixo o meu obrigada para ele.
B: A radioenoticia é um projeto acabado ou você vislumbra salto mais ousado no mundo da raiofonia no futuro?
MA: Com certeza quero dar salto mais altos na radiofonia brasileira e levantar mesmo essa bandeira de que é possivél trazer programas de qualidade e fazer radialismo bem feito na internet.Graças a rádio e notícia hoje estou indo para uma rádio FM que é a tropical FM 95,1 um convite super especial que surgiu exatamente dos trabalhos realizados com os meus assessorados e também na web rádio e notícia.Mas continuo normalmente com meu programa romântica trazendo muita música de qualidade para o mundo virtual.rsrsrs

B: Que conselhos ( ou advertências) você daria a quem pretende implantar uma webradio?
MA: Que se integre ao nosso meio webradiofônico e faça parte desse mundo que só quem vive dentro dele é que pode sentir todo carinho e também toda responsabilidade de levar as pessoas um pouco de alegria,de música e porque não um pouco de experiência para o brasil e mundo.Tenho ouvintes inclusive do uruguai,Portugal entre outros. O meu conselho é que invista mesmo porque é uma experiência ímpar na vida principalmente para quem está começando.

- A entrevista com Manuela foi respondida via e-mail e postada na íntegra conforme o original.