SINISTRO ANUNCIADO
A DESTRUIÇÃO SE REPETE
AS CHUVAS INTENSAS VOLTARAM COM INTENSIDADE
REGIÃO METROPOLITANA E ZONA DA MATA SOFREM
CIDADES INTEIRAS DEBAIXO D'ÁGUA
AS PROVIDÊNCIAS ATRAZARAM; POVO DESABRIGADO
TUDO ISSO FOI PREVISTO HÁ +OU- 2 MESES
E AGORA, QUE SERÁ FEITO?
AS VÍTIMAS DAS ENCHENTES de junho de 2010 nem chegaram a arrumar o que recuperaram após o nível das águas baixarem, e nova catástrofe se abate sobre a Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata de Pernambuco. O rio Una mais uma vez recebeu volume excessivo de água. Fortes chuvas caídas em suas cabeceiras e despejadas por seus afluentes, e, assoreado e invadido em suas margens, saiu de sua calha e produziu estragos nas mesmas cidades que havia praticamente destruído no ano anterior. Agua Preta, a cidade mais atingida, ficou literalmente debaixo d'água. Barreiros sofreu profundo golpe em sua infraestrutura e Palmares teve suas atividades paralizadas e as ruas mais vulneráveis invadidas pelas águas. A economia dessas importantes cidades da Zona de Mata teve grandes prejuizos, que se devem somar aos prejuizos ainda não recuperados do sinistro anterior. Grande parcela da população dessas cidades ficou desabrigada, desaolajada, sem moradia e indo para abrigos. Nesses abrigos faltam alimentos, água para beber, condições higiênicas para acomodar famílias com crianças pequena, e são muitas essas famílias. Isso é apenas uma amostra diminuta da situação de miséria em que caíram essas pessoas de cujos braços depende o trabalho que movimenta a economia daquela área. As casas prometidas às vítimas das enchentes de 2010 ainda não foram erguidas (uma autoridade disse que 20 delas foram construidas e entregues). A verdade é que a falta de coordenação das ações para erguer essas casas, a burocracia e a insensibilidade para com o drama das pessoas mais pobres atingidas pela catástrofe estão travando a contrução das moradias prometidas. A maioria ainda depende de terraplenagem das áreas onde serão edificadas. Enfim, falta tudo.
NÃO FORAM APENAS AS CIDADES acima citadas que sofreram prejuizos. Outras cidades da Zona da Mata também sofrem e enfrentam problemas idênticos. No Agreste, há cidades igualmente avassaladas pelas enchentes dos rios.Na Região Metropolitana do Recife a situação é de caos em muitas partes das cidades. Recife e Jaboatão dos Guararapes, pela índice demográfico e grande número de veículos circulando, são as cidades que mais sofrem com as chuvas. A mobilidade urbana dessas cidades fica prejudicada pelos alagamentos, as pessoas não conseguem chegar em tempo aos seus locais de trabalho e as cidades registram prejuizos com queda da arrecadação de impostos, com despesas na área técnica de Defesa Civil, auxílio moradia (cujo valor é irrisório) e providências para fornecer alimentos aos desabrigados, entre outros transtornos. Na Muribeca, vasta área de Jaboatão dos Guararapes, as comunidades estão literalmente debaixo d'água. O sistema viário de Jaboatão não suporta a grande movimentação de veículos, parte dos quais está sendo desviada em seu trajeto. E isso leva mais transtornos para outras áreas já de si sobrecarregadas.
AINDA NA RMR, Camaragibe e São Lourenço da Mata sofrem com o transbordamento do rio Capibaribe. Em laguns trechos, as casas ficam às margens do rio e estão debaixo d'água e em outros, as pessoas estão ilhadas, sem poderem sair para trabalhar. Em bairros ditos nobres, como Rosarinho, Poço da Panela, Casa Forte e outros as águas também causaram estragos. A Av. Agamenon Magalhães, um dos principais corredores de transporte da RMR, o canal transbordou e o trânsito sofre fortes retenções.
IMPORTANTE DESTACAR a administração do volume hídrico represado em Carpina e Tapacurá. As autoridades do setor falam que está tudo "sob controle"; que as descargas das represas visam dá maior segurança ao sistema e proteger a população dos três municípios mais vuneráveis ao sistema, ou seja: Recife, São Lourenço da Mata e Camaragibe.Mas o excesso de água acumuldao nas três grandes represas do rio Capibaribe indica que há déficit de espaço para respresamento das águas por ocasião de grandes eventos chuvosos. E já se planejou a ampliação dessas represas ( em alguns caso, um bom serviço de dragagem talvez fosse suficiente)? Ou a contrução de outras represas, em condições de maior segurança? Os meteorologistas e ambientalistas afirmam que esse ciclo de chuvas fortes tende a se acentuar, de acordo com o mapa do clima do Nordete, que sofre variações períódicas.
NUNCA É DEMAIS AFIRMAR que esse período fortemente chuvoso atualmente em andamento foi devidamente previsto por autoridades meteorológicas locais e nacionais. A Dra. Francis Lacerda, meteorologista -chefe do setor específico subordinado ao Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), há apenas dois meses e dias divulgava o mapa das chuvas que cairiam sobre a RMR e Zona da Mata de Pernambuco. Dois ou três meses não são suficientes para a solução dos grandes problemas das enchestes no Estado. Mas foi um período suficiente para se alertar os prefeitos no sentido de serem adotadas providências para minimizarem os efeitos desse desastre que atualmente prejudica a economia do Estado, dificulta a mobilidade das cidades-polos e lança ao desespero centenas de famílias que ficam sem suas casas, vão viver de ajuda nem sempre adequada e passa um atestado de imobilidade, senão de incompetência das autoridades de todos os níveis hierárquicos do bravo Leão do Norte.
ESPERA-SE QUE AGORA as chamadas autoridades constituídas (competentes?) "trabalhem fazendo", como disse um cidadão que reclamava do um prefeito a lentidão das providências para resolver os problemas da cidade, e aqui, por extensão, do Estado. Casas populares para os desabrigados, retirada das populações que vivem em áreas de risco à beira dos rios, dragagem dos rios nas partes assoreadas, reposição da mata ciliar, reanalise do sistema de barragem para represamento das ágas das grandes chuvas, drenagem das ruas das cidades e campanhas educativas das populações-alvo para aprenderem a prevenir, minimizar e conviver com sinistros inevitáveis. O povo espera por isso.É uma tatefa gigantesca, é dispendioso, mas é para isso que a população paga impostos.Ninguém vai evitar grandes eventos chuvosos na RMR, Zona da Mata e parte do Agreste de Pernambuco. Mas é necessário que os governos federal, estaduais e principalmente municipais, em um trabalho sério e coordenado, planejem ações para enfrentamento dessas situações. Foi para isso que o povo os elegeu.
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