NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
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EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
A SEMANA EM CINCO TÓPICOS
FUTEBOL E CORRUPÇÃO - RICARDO TEIXEIRA E HAVELLANGE PUNIDOS PELA JUSTICA SUIÇA- A CONTA DA FARRA DA COPA DO MUNDO PODE TERMINAR PAGA PELO CONTRIBUINTE - DILMA BATE O PÉ E DIZ NÃO
A Rede Globo de Televisão deveria se pronunciar a respeito das sérias denúncias formuladas pela BBC de Londres sobre o escândalo de corrupção envolvendo o ex-presidente da FIFA, João Havellange e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol Ricardo Teixeira. Teixeira é genro de Havellange, e ambos foram processados pela Justiça da Suiça. Cada um teve que devolver à Justiça Suiça US$ 9.000.000,00 (nove milhões de dólares). De propinas que receberam da empresa de marketing esportivo ISL. Isso equivale a R$ 14.700.000,00 (Catorze milhões e setecentos mil reais, em câmbio atualizado). Os brasileiros em causa fizeram um acordo com o Ministério Público da Suiça para devolverem o dinheiro sujo e em contrapartida não teriam seus nomes divulgados por envolvimento em corrupção. A notícia foi vazada pelo jornalista inglês Andrew Jennings e divulgada pela BBC através do programa Panorama, nesta 2ª-feira. A questão foi trazida a público pelo canal a cabo ESPN e também abordada pelo Estadão. Que é que a Globo tem a ver com isso? A distribuição das cotas dos jogos a serem televisionados foi negociada diretamente pela Globo junto aos clubes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol. Como tem maior poder de fogo, e deixando para trás as outras redes de televisão, e até o Clube dos 13, a Globo manteve sua hegemonia adquirindo a parte mais cobiçada dos jogos. E só conseguiu isso graças ao apoio recebido de Ricardo Teixeira. É voz corrente nos meios esportivos do País que existe uma relação promiscua entre Ricardo Teixeira e a Rede Globo.
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A polêmica sobre a realização do Campeonato Mundial de Futebol no Brasil continua ativa. Há quem é contra e quem é a favor. Mas os órgãos de imprensa, Rede Globo à frente, fingem que não enxergam o que está acontecendo nos bastidores das negociações para a confirmação dos estádios onde serão realizadas as partidas. Pior: alguns estádios sequer foram iniciados, como é o caso do já chamado Itaquerão que será construido pelo Corinstians no bairro paulista do mesmo nome. Mas o dado mais curioso em tudo isso é a desqualificação do estádio do São Paulo para sediar o jogo de inauguração da Copa. É que Ricardo Teixeira tem divergências políticas com Juvenal Juvêncio, presidentge do São Paulo. Isso porque Juvêncio não apoiou o candidato de Teixeira à presidência do Clube dos 13. O Morumbi é o estádio com as melhores condições para receber o jogo de abertura do Mundial 2014. Mas, Ricardo Teixeira utilizou sua influência junto à FIFA, e conseguiu que a entidade máxima do futebol mundial rejeitasse o projeto de ampliação e modernização do gigante do Morumbi.Motivos? Sabe-se lá o que rolou nas conversas entre a CBF e a FIFA. Coisa decente não foi! Vejam os leitores a manipulação de valores estabelecidos para reformar do Maracanã. De uma previsão inicial de aproximadamente R$ 700.000.000,00 (setecentos milhões de reais), o valor atualizado já passa de um bilhão de reais.
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Na verdade, toda essa demora na construção dos estádios que sediarão jogos da Copa tem uma explicação: os cartolos do futebol brasileiro vão adiando a contrução dos estádios - que em tese seria realizada pela iniciativa privada - para quando chegar o momento crítico de apresentar as praças de esportes para a competição, ai, diante da premência de tempo, se apela para o governo, que acabará financiando as obras. Dinheiro que deveria ser aplicado na educação, na saúde,
na segurança, investido no desenvolvimento econômico que gera emprego e renda. Esperem para ver o resultado dessa lenga-lenga dos responsáveis pela construção da Arena da Copa a ser erguida em São Lourenço da Mata-PE. No final das contas, "para cumprir prazos", o governo do Estado é que terá que se virar para pagar a conta.
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O futebol brasileiro é um lamaçal fedorento que corre por baixo das sedes da CBF e das federações de futebol dos estados. E os cartolas são na verdade usurpadores do dinheiro público. Os clubes são inadimplentes com os órgãos da receita, com a Previdência Social e sonegam os salários dos trabalhadores de cada agremiação. Primeiro, os cartolas. Se sobrar alguma coisa, pagam os compromissos sociais e trabalhistas. E não é só o futebol. As confederações nacionais e as federações estaduais que gerem as outras modalidades de esportes praticadas no Brasil são outros poços de sujeira que deveriam ser investigadas pelos prejuizos que causam aos cofres públicos do País maquiando competições e empurrando pelo ralo os impostos pagos pelos cidadãos brasileiros.
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Vale ressaltar aqui a firme posição de Dilma Rousseff. A presidente enfrentou os cartolas e os parlamentares corruptos da bancada esportiva do Congresso Nacional. Bateu o pé e disse que dinheiro para construção de estádios só sai do BNDES, e por empréstimo. Os cartolas sonham com as gordas verbas que o governo contumava entregar para tapar os buracos da pilantragem praticada em nome dos esportes nacionais.
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