NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

EU VI ESSE JOGO









                                                       Por Emílio E. M. Moura 

0X1
CAMPEONATO PERNAMBUCANO COCA-COLA 2011
2º JOGO DA FINAL
ARRUDA, 15/05/2011

      Defender-se! Esse era o lema do Santa Cruz na segunda partida da decisão do Campeonato pernambucano Coca-Cola 2011. Os comandados de Zé Teodoro marcavam atrás da linha da bola a espera de um erro do adversário para tentar encaixar um contra-ataque. Chances não faltaram. Numa delas, aos 33 minutos do primeiro tempo, Memo se enrolou com a pelota quando os tricolores atacavam com quatro homens e os rubro-negros se defendiam com dois. E o Sport? O Sport trocava passes na frente da área e, como na primeira partida da final, não conseguia criar nada. Detalhe: o desespero estava escancarado no rosto de todos os jogadores. O time de Hélio dos Anjos errava passes e via os seus zagueiros avançarem até a linha de fundo como laterais ofensivos. A pergunta no intervalo era se o Leão teria fôlego para aguentar o resto do jogo.
        O segundo tempo pode ser dividido em duas partes: antes de Romerito e depois de Romerito.  O técnico Hélio dos Anjos desarrumou o seu time ao tirar Wellington Saci e colocar o experiente meia para jogar na lateral-esquerda. Antes dessa substituição o Sport tinha o controle da bola e obrigava o Santa Cruz a fazer faltas para matar as jogadas. Depois de Romerito, o rubro-negro ficou vulnerável pelo lado esquerdo de sua defesa e não conseguia mais sair jogando. Ao perceber essa dificuldade, o treinador do Santa Cruz adiantou a sua marcação e fez com que o time tricolor criasse várias oportunidades. Todas foram desperdiçadas. No final, Marcelinho Paraíba marcou de pênalti. Porém, não havia mais tempo. O Santa Cruz era campeão pernambucano 2011.
        Mérito para a diretoria de futebol do tricolor. O presidente conseguiu unir o clube e, graças a isso, conseguiu enfrentar Sport e Náutico de igual para igual. No entanto, o grande maestro desta orquestra se chama Zé Teodoro. O técnico, além das boas indicações de contratações, transformou os pratas-da-casa outrora vaiados pela torcida em ídolos da massa coral. Foi emocionante ver o time entrar na partida final com cinco jogadores oriundos das categorias de base em um estado que sempre privilegia medalhões em detrimento dos atletas locais. Que sirva de exemplo. Parabéns ao Santa!

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