NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013


 LEMBRANÇAS QUE NÃO PRECISAM LEMBRAR
Noites frias de um inverno mesclado com calor de verão diurno  propiciam a oportunidade de divagar sobre o passado. E pela cabeça de um oitentão saudosista de tempos e coisas que não voltam mais passam lembranças as mais diversas. Nos sonhos da velhice de um menino do mato  desfilam como num filme episódios díspares, que vão de cheiro de mel e de animais, de canaviais  e cafezais; visão de rios, lagos; cachoeiras, antas, jacarés e capivaras, cobras d’água e galinhas na capoeira. Carro-de-boi cantando na derrapada do terreno, casa grande, engenho, infância.  E não faltam as recordações de amores,  vividos em várias fases da vida, não apenas na infância. Amores que duraram um dia, outros nem isso. Amores de menino e amores de homem maduro. Aqueles que foram um encanto, outros, desencantos; os que deram certo e os que foram sem nunca terem sido. Escolhas feitas, vivências sofridas; passos errados e passos não dados. Esperanças, destemperos, desilusões. Perdas irreparáveis e decisões necessárias. Tudo que ocorre na vida de um mortal.
Maria Rita, Jaqueline, Maria Eduarda, Gilda, Lúcia, alguns nomes que podem ser citados, e outros que o bom senso recomenda não citar. Tudo num passado que vai do longe ao pouco distante, se confundindo com um presente em que os elementos emotivos extrapolam o imediatismo e mergulham numa síndrome de admiração,  respeito, desejo de querer estar presente na imaginação sem precisar estar perto fisicamente.
Menino, engenho, onça, jacaré, capivara. E a coragem de não falar muito para não comprometer.

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