NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


                    NOS TEMPOS DE MINHA AVÓ
Um homem da floresta descia a montanha de pedra quando encontrou um cientista inglês  que pesquisava borboletas. Calçando uma bota de cano longo e vestindo roupa de couro e luvas de borracha, além de portar atlas e apetrechos de ofício,  o sábio se pôs a conversar com o pobre homem protegido apenas por um calção de fibras silvestres. Por mais que se esforçasse para explicar seu interesse pelas borboletas, o sábio estrangeiro não se fazia entender. Então ele foi dizendo ao seu pobre interlocutor que  era um cientista, formado e que convivia com outros sábios, e que eram todos intelectuais.
Precisando ir ao rio pescar o peixe para o jantar daquele tarde  e o almoço dos dias seguintes, o  homem quase nu caminhou para o vale. Um matuto que o vira conversando com aquela figura estranha perguntou-lhe quem ele era.
-É um intelectual
-Que é um intelectual?,  indagou assustado.
-É um sujeito besta que pensa que sabe tudo.
         (Lembrando “sá” Maria do Rosário, minha vó paterna).

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