NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013


  FALÊNCIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
Bom dia para os amigos do Facebook. Vergonhosa a situação em que se encontra o Hospital das Clínicas da UFPE. Sem médicos para atenderen as ocorrências; sem equipamentos de aferição de imagens e praticamente sem laboratório de patologia clínica que possam apoiar o diagnóstico e tratamento de quem procura atendimento alí; sem professores para orientarem os residentes e acadêmicos, com paredes comprometida em importantes áreas de sua estrutura física... Mais: sem elevadores funcionando, com escadas às escuras; sem sanitários para os pacientes de ambulatórios (os que existem em andares alternados não têm pia, falta água e até os vasos sanitários não existem mais). Com uma capacidade instalada abaixo das necessidades da demanda de um hospital público. Essa é a parte visível dos problemas de um hospital-escola que já foi referência no Nordeste e Norte do País e no plano nacional em muitas espeficicações médicas. A parte não visível é ainda pior. Em uma palavra, o HC é uma entidade falida. Quando se transferiu do predio do antigo Hospital Pedro II para o atual campus universitário em 1980, o HC já apresentava sinais de desgaste. O personalismo de professores titulares (antigos "catedráticos") invibializava o funcionamento de um bloco hospitalar com administração centralizada. A ponto de o último diretor na era Pedrro II, professor Nelson Moura, reunir o grupo de gestão para encontrar saida para a crise em que se debatia o HC. Sugeriu medidas, que se não dessem resultados positivos levariam a uma medida drástica: fechar o hospital. Para quem ajudou na construção de uma estrutura administrativa para o HC é frustrante ter que ouvir e ver o noticiário da televisão mostrar a quantas chegou a incompetência das diretorias que se sucederam na direção daquele hospital nas três últimas décadas. E tristemente constatar a necessidade de uma gestão privada para salvar o HC, já que o modelo de gestão pública de há muito entrou em estado de falência.

- Emílio Moura foi chefe do SAME do HC da  UFPE.

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