FALÊNCIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
Bom dia para os amigos do Facebook.
Vergonhosa a situação em que se encontra o Hospital das Clínicas da UFPE. Sem
médicos para atenderen as ocorrências; sem equipamentos de aferição de imagens
e praticamente sem laboratório de patologia clínica que possam apoiar o
diagnóstico e tratamento de quem procura atendimento alí; sem professores para
orientarem os residentes e acadêmicos, com paredes comprometida em importantes áreas de sua estrutura física...
Mais: sem elevadores funcionando, com escadas às escuras; sem sanitários para
os pacientes de ambulatórios (os que existem em andares alternados não têm pia,
falta água e até os vasos sanitários não existem mais). Com uma capacidade
instalada abaixo das necessidades da demanda de um hospital público. Essa é a
parte visível dos problemas de um hospital-escola que já foi referência no
Nordeste e Norte do País e no plano nacional em muitas espeficicações médicas.
A parte não visível é ainda pior. Em uma palavra, o HC é uma entidade falida.
Quando se transferiu do predio do antigo Hospital Pedro II para o atual campus
universitário em 1980, o HC já apresentava sinais de desgaste. O personalismo
de professores titulares (antigos "catedráticos") invibializava o
funcionamento de um bloco hospitalar com administração centralizada. A ponto de
o último diretor na era Pedrro II, professor Nelson Moura, reunir o grupo de
gestão para encontrar saida para a crise em que se debatia o HC. Sugeriu
medidas, que se não dessem resultados positivos levariam a uma medida drástica:
fechar o hospital. Para quem ajudou na construção de uma estrutura
administrativa para o HC é frustrante ter que ouvir e ver o noticiário da
televisão mostrar a quantas chegou a incompetência das diretorias que se
sucederam na direção daquele hospital nas três últimas décadas. E tristemente
constatar a necessidade de uma gestão privada para salvar o HC, já que o modelo
de gestão pública de há muito entrou em estado de falência.
- Emílio Moura foi chefe do SAME do HC da UFPE.
- Emílio Moura foi chefe do SAME do HC da UFPE.
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