INDIFERENÇA
Sobre o fétido lixo menino chora,
Um pedaço de pão;
resto de comida,
Qualquer coisa que pudesse nessa hora
Mitigar a fome de uma pobre vida.
Passei no meu carro
azul- prateado
Arrotando o caviar que comi no resort,
Nem percebi a miséria do condenado
Pois estava pensado na minha sorte
De ter comprado aquela terra adubada
E ali plantar produtivas fruteiras;
Sou rico, tenho uma vida arrumada...
E o menino? Que come? Como ficará?
-Que menino falas, dizes
asneiras!
Penso no lucro que essa terra dará.
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