ALMA
ADOLESCENTE
Quando nas noites lúbricas de lua cheia
os céus escuros de luz ficam bordados,
na praia piso na branca e macia areia,
mil amores de antanho são recordados.
A brisa fria que açoita meu pobre peito
no meu caminhar lento e pensativo,
digerindo dissabores, e esse meu feito
de querer, desqurer, negar... é cansativo.
O brilho da lua na
água tépida se reflete
Como um pingo no espelho já sem cor,
E sem brilho, essa aventura se repete;
Pescador, tira tua rede desse vasto mar!
Não pesque ilusões, não acredite nesse amor...
-Embora ninguém viva bem senão com um par.
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