FAXINANDO O BRASIL
O Brasil passa por uma tempestade política,
econômica e social. Por termos uma imprensa livre e instituições fortes estamos
vendo serem desvendados escândalos nas três esferas do Poder, que em outras
situações seriam jogados para debaixo do
tapete. A sujeira é tamanha, que o
tapete estufou e os podres ficaram à mostra. Temos uma Polícia federal que a
tudo investiga, uma Controladoria Geral da União que manda investigar a todos. Um Ministério Público atento e atuante. Nunca
dantes se viu empreiteiros na cadeia, doleiros e lobistas terem suas vidas
devassadas. Mas tudo isso ainda é pouco
em face do muito que se tem para investigar, passar pelas barras dos tribunais
e seus responsáveis terminarem atrás das
grades. Tem que se quebrar o sigilo bancário e telefônico de presidentes, tesoureiros
e líderes de todos os partidos. É indispensável investigar toda essa gente. Tem
que se quebrar a couraça que protege
políticos de partidos das elites, como PSDB, PPS, DEM e todos os demais. É
preciso apurar, e mostrar para o público, a bandalheira que foi o apadrinhamento de banqueiros falidos no
governo FHC, quando 51 bilhões de dólares foram dados a esses banqueiros, os
bancos faliram e nenhum centavo foi devolvido aos cofres públicos; desengavetar processos dessa época e publicar
as maracutaias praticadas por quadrilhas
chefiadas pela filha de José Serra, então ministro do planejamento.
Ela e a mulher de Daniel Dantas, abriram dezenas de empresas de fachadas no
exterior para "lavar" o dinheiro que era desviado dos cofres
públicos. Onde estão esses processos, abertos pelo MP na época, que FHC silenciou? É um volume de dinheiro bem maior
do que o desviado com o chamado escândalo da Petrobras. E ainda falta prestar
contas do dinheiro (coisa de 8 bilhões
de dólares) disponibilizado pelo DIRD para despoluir a represa Billings, que seria 4 vezes maior
do que a Guarapiranga, mas que nem as autoridades paulistas sabem sua real
extensão, que abrange três municípios da Grande São Paulo. Sem falar, que o
dinheiro também serviria para sanear o rio Tietê. Foi recolhido pelo banco por
falta de projetos com essa finalidade ou que destino tomou? E ainda falta
investigar a Eletrobrás, a Portobras e o setor automobilístico.
Há um mar de lama
correndo por baixo das instituições dos Três Poderes. Drenar essa lama é passar o País a limpo, sem deixar nada nem ninguém de fora. Não importa quem
ficou rico com o dinheiro público, terá que devolver; pouco importa a que
partido pertença quem faz parte dessa podridão, terá que ser investigado,
julgado e punido. O Poder Executivo está sempre na mira, mas não se pode esconder
a fedentina que indica podridão que vem dos porões do Legislativo e do
Judiciário. No Legislativo, políticos derrotados nas últimas eleições não
perdoam sua incapacidade de antever um resultado eleitoras, e como vingança
tudo fazem para desestabilizar o governo. No Judiciário, juízes e ministros
togados vendem sentenças e contribuem para a baderna se alastrar. No Supremo,
ministro que gritava contra o desvio de verbas "que iriam beneficiar as
criancinhas", mora no exterior, em ambiente paradisíaco cuja casa tem torneiras de ouro, puxadores e pegadores do
mesmo metal precioso. Algo, casa e luxo, incompatível com os vencimentos que
recebia do tesouro nacional. Não é pra passar o Brasil a limpo? Então, passemos
o rodo em toda sujeira escondida atrás de fibras, papelão, lata ou ouro.
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