NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

FAXINANDO O BRASIL
O  Brasil passa por uma tempestade política, econômica e social. Por termos uma imprensa livre e instituições fortes estamos vendo serem desvendados escândalos nas três esferas do Poder, que em outras situações  seriam jogados para debaixo do tapete. A  sujeira é tamanha, que o tapete estufou e os podres ficaram à mostra. Temos uma Polícia federal que a tudo investiga, uma Controladoria Geral da União que manda investigar a todos.  Um Ministério Público atento e atuante. Nunca dantes se viu empreiteiros na cadeia, doleiros e lobistas terem suas vidas devassadas.  Mas tudo isso ainda é pouco em face do muito que se tem para investigar, passar pelas barras dos tribunais e  seus responsáveis terminarem atrás das grades. Tem que se quebrar o sigilo bancário e telefônico de presidentes, tesoureiros e líderes de todos os partidos. É indispensável investigar toda essa gente. Tem que se quebrar  a couraça que protege políticos de partidos das elites, como PSDB, PPS, DEM e todos os demais. É preciso apurar, e mostrar para o público, a bandalheira que foi  o apadrinhamento de banqueiros falidos no governo FHC, quando 51 bilhões de dólares foram dados a esses banqueiros, os bancos faliram e nenhum centavo foi devolvido aos cofres públicos;  desengavetar processos dessa época e publicar as maracutaias  praticadas por quadrilhas chefiadas  pela filha de  José Serra, então ministro do planejamento. Ela e a mulher de Daniel Dantas, abriram dezenas de empresas de fachadas no exterior para "lavar" o dinheiro que era desviado dos cofres públicos. Onde estão esses processos, abertos pelo MP na época, que FHC  silenciou? É um volume de dinheiro bem maior do que o desviado com o chamado escândalo da Petrobras. E ainda falta prestar contas do dinheiro  (coisa de 8 bilhões de dólares) disponibilizado pelo DIRD para despoluir  a represa Billings, que seria 4 vezes maior do que a Guarapiranga, mas que nem as autoridades paulistas sabem sua real extensão, que abrange três municípios da Grande São Paulo. Sem falar, que o dinheiro também serviria para sanear o rio Tietê. Foi recolhido pelo banco por falta de projetos com essa finalidade ou que destino tomou? E ainda falta investigar a Eletrobrás, a Portobras e o setor automobilístico.


Há um mar de lama correndo por baixo das instituições dos Três Poderes. Drenar  essa lama é passar o País a limpo, sem deixar  nada nem ninguém de fora. Não importa quem ficou rico com o dinheiro público, terá que devolver; pouco importa a que partido pertença quem faz parte dessa podridão, terá que ser investigado, julgado e punido. O Poder Executivo está sempre na mira, mas não se pode esconder a fedentina que indica podridão que vem dos porões do Legislativo e do Judiciário. No Legislativo, políticos derrotados nas últimas eleições não perdoam sua incapacidade de antever um resultado eleitoras, e como vingança tudo fazem para desestabilizar o governo. No Judiciário, juízes e ministros togados vendem sentenças e contribuem para a baderna se alastrar. No Supremo, ministro que gritava contra o desvio de verbas "que iriam beneficiar as criancinhas",  mora  no exterior, em ambiente paradisíaco cuja  casa tem  torneiras de ouro, puxadores e pegadores do mesmo metal precioso. Algo, casa e luxo, incompatível com os vencimentos que recebia do tesouro nacional. Não é pra passar o Brasil a limpo? Então, passemos o rodo em toda sujeira escondida atrás de fibras, papelão, lata ou ouro.

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