Duas áreas estão a merecer a atenção das autoridades estaduais e federais. Principalmente, da presidente eleita Dilma Housseff. Saúde e educação têm sido os gargalhos que empanam uma melhor conceituação do Brasil por parte dos órgãos de controle da Organização das Nações Unidas (ONU). E também dos órgãos internos de aferição do padrão de vida dos brsileiros, como o IBGE.
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Na saúde, apesar dos indiscutíveis esforços do governo federal e de alguns governos estaduais, a situação é de caos. Quando a ação oficial avança, melhorando o perfil de atendimento das populaçoes mais carentes através do SUS, a iniciativa privada se retrai, fechando unidades de saudes particulares. Isso ocorre principalmewnte nas periferias das grandes cidades, pois a tendêndia é a concentração do atendimento em áreas mais restritas, chamadas polos médicos.
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É interessante notar que o avanço das ações de saúde na Regão Metropolitana do Recife via implantção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), somadas às policlinicas municipais e aos hospitais recém-inaugurados pelo governo do Estado de Pernamuco, sem deixar de citar as unidades hospitalares já existentes, parece não ter surtido o efeito imediato desejado. As emergências parecem mais superlotadas do que nunca. Isso tem explicação.
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Antes, a população mais carente fugia do sofrimento da nas filas e do sofrimento com a demora nos ambulatórios e nas policlínicas. Não acreditava na assistência médica prestada pelo serviço público. Então, as pessoas se auto-medicavam ou morriam à mingua. Com as UPAS, cresceu a procura por serviços médicos, e como essas unidades não internam, mandam os pacientes para as emergêncas dos grandes hospitais que continuam lotadas ou para os novos hsotpitais recém-criados pelo governo. Essas novas unidades têm atendimento restrito a poucas especialidades, dai o impacto nas emergências tradicionais. Curioso, não? Detalhe: já não se ver pacientes em macas pelos corredores da emergência.
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A destacar a escassez de profissionais especializados em certas áreas. Ortopedia, pediatria, neurologia, entre outros. Esses profissionais, como vimos, escassos no mercado local, ou migram para regiões economicamente mais adiantadas ou se limitam ao trabalho nos grandes hospitais e seus consultórios. É que os salários pagos pelo serviço público são irrisórios, e esses profissionais especializados procuram se valorizar, buscando outras alternativas de emprego. É um direito deles.
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Nos últimos anos. segundo o IBGE, tem havido uma reduçaõ no número de internações. Esse é um fenômeno algo difiícil de compreender. Mas não é privilégio do Brasil; ocorre em toda América Latina e até em alguns países europeus. Esse fato decorre de mudanças conceituais de política de saúde. O tratamento ambulatorial tem sido priorizado pelas autoridades de saúde. As autoridades dessa área valorizam a construção de unidades de atendimento básico, dai a queda no número de internações. No setor público houve considerável aumento do número de unidades construidas, enquanto o setor privado fechou grande número de estabelecimetos de saúde.
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Finalmente, é importante destacar o aumento de aquisição de equipamentos de diagnóstico por imagem, em todo o Pais, o que apressa o diagnóstico e também concorre para reduzir o número de internações muitas vezes desnecessárias. Infelizmente, a população mais desprovida de recursos não tem sido beneficiada diretamente por esse progresso médico-tecnológico visualizado nos últimos anos. É que os mais modernos euipamentos de diagnóstico por imagem têm sido adquiridos por hospitais particulares, e só as pessoas que pagam bons planos de saúde têm acesso a esses serviço. Enquanto nos hospitais públicos, quando se consegue marcar um exame desses já decorreram muitos meses, ou anos.
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