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EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

                                          A GANÂNCIA NÃO TEM LIMITES


O crescimento econômico das nações industrializadas ou em via de industrialização (os chamados emergentes) fica cada vez mais desumano. Nas grandes economias, a pauta de discussão é o mercado financeiro e a produção de bens de consumo duráveis. É indispensável registrar crescimento dos altos índices de transações nas bolsas de valores, ainda que para isso se exija mais sacrifícios de vidas humanas.

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Nos Estados Unidos, os principais índices das bolsas de valores apontam para um crescimento dirigido (não espontâneo) do setor imobiliário e da saúde, duas bombas chiando diante do contribuinte médio americano. A área imobiliária, com seus "papagaios" vencidos e não quitados obriga o governo a investir no mercado. Na área da saúde, os planos de universalização da saúde de Barack Obama esbarram no conservadorismo da classe média americana que não quer nem ouvir falar nisso de "transferência de renda".

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Por isso, os Estados Unidos apresentam o paradoxo de serem a maior potência mundial na área econômica, militar, tecnológica, industrial, etc., com um PIB de mais de 13 trilhões de dólares, e, inversamente, disporem de um dos piores serviços de saúde pública do Planeta. 40% da população americana não tem seguro de saúde (nossos malfadados planos), sendo atendido de forma humilhante por uma rede de saúde particular( hospital público por lá é utopia).
                                    
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Agora mesmo os estados Unidos estão se infiltrado em áreas perigosas, fortemente explosivas. Depois de retirarem suas tropas do Iraque e transferir parte delas para o Afeganistão, se viram num encruzilhada. A guerra do Afeganistão é um caso perdido, a União Soviética entendeu isso e entregou o "pacote" aos americanos, que achavam que sua tecnologia militar era capaz de eliminar o Taliban e capturar Osama Bin Laden. A guerra em causa não trouxe muito retorno aos EUA. Por isso, eles estão forjando uma nova guerra na Ásia entre as duas Coréias. Ali, sim, vai haver espaço para consumir mais armamentos, mais munições, fardamentos, desovar a grande quantidade de alimentos de guerra que superlotam os armazens do Departamento de Defesa.

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E então, a indústria de guerra dos Estados Unidos vai intensificar suas atividades, criando milhões de empregos nas várias áreas de produção para o esforço de guerra, o tesouro americano vai amealhar trilhões de dólares com o incremento industrial, a economia volta a girar e o Pais vai ficar mais rico. Ainda que para isso milhares de americanos percam a vida em campos de batalha ou fiquem mutilados. Barack Obama na sua utopia de um mundo capitalista melhor nada poderá fazer para evitar esse desastre. Obama, finalmente descobriu o que todo presidente americano sabe: que o presidente americano ( qualquer que seja ele) é apenas um gerente de um grande espólio econômico dominado pelo capitalismo apátrida e selvagem.

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Os americanos poderão estar engendrando ou retomando manobras que os caracterizaram em passado nem tão distante. Gerar a guerra, ficar fomentando-a à distância e enriquecendo ainda mais às custas dela. Só que também podem estar entrando numa nova encruzilhada, talvez sem volta. Uma guerra entre as Coréias certamente não será convencional. Estarão em jogo naquela região interesses múltiplos, como problemas de fronteiras com a China super-armada e dotadas de armas atômicas, questões de segurança com a Índia e o Paquistão, ambos igualmente detentores de armas nucleares, sem falar nos humores da cúpula dominante do Irã com seus escrúpulos anti-Israelitas, não esquecendo que a Rússia não aceitaria pacificamente uma troca de amabilidades nucleares debaixo de suas barbas.

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