Não é de hoje que o Rio de Janeiro enfrenta graves inquietações sociais. A segurança da sociedade de há muito desapareceu da antiga capital da República. Governos diversos se sucederam na gestão do Estado, mas a segurança só era tratada de forma pontual. Na visita do Papa à cidade ou durante os jogos olímpicos ou outros eventos importantes as autoridades mobilizaram as forças policiais para manter um clima de ordem. Até parecia que um acordo de cooperação existia entre governo e bandidos. Mas a segurnça na velha cap chegou a uma de desespero nos últimos meses. A ocupação de algumas favelas, de onde o governo expulsou grupos de traficantes e instalou as chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) que passaram a ocupar o espaço antigamente dominado pelos bandidos. gerou uma reação, com a bandidagem levando o terrorismo às margens de outras comunidades ainda em poder dos bandidos.
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A consequência dessa reação foi o estabelecimento de um verdadeiro clima de guerra civil no Rio de Janeiro. Aliás, esse clima de guerra civil na Cidade Maravilhosa já era latente há bom tempo. As autoridades que não se importavam com essa situação vergonhosa para uma cidade que já foi capital da República e é o principal centro de atração turística do País.A mobilização da polícia assanhou a bandidagem; dos presídios, advogados e parentes de chefes de facçoes serviam de pmbo-correio para troca de mensagens com ordens de ação para os grupos escastelados nas grandes favelas cariosas. É bom lembrar que no Rio de Janeiro existe cerca de 650 favelas, isoladas ou agrupadas, com uma população colossal de milhões de habitantes..
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Marcola, famoso bandido que na cadeia se intelectualizou lendo clássicos gregos, declarou em uma entrevista que as autoridades cariocas desde décadas passadas se omitiram no ordenamento da cidade, abandonando as crianças ao tráfico já então bastante ativo, não pondo na escola e mantendo ocupado esse importante recurso humano, entregando-o a bandidagem que os educou para o crime. "Naquele tempo era a época de cuidar das crianças, fazendo delas cidadãos; mas preferiram que se tornassem bandidos", pontua Marcola.
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Os arrastões, que se tornaram frequentes, levando terror aos habitantes da periferia, intensificou o trabalho da polícia. A reação não se fez esperar, e a bandidagem passou a transformar a cidade em palco de guerra, quieimando ônibus e outros veículos, atacando postos policiais, ordenando toque de recolher em algumas comunidades, agindo como Grupos Organizados. O temor de que pudessem ser expulsos de suas bases de ação levou os bandidos a intensificar suas ações criminosas, e chegaram a ousadia de mandar um bilhete às autoridades dizendo que "com UPP não haveria Olimpíadas nem Copa do Mundo na Cidade". Consideravam-se assim tão fortes e organizados!
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Esse poder e essa organização da bandidaem no Rio de Janeiro revelaram-se fragilizadas, quase inexistentes, a proporção que os líderes dos vários movimentos iam sendo presos e levados para presídios fora do Rio. Essa reversão de quadro começou com a entrada em cena das forças armadas. Carros blindados da marinha e depois do exército, bem como o concurso da Polícia Rodoviária Federal começaram a vasculhar as áreas suspeitas, prenderam bandidos, apreenderam aramas, munições e drogas e estabeleceram uma logística de ação que encurralou os bandidos que agora não tem mais par onde fugirem..Já houve um últimato do comando militar das operações de restabelecimento da ordem social no Rio de Janeiro, determinando lugar onde o bandidos devem se apresentar e depor as armas. Caso isso não aconteça, haverá invasão das favelas onde os bandidos estão sitiados. Aliás, eles já estão fragilizados, com o corte do fornecimento de munição, aprrensão de motos (mais de 300, todas roubadas) e com certeza redução no fornecimento de víveres.
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O Rio de Janeiro vive uma guerra civil; isso não se contesta. Bandidos às centenas fugindo por estradas de barro, matagal e lugares ermos. O bom-senso das autoridades civis e militares evitou um confronto desnecessário com os bandidos em fuga, De ambos os lados das rotas de fuga há muitas favelas onde ainda dominam os bandidos., e uma abordagem da sússia em fuga poderia significar luta campal, com derramento de sangue, mortes de inocentes eventualmente cruzando a linha de fogo. Nada ainda está resolvido definitivamente ali. Mas, com certeza, o desfecho será fatal contra a bandidagem desarticulada, raivosa, encurralada. E toda essa esperança de uma vitória rápida da ordem sobre o crime tem sua razão de ser no massivo apoio da população carioca de todas os segmentos às ações do governo." Todo poder emana do povo", diz a Constituição.
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