O MUNDO EM REVISTA
A INSTABILIDADE POLÍTICA NO ORIENTE MÉDIO
A crise política no Oriente Médio continua a ocupar as primeiras págias da imprensa e a preocupar os líderes ocidentais. O presidente Back Obama, do Estados Unidos, apela para a "serenidade" da população do Egito. População revoltada contra um governo ditatorial que domina o poder ha 30 anos. Hosni Mubarak, de 82 anos, se sustenta no poder durante tanto tempo através da força proprocionada por um exército montado às custas de bilhões de dólares fornecidos anualmente pelos Estados Unidos. A população sofre com a violência, com a falta de emprego, com as dificuldades para adquirir alimentos e com transportes precários e caros. As forças armadas protegem prédios e instalações oficiais do goveno. A polícia, violenta e agindo sem respeito a qualquer coisa que se chame direitos humanos, mata manifestantes nas ruas do Cairo, capital do País. Mas enquanto a polícia age sem controle, o exército não parece tão confiável ao governo. Soldados permitem que populares subam aos tanques de guerra espalhados pelas principais rua da cidade e se confraternizam com eles. O ditador está acuado em seu palácio. Há pouco mais de 30 anos a própria guarda pessoal do então presidente egípcio matou o ditador durante um solenidade pública. O egito não tem tradição democrática, e nas últimas décadas tem sido governado por ditadores apoiados pelos Estados Unidos. A terra dos Faraós é o ponto de equilíbrio, credor da tênue paz reinante na Região. Todo esse afer tem viés políticos, econômicos e religiosos. Israel é um pedaço do Ocidente incrustado no mundo árabe, e é mantido pelas potências ocidentais como ponto de apoio para consolidar a cultura hebráca em sua terra de origem e ao mesmo tempo presevar os interesses dessas potências na Região. Uma guerra dos árabes com Israel é carta fora do baralho. Mas a luta intestina nos próprios meios árabes, com uma religião dividida entre duas fações irreconciliáveis (xiitas e sunitas) é capaz de provocar escaramuças locais que evoluiram para um confronto militar contra os judeus. O que provocaria uma guerra em larga escala na Região. Primeiro, luta armada convencional, depois descambando para um conflito nuclear. Se isso vier a acontecer o mundo inteiro estará direta ou indiretamente envolvido no conflito.
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