22 ANOS SEM O REI DO BAIÃO
Assinalou-se nesta 3ª-feira o falecimento de Luiz Lua Gonzaga. O pernambucano nascido em Exu fez história na música popular brasileira, ao enaltecer em seu extenso leque de composições a figura do sertanejo. Sempre acompanhado do seu parceiro musical, o médico cearence Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga criou um estilo novo de compor, cantar e descrever a vida do homem do sertão. Analisar a letra das músicas de Luiz Gonzaga é estudar a história da vida sofrida desse homem do semiarido brasileiro, que como disse Euclides da Cunha "É acima de tudo um forte".
O baião, gênero popularizado por Luiz Gonzaga, já era cantado em alguns rincões do País. Ma se tornou ritmo nacionalmente conhecido com o trabalho exemplar de Luiz Gonzaga. A música Asa Branca é uma epopéia musical da vida e do sofrimento do nordestino, e o ícone da carreira do artista.

Luiz Gonzaga brilhou nos palcos, no disco e nas ruas de todo o País. Sua carreira durou 50 anos, de dedicação quase sacerdotal ao ritmo que o imortalizou, o baião. Poderia parecer estranho que se estivesse nesse dia comemorando amorte de alguém. Mas na verdade, o mundo artístico - em sentido amplo, seus companheiros de profissão - e a Nação inteira estavam reverenciando, isto sim, a memória de cantor, compositor e ser humano exemplar que fez da música sua forma de expressar sua paixão por este pedaço de terra chamado Brasil.
CRÉDITOS DEVIDOS: A figura de Luiz Gonzaga que ilustra esta postagem foi copiada do Google.

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