FORÇAS DA OTAN COMBATEM JUNTO AOS INSURGENTES * INTERVENÇÃO NOS ASSUNTOS INTERNOS DE UMA NAÇÃO SOBERANA * NOVO GOVERNO EM FORMAÇÃO É UMA INCÓGNITA* POVOS LÍBIOS SÃO TRIBOS INDEPENDENES * LIÇÃO QUE DEVE SER GUARDADA PELOS PAÍSES EMERGENTES DETENTORES DE REURSOS MINERAIS COMO O PETRÓLEO.
Finalmente, Muammar Kadaf foi defenestrado do poder. E a Líbia se tornou uma Nnção soberana, andando com suas próprias pernas? Essa pergunta vem a própósito de notícias pescadas nas entrelinhas do noticiário divulgado pelas agências de notícias ocidenais. Cai um ditador sanguinário e a Nação ainda acéfala é informada da formação de um conselho de transição; notícias mais recentes informa que Mustafá Abdel Khalil, presidente do Conselho de Transição) é o novo primeiro-ministro da Líbia. Nessa encruzilhada em que ainda se encontra a importante nação africana é naturl que as coisas por lá ainda não estejam devidamente equacionadas do ponto de vista político, econômico e institucional. Mas é evidente que o País sacudido por uma revoução popular está a mercê de políticos cujo passado não é bem conhecido. Quem é esse Mustafá? Quais são suas origens? Só os círculos políticos ocidentais o conhecem mais de perto.O que se pode dizer de um líder que não está na frente de batalha, mas nas altas rodas da sociedade européia virr a governar a Líbia?
Todas as conjecturas são válidas no momento como este. Mas a realidade é que a Líbia está longe de ser aquela coisa contada pelas agências internacionais de notícias, todas ocidentais, e oficialmente as únicas fontes de informações disponíveis. Não ocorre ali uma guerra ideológica. Trava-se sim uma batalha de interesse econômico patrocinada pelo Ocidente. Os insurgentes líbios estão armados desde o começo das ações. As armas, é evidente, foram repassadas a eles pelas potências ocidentais. E eles não lutam só. Soldados da OTAN participam ativamente dos combates de rua. A aviação e a Marinha da OTAN bombadeiam constantemente as posições de Kadaf, destruindo suas instalações militares e protegendo os sítios de produção de petróleo.
Barack Obama em frente à estatua do supre-homem, símbolo do ideal norte-americano de supremacia e hegemonia (foto Reuther)
Quando o presidente dos Estados Unidos Barack Obama passou para a OTAN a tarefa de dar apoio aos rebleldes líbios, na verdade a aviação norte-americana com base em porta-aviões da frota americana no Mediterrâneo já havia destroçado as defesas do ditador Kadafi, cojo já o havia feito na guerra do Iraque de Sadan Hussein. De tudo isso se tira uma lição valiosa para os paises emergentes detentores de grandes reservas de recursos naturias como o petróleo: violou-se o princípio da soberania de um País e se interviu nas questões internas de uma Nação soberana, desrespeitando-se os princípios da Carta da ONU e de outros organismos internacionais que regulam as relações entre as nações.
Kadaf, com sua veste de gala dos tempos em que confabulava com Obama sobre os interesses dos dois países ( foto Wikipédia)
A caminhada do Oriente Médio e de nações do Norte da África e parte da Ásia em busca de paz e estabilidade política não é bem vista pelos observadores independentes da cena política internacional.

O Oriente Médio, vendo-se o Golfo Pérsico, o mar Mediterrâneo e outras vias de interligação marítima
Ocorre ali uma simulação de ações planejadas buscando introduzir a Democracia na região. Mas toda aquela área é um caldirão de pólvora prestes a explodir. No caso paticular da Líbia, há que se considerar que o País é composto por dezenas de tribos com estrutura e ideologia próprias. A política do novo primeiro-ministro Mustafá Khalil conseguirá organizar essas tribos e unificar suas ações políticicas? Kadaf o fazia com o uso da força bruta. Essas grupos têm filosofia e costumes hereditários, mais afinados com o espírito de sucessão tribal. Como se comportarão seus membros diante de uma eventual situação na qual suas raízes sejam quebradas?
Não houve uma guerra declarada contra a Líbia, cujo povo é que deveria decidir seus próprios destinos. Houve ações marginais das potências do Ocidente visando assegurar a construção futura de uma rota no Oriente Médio que escoe o petróleo ainda intocado de países asiáticos e o faça transportar até o Golfo Pérsico. Essa guerra da Líbia tem a ver com o que aconteceu no Egito, está acontecend no Iêmem, na Araábia Saudita, na Síria, no Iraque e em outros países daquela área rica em petróleo. Ou seja: a guerra é pelo rico petróleo que movimenta a indústria ocidental.
Muammar Kadaf foi finalmente defenestrado do poder. Mas a Líbia tem futuro incerto. Também como vem sendo comentado aqui no blog. Os insurgentes contra o regime de mais de 42 anos de Kadaf são uma massa heterogênea, composta de dezenas de tribos, cada uma com estrutura e ideologia próprias. Cai Kadaf e entra um propalado conselho de transição. O líder desse conselho já vem sendo tratado na França como “1º-ministro”, e o grupo reclama a liberação de bilhões de dólares depositados no exterior por Kadaf e sua família.O povo, armado, está na rua, ainda sem rumo. Algumas perguntas não calam na mente do observador isento. Quem elegeu esse “1º-ministro”? Como a população será desarmada? Como se fará a unificação da várias tribos que compõem a Líbia? Perguntas difíceis de responder. Mas há indícios de manipulação de meios para formação do novo centro de tomada de decisão do País. Tudo foi urdido na Europa, principalmente na França.
O ex-ditador Kadaf confabula com Barack Obama
Outra verdade que vem sendo omitida desde o início da insurgência líbia é a participação direta de tropas ocidentais nas lutas travadas nas ruas daquele velho País africano. Foi o Ocidente quem armou os insurgentes e os bombardeios da Marinha e da Aviação da Otan minaram a resistência das tropas do sanguinário ditador Kadaf. Desrespeitou-se ai o princípio da soberania das nações e da não intervenção nos assuntos internos dos países. Quando os Estados Unidos entregaram à OTAN a tarefa de continuar “pressionando” o governo da Kadaf, a aviação americana baseada em porta-aviões da Frota Norte-americana no Mediterrâneo já havia destroçado boa parte das bases militares da Líbia. Tal como ocorreu no Iraque de Sadan Hussein.
Opositores de Kadaf desfilam em Trípoli em meio à guerra civil da LíbiaA situação da Líbia não é diferente do que acontece na Síria de Bashar al Assad, no Egito de Mubarak e em outros países daquela área, como o Iêmem, a Arábia Saudita e ouros mais. Em todos esses episódios há o dedo dos interesses ocidentais. Não é bem uma guerra ideológica; é uma guerra pelo petróleo do Oriente Médio, do Norte da África e de países da Ásia.
Golfo Pérsico- os canais de interligação
O Ocidente necessita visceralmente de uma rota pela qual o petróleo dessa região chegue ao Golfo Pérsico e dali possa ser escoado para os centros de consumo da Europa e dos Estados Unidos. Mas tanto na Líbia quanto nos outros países de conotação islâmica onde a insurgência avança e derruba velhos e superados ditadores reina a incerteza quanto ao futuro dos povos. Conseguirão os grupos vencedores apoiados pelas potências ocidentais organizarem governos independentes? O novos líderes que farão a gestão desses países serão aliados do Ocidente? Ou se voltarão contra os anos de dominação e saque de suas riquezas impostos pelas potenciais ocidentais? Melhor esperar para ver como ficará o mapa político desses e de outros países que com certeza também se manifestarão contra o atual estado de coisas.
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O furacão Irene que atualmente varre a costa oeste dos Estados Unidos levou as autoridades norte-americanas a adotarem medidas severas para proteger a população das cidades por onde ele está passando. É impressionante verificar como uma cidade como Nova Ioque teve seu centro comercial praticamente desativado com a paralização dos ônibus, trens e metrô que serve à população.
População de áreas na rota do furacão deixa cidade e levanta barreira de sacos de areia para proteger suas casas.
Até o fechamento das agências de notícias esta tarde, 8 pessoas já haviam morrido em consequência do furação, que já perdeu força, baixando para a categoria 1, mas ainda suficiente para inundar cidades, destruir infraestrutura e matar muita gente, além de prováveis centenas ou milhares de pessoas desabrigadas. Vamos acompanhar a marcha dos acontecimentos, e esperar os relatórios das autoridades americanas.
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Os japoneses ainda estão vivendo sob os horrores do terremoto de março e do consequente tsunami que destruiu boa parte da infraestrutura do norte do País. O evento propiciou uma nova tomada de posição do governo japonês, no rastro dos estragos causados pela usina nuclear de Fukushima. Est semana, o 1º ministro renunciou alegando que “o governo foi incapaz de prever a catástrofe e de adotar medidas para minimizar os efeitos da mesma e proteger a população”. Essa nova tomada de posição do governo japonês levou o país a ordenar uma revisão nas usinas nucleares instaladas no País. O que não é muito fácil de pôr em prática; o Japão tem nas usinas nucleares 80% de todas as suas fontes de energia. E lá não existe potencial hidráulico para grandes fontes de energia. As ocorrências de março no Japão mudaram as expectativas dos investidores japoneses. Grandes empreendimentos estão deixando o País e buscando se instalar em países mais promissores e seguros em termos de catástrofes naturais.
O Brasil se apresenta como alternativa viável, e isso pode atrair para nosso País grandes volumes de capital produtivo proveniente do Japão. O Nordeste, principalmente Pernambuco e Ceará, poderão ser alvos preferidos dos investidores japoneses. Com uma infraestrutura em fase de implantação, já contando com grandes portos como o de SUAPE-PE e PECÉM-CE, um aeroporto internacional como o do Guararapes que será ampliado e contará com nova estação de passageiros e outros com capacidade de carga e descarga de grande tonelagem de produtos, além de extensas áreas onde poderão ser instaladas industriais de grande porte.
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A presidente Dilma Rousseff vem se comportando como verdadeira estadista. Apesar do sistema político brasileiro ser corroído pela corrupção, com políticos fichas sujas assumindo postos eletivos na contramão da ordem institucional criado pela Constituição de 1988, combinada com os dispositivos do Código Civil e outros instrumentos legais do País. No caso dos ministros acusados de corrupção, Dilma convidou-os para uma conversa no Palácio do Planalto, já os tendo advertido através de sua assessoria para trazerem seus pedidos de exoneração numa atitude que configura uma “saída honrosa” para os mesmos. Com isso, a presidente mostrou habilidade política, pois os partidos de sua base de apoio não são muito confiáveis, a começar pelo próprio PT. O PMDB e o PR são duas siglas que desservem e envergonham o País. Também não é possível governar bem dependendo de políticos do quilate de José Sarnei (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), Fernando Collor de Melo (PRTB-AL) e tantos outros deputados e senadores cujos nomes nãos inspiram nenhum confiança.

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