NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011




VIOLÊNCIA DOMINA O CENÁRIO MUNDIAL
MANIFESTAÇÕES NA EUROPA AMEAÇAM A ZONA DO EURO * VISITA DO PAPA À ESPANHA EXPÕE AS CONTRADIÇÕES DE UMA SOCIEDADE EUROPÉIA EM MUTAÇÃO * REVOLTAS ESTUDANTIS NA AMÉRICA LATINA * INSURGÊNCIAS CONTRA A TIRANIA NO  ORIENTE MÉDIO *  PERIGO DE GUERRA ABERTA DE ISRAEL CONTRA SEUS VIZINHOS * O  QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTE MUNDO DO SÉCULO XXI?

                             A  EUROPA E SUAS CONTRADIÇOES

O mundo moderno anunciado para o Século XXI por líderes religiosos, sociólogos e filósofos busca caminhos que parece difíceis de serem encontrados e se enreda nas teias dos interesses capitalistas, nas contradições sociais de uma civilização que perdeu o rumo e de uma conscientização política cada vez mais crescente das populações de todos os cotinentes. Na velha e civilizada Europa, acontecimntos verificados nos centros de tomada de decisão apontam para o descontrole do Continente de onde partiu a civilização ocidental. A União Européia, que seria em tese a formação de um bloco político e econômico uníssono em suas decisões mostra as contradições geradas pela diversidade cultural e pela estrutura socioeconômica de cada uma das Nações-membros. E esse natural choque de interesses põe em risco o mercado comum europeu, uma instituição que deveria facilitar o comércio entre os integrantes do grupo, caminhando para uma unificação tarifária que não ocorreu. O Banco Central Europeu que controla as atividades financeiras e cambiais dos países membros da zona do euro tem se mostrado impotente para impor resoluções unificadas para os países da União Européia. Nações pobres do Grupo, como Grécia, Portugal e Espanha ficaram mais pobres com a adoção do euro. E essas nações enfrentam confulsões sociais devido às imposições ditadas pelo BC de lá. A Espanha do Rei Juan Carlos Alfonso está em meio a uma crise política, econômica e social. Com seus produtos agrícolas sofrendo restrições de importação pelos países vizinhos, tem um 1º-ministro perdendo credibilidade diante da opinião pública e às voltas com revoltas populares contra as leis de "alinhamento com os princípios da União Européia, na verdade imposições do Banco Central Europeu que exige reformas impopulares como contrapartida a concessão de aportes financeiros para equilibrar as contas do País.




Papa visita Espanha (Reuters)
                         Papa Bento XVI em sua primeira visita à Espanha



Ainda na Espanha católica, o papa Bento XVI, presenciou uma manifestação de protesatos populares contra as despesas com sua viagem ao país de Cervantes (o Vaticano informou que seu teseouro custeará as despesas com a viagem do papa); casais gays e grupos homosexuais prtestaram igualmente contra a presença de um papa linha dura, levando a polícia a reprimir  com violência os grupos que protestavam. A Itália de Berlusconi demonstrou sua fragilidade em meio aos distúrbios sociais provocados pelos trabalhadores que não querem abrir mão de direitos trabalhostas e sociais conquistados com árduas lutas ao longo do tempo. Sem contar que o governo de Berlusconi, mergulhados em escândalos sexuais, de corrupção e de falta de comando, não ajuda nada na formulação de propostas sensatas capazes de deter a crise.


                                                        

                  O presidente frncês Nicolas Sarcozy e sua bela esposa Carla Bruni



                      
                               A estonteante cantora e ex-modelo Carla Bruni fazendo pose

 A França, por sua vez, perde terreno para outras nações do grupo e deixa transparecer o despreparo do  governo de Nicolas Sarcozy - com o chefe de governo francês  mais interessado em exibir sua bela esposa, a cantora e ex-modelo Carla Bruni - para enfrentar os problemas econômicos e sociais do País. A Inglaterra, que não abriu mão de sua moeda - a Libra esterlina - enfrenta problemas na comunidade britânica; o 1º-ministro David Cameron há pouco interrompeu suas férias de verão e voltou à Londres para comandar o gabinete de crise implantado para enfrentar a situação interna do País.Até a Alemanhã, o País economicamente mais robusto da Europa atual, sinaliza para a necessidade futura de recorrer ao Banco Central para organizar suas contas.

Toda essa situação de instabilidade política, econômica e social que ameaça a Europa da zona do Euro acaba contaminando os Estados Unidos, locomotiva que puxa o trem da economia mundial. A crise econômica norte-americana, fruto dos desacertos de gestões anteriores, também influência o mercado europeu, pois vivemos num mundo globalizado.Lá, nos Estados Unidos, as hopotecas imobiliárias vencidas dos mais ricos foram financiadas pelo governo; os mais pobres estão inscritos na lista da dívida pública americana. As grandes indústrias encolheram; algumas empresas americans fecharam suas portas. O déficit do tesouro americano supera a receita prevista, e foi preciso um arranjo entre o executivo e o Congresso para elevar o teto da dívida pública americana. Isto é, aumentaram um pouco a capacidade de endividamento dos Estados Unidos.


                                                             
                                                 Presidente norte-americano Barack Obama


 Mas isso não basta. Esse teto precisa ser ainda mais alargada sob pena de os Estados Unidos não pagarem suas dívidas e darem o maior calote da história. O presidente Barack Obama, político astuto, aproveitou a crise e utilizando ônibus blindado das forças armadas norte-americans, penetrou no terreno minado dos seus adversários. Está tentando conquistar eleitores numa região tradicionalmente de tendência republicana, quer dizer, de oposição. Obama afirma que a crise norte-america não é das intituições, que no seu entender, estão fortes e preparadas para solver os problemas. Insiste em afirmar que a crise é política. Cabe a ele, Obama, provar a veracidade dessas afirmações e, ganhando as próximas eleições, retomar o programa de recuperação da economia america.

                                      CHILE, EQUADOR, COLÔMBIA
A crise européia e norte-americana parece fazer parte de um contexto histórico que por certo será devidamente abordado pelos historiadores. O clima  que respiram as nações sulamericanas está  em sintonia com o espírito da revouão francesa e princípios outros assimilados de movimentos libertários pontuais que acabaram se espraiando para o mundo inteiro.
No Chile de Sebastian Piñero, a juventuda está nas ruas reclamando contra a política restritiva do governo quanto ao financiamento da educação; os jovens exigem mais verbas para a educação e ensino de melhor qualidade. No Equadro, o governo wnfrewnta uma onda de protestos contra as medidas impopulares de Rafael Corrêa. E na  Colômbia, a pobreza é responsável pela série de manifestações contra o sistema político vigente.

                                 ÁSIA E ORIENTE MÉDIO ESQUENTAM O NOTICIÁRIO

Na Ásia, Afeganistão e Paquistão contam seus mortos em atentados diários. O governo do Afeganistão é impotente para derrotar a milícia Taleban, com simpatizantes encrustada em setores da administração. No Paquistão, um caldeirão de pólvora que ninguém sabe ao certo que governa, atentados nestes últimos dias mataram dezenas de milicianos e soldados regulares. O arsenal nuclear do Paquistão é o ponto nevrálgico da situação caótica que impera naquele País. O governo ainda detém o domínio sobre esse arsenal e para felicidade da região, o País não tem condições tecnológicas para arremessar petardos nucleares contra seus inimigos. Até quando as armas nucleares ficarão sob o controle do governo atual. A gestão ainda tem um núcleo pró-ocidental, mas está minada de simpatizantes de milicias rivais que tentam tomar o poder pela força.
Israel se arma como pode para enfrentar os grupos islâmicos diversos que atuam no Oriente Médio. A situação caótica do Egito pós-Mubarak não permite um diagnóstico seguro da situação por ali. O Egito abriu um espaço na faixa de Gaza por onde penetram armas e municões que vão alimentar os grupos que ainda alimentam o espírito da OLP. Neste fim de semana, incursões de rebeldes no território israelita deixaram dezenas de mortes e feridos. Israel respondeu, usando sua aviação para bombardear as posições inimigas de onde são lançados foguetes contra o território judeu. Espera-se uma agravamento da situação no Oriente Médio, com a possibiidade de Israel intervir para fechar a passagem da Faixa de Gaza que permite a movimentação  dos  grupos guerrilheiros. Há um perigo de guerra  aberta na região, com o exército de Isael invadindo posições de grupos islâmicos que invadem seu território e lançam foguetes que matam seus cidadãos civis.
Na Síria, a situação do presidente Bashar al Assad se torna cada dia insustentável. Apesar das promessas de reformas, o povo o quer fora da presideência.


                                       
                                          O presidente da Síria Bashar al Assad

Não é improvável que pessoas do seu próprio grupo venham a assassiná-lo para pôr fim à  crise.
Na Líbia, Muammar Kadaf se sustenta por um fio de navalha. É iminente sua queda, por deposição ou assassinato.


                                                       

                                              O líder da Líbia Muammar Kadaf


 Acuado, o octagénario líder líbio que já foi chamado de o tesoureiro do diabo, não tem alternativas para se manter no governo. Seu futuro é sombrio, se for deposto, será preso e levado a julgamento por crimes contra a Humanidade. Arábia Saudita, Iêmem, Iraque, Irã e outros países da região vivem dias convulsos com seus povos nas ruas protestando contra o desemprego, a fome e a concentração de riquezas nas mãos de meia dúzia de tiranos.

As pessoas se perguntam sobre o que é que está acontecendo no mundo. Qualquer resposta no momento é mera especulação. Mas é evidente que uma onda reformista varre todos os continentes, principalmente a Ásia. Para onde os países caminham? Ninguém sabe ao certo. Pode estar havendo uma acomodação aos costumes ocidentais, ou, inversamente, uma retomada de posição, com tentativas de restauração das culturas desses países degradadas pela influência estrangeira. No caso do Oriente Médio e do mundo islâmico, a expectativa é ainda mais incerta, podendo nascer dai mudanças que possam ser profundamente desagradáveis para as culturas ocidentais.

                                                                    Middle East Map
                                                           Mapa em miniatura do Oriente Médio



EDITORIA DO BLOG: AS FOTOS QUE ILUTRAM ESTA CRÔNICA, BEM COMO O MAPA EM MINIATURA, FORAM CAPTADOS DO GOOGLE E DA WIKIPÉDIA.


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