DIA INTERNACIONAL
DA DANÇA
A DANÇA É UM REMÉDIO QUE PODE ALIVIAR MUITOS MALES DO CORPO E DA ALMA; MAS CUIDADO COM OS EXCESSOS; TANTO VALE A CLÁSSICA COMO A POPULAR
O mundo artístico comera hoje o Dia Internacional da Dança. A
comemoração tem tudo a ver com bem estar, equilíbrio corporal, emocional e
controle mental, saúde enfim. O movimento é a dinâmica da estabilidade dos
corpos. Essa é uma lição de física que se aplica com toda propriedade à saúde.
Não importa o tipo de dança que se pratica. Pode ser clássica, popular ou simplesmente brejeira ou brega. O que
importa é o movimento. O balé é a forma mais expressiva e erudita da dança. O
(a) bailarino (a) quando já devidamente treinado executa movimentos que desafiam
a gravidade. Seu corpo está condicionado aos movimentos mais diversos, e alguns
espetáculos de dança erudita exibidos por companhias internacionais de balé,
notadamente as russas, dão a impressão de que no palco os artistas quebram
todas as convenções de limites corporais; oram parecem deslizar sobre o piso do
palco, ora dão a impressão de que voam. A dança tem essa conotação interessante;
o ser humano se supera e vence com o gingado do corpo todas as barreiras cinéticas
que em condições normais são tidas intransponíveis. A explicação para tudo isso
é o treinamento longo, duro, penoso e pertinaz. Da mesma forma que os
astronautas passam por treinamentos rigorosos para dentro de capsulas espaciais
suportarem ultrapassar as barreiras da gravidade, os bailarinos também tem seus
treinamentos específicos para torná-los leves, capazes de como uma pluma
executarem movimentos incríveis. Só vence nesses treinamentos quem tem estrutura
orgânica flexível o suficiente para suportar o rigor dos treinamentos nas
escolas de balé. Vencidas as etapas básicas, o bailarino inicia sua caminhada
em direção aos voos mais altos tolerados pelo corpo humano. Isso significa que
esses artistas atingem um grau maior de equilíbrio mental que determina o
equilíbrio dos membros e de todo o organismo. São a um só tempo eternos alunos
de uma arte de domínio do corpo e praticantes de artes que resultam em saúde integral.
Mas não são só as danças ditas eruditas como o balé que produzem
saúde no corpo humano. As danças populares de qualquer espécie, quando
devidamente organizadas e previamente autorizadas por médicos em certas condições
de idade, estado nutricional ou neurológico podem igualmente servir a essa
tarefa louvável de treinar a cabeça das pessoas, levando-as a controlar alguns
estados emocionais e a ter mais saúde. A mais recomendada pelos médicos é a
dança de salão. A clientela nesses casos são pessoas mais idosas, portadoras de
alguns distúrbios do sono, do equilíbrio ou do apetite, como os diabéticos, os
hipertensos, os ansiosos, etc. Da mesma
importância são as danças mais líricas, como as cirandas, danças de roda e
outras com nomenclaturas próprias praticadas por grupos étnicos diversos do
colosso antropológico que é esse mosaico humano da nossa raça através da
cultura popular brasileira. Vale também o forró, como valem outras manifestações
cinéticas da nossa multimiscigenada população. Tudo dentro de um espírito de
equilíbrio, alegria liberando adrenalina
e preservação do bom senso.
A dança, como arte, é um tônico excelente para os corpos
debilitados e um tranquilizante comprovado para cabeças perturbadas por emoções
reprimidas. Uma sala de dança num ambiente familiar funciona como uma escola de
saúde. Movimento é tudo! Mas programe sua participação na dança e respeite seus
limites. Lembre-se que você não é um bailarino para executar movimentos
ousados, mas um ser comum em busca de controle mental e alegria.
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