NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 29 de abril de 2012


      DIA INTERNACIONAL DA DANÇA
A DANÇA É UM REMÉDIO QUE PODE ALIVIAR MUITOS MALES  DO CORPO E DA ALMA; MAS CUIDADO COM OS EXCESSOS; TANTO VALE A CLÁSSICA COMO A POPULAR

O mundo artístico comera hoje o Dia Internacional da Dança. A comemoração tem tudo a ver com bem estar, equilíbrio corporal, emocional e controle mental, saúde enfim. O movimento é a dinâmica da estabilidade dos corpos. Essa é uma lição de física que se aplica com toda propriedade à saúde. Não importa o tipo de dança que se pratica. Pode ser clássica, popular  ou simplesmente brejeira ou brega. O que importa é o movimento. O balé é a forma mais expressiva e erudita da dança. O (a) bailarino (a) quando já devidamente treinado executa movimentos que desafiam a gravidade. Seu corpo está condicionado aos movimentos mais diversos, e alguns espetáculos de dança erudita exibidos por companhias internacionais de balé, notadamente as russas, dão a impressão de que no palco os artistas quebram todas as convenções de limites corporais; oram parecem deslizar sobre o piso do palco, ora dão a impressão de que voam. A dança tem essa conotação interessante; o ser humano se supera e vence com o gingado do corpo todas as barreiras cinéticas que em condições normais são tidas intransponíveis. A explicação para tudo isso é o treinamento longo, duro, penoso e pertinaz. Da mesma forma que os astronautas passam por treinamentos rigorosos para dentro de capsulas espaciais suportarem ultrapassar as barreiras da gravidade, os bailarinos também tem seus treinamentos específicos para torná-los leves, capazes de como uma pluma executarem movimentos incríveis. Só vence nesses treinamentos quem tem estrutura orgânica flexível o suficiente para suportar o rigor dos treinamentos nas escolas de balé. Vencidas as etapas básicas, o bailarino inicia sua caminhada em direção aos voos mais altos tolerados pelo corpo humano. Isso significa que esses artistas atingem um grau maior de equilíbrio mental que determina o equilíbrio dos membros e de todo o organismo. São a um só tempo eternos alunos de uma arte de domínio do corpo e praticantes de artes que  resultam em saúde integral.

Mas não são só as danças ditas eruditas como o balé que produzem saúde no corpo humano. As danças populares de qualquer espécie, quando devidamente organizadas e previamente autorizadas por médicos em certas condições de idade, estado nutricional ou neurológico podem igualmente servir a essa tarefa louvável de treinar a cabeça das pessoas, levando-as a controlar alguns estados emocionais e a ter mais saúde. A mais recomendada pelos médicos é a dança de salão. A clientela nesses casos são pessoas mais idosas, portadoras de alguns distúrbios do sono, do equilíbrio ou do apetite, como os diabéticos, os hipertensos, os ansiosos, etc.  Da mesma importância são as danças mais líricas, como as cirandas, danças de roda e outras com nomenclaturas próprias praticadas por grupos étnicos diversos do colosso antropológico que é esse mosaico humano da nossa raça através da cultura popular brasileira. Vale também o forró, como valem outras manifestações cinéticas da nossa multimiscigenada população. Tudo dentro de um espírito de equilíbrio, alegria liberando adrenalina  e preservação do bom senso.

A dança, como arte, é um tônico excelente para os corpos debilitados e um tranquilizante comprovado  para cabeças perturbadas por emoções reprimidas. Uma sala de dança num ambiente familiar funciona como uma escola de saúde. Movimento é tudo! Mas programe sua participação na dança e respeite seus limites. Lembre-se que você não é um bailarino para executar movimentos ousados, mas um ser comum em busca de controle mental e alegria.


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