NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 25 de abril de 2012


                     E U R O P A

                           A  QUEBRADEIRA  CONTINUA

O panorama político e econômico da Europa continua se degradando. E essa parece ser uma tendência de todo o Ocidente. A última notícia ruim que abalou o Continente  foi o balanço do Reino Unido. Os ingleses foram surpreendidos com um crescimento negativo da produção industrial apontado por esse balanço.  E isso põe em cheque o comando do primeiro-ministro David Cameron. Mais um resultado negativo tornará insustentável sua liderança política; e ele pode renunciar.  Na França, Nicolas Sarcozy perdeu terreno para seu concorrente, um socialista. As pesquisas de opinião e de intenção de votos indicam a derrota de Sarcozy nas eleições  que serão realizadas daqui a duas semanas. Os governos da Espanha, da Itália, de Portugal, da Grécia ainda não se consolidaram. A reação popular às medidas de “austeridade” adotadas por esses governos são extremamente impopulares. Os trabalhadores desses países não aceitam redução dos seus salários e cortes na área social. No contraponto, as elites preservam e ampliam suas riquezas. Em Portugal e na Espanha aumenta o número de desempregados e parte da população já está na praça mendigando. Esse é um quadro social somente visto na recessão pós-queda das bolsas em 1929. Um momento histórico que sucedeu a I Grande Guerra e antecedeu a II Guerra Mundial. Hoje, ao que parece, não há clima para guerras na Europa. A União Europeia, apesar de cambaleante, tem estrutura para saídas políticas para suas pendências. O grande problema do Velho Continente é o euro. Mas as lideranças europeias não estão dispostas a abrir mão da nova moeda.

A mola que equilibra a economia mundial hoje é a China. O gigante asiático pôs um freio no seu programa de crescimento econômico. Ainda assim suas importações de matérias primas e alimentos ajudam os países em desenvolvimento e de algum modo ajudam a sofrida Europa. Embora tenham encolhido um pouco, os Estados Unidos  ainda importam uma grande gama de produtos europeus, e isso vai aliviando a balança dos países da zona do euro. As despesas europeias com as tropas aquarteladas no Oriente Médio  pesam no orçamento da União continental. E as necessidades de combustível – no caso, o petróleo asiático, obrigam a Europa a manter essas despesas militares. Esse é um caldeirão fervente difícil de ter sua ebulição diminuída. Esse panorama não tem previsão para acabar. Pode mergulhar o mundo numa crise maior do que a que vive as nações europeias da zona do euro. A insatisfação popular é generalizada, universalizada. As relações de trabalho estão cada vez mais conturbadas no Ocidente. O modelo de desenvolvimento do mundo ocidental está falido, e o sistema capitalista que regula tudo isso dá mostra de que se esgotou.




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