BADERNA, VANDALISMO E MORTES
Arruaças, quebra-quebra,
agressões, encerramento das atividades de bares e restaurantes na trilha por
onde passam os torcedores após os jogos. Este domingo foi atípico. Após o jogo
Sport X Santa Cruz, o centro da cidade
se transformou numa praça de guerra. Membros das torcidas Jovem do Sport e
Inferno Coral, do Santa Cruz
mostraram suas verdadeiras faces. Marginais trasvestidos de torcedores
levaram pânico ao centro do Recife. Estabelecimentos comerciais como bares e
restaurantes fecharam suas portas, num prejuízo aos pequenos empresários do
ramo. Pior: nas imediações dos correios, uma moça, fugindo da confusão que se
generalizava naquela área, bateu a cabeça no meio-fio e morreu. Notícias ainda
não confirmadas dão conta de que um torcedor envolvido nas arruaças também
teria morrido. E ainda se discute no Congresso a liberação de bebidas alcóolicas nos estádios e suas imediações.
Segundo outras notícias, ainda a
confirmar, a torcida Inferno Coral teria antes do jogo quebrado as instalações
sanitárias do estádio da Ilha do Retiro e praticado saques no bar do Sport
durante a competição. É vergonhoso para uma cidade como o Recife que cenas de
vandalismo ocorram sob as barbas das autoridades policiais. Pior ainda é o ônus
que recai sobre o Estado, a cuja estrutura policial caberia fazer a prevenção
de acontecimentos vergonhosos como esses. A polícia faz a segurança do estádio,
do seu entorno e dos grandes corredores
de transporte de passageiros. “Ignora” que os marginais se escondem nas esquinas da cidade, como Av. Guararapes,
Conde da Boa Vista, estação integrada da Macaxeira e outros mais. O entorno dos
correios, opção de lazer de parte da população do Recife, se transforma na
vitrine onde esses marginais vão exibir seus instintos violentos e levar
transtornos àquelas pessoas.
Já havendo, segundo noticia a
imprensa falada, o compromisso por parte do Santa Cruz de indenizar o Sport
pelos danos praticados pela Inferno Coral, falta o compromisso das autoridades
policiais de montar um esquema de policiamento preventivo na cidade. Não me
venham com essa que não é possível colocar a polícia vigiando cada torcedor. Os
clubes também são responsáveis por esses distúrbios. Talvez os principais
responsáveis. Promovem suas torcidas organizadas, ajudam seus dirigentes
oferecendo aos mesmos regalias como
acesso privilegiado aos estádios. Sem falar que as ajudam com dinheiro. Pegar
essa gente na parte que lhe é mais vulnerável, desmantelar essas torcidas
organizadas, verdadeiras organizações criminosas. E reprimir severamente os
baderneiros que nos dias de jogo atuam nas ruas da cidade. Há efetivo para
isso. De nada adianta o Juizado do Torcedor do Estado de Pernambuco, se o a
polícia não faz sua parte prendendo os marginais que se fazem passar por
torcedores. Até quando a cidade vai viver com medo nos dias de grandes
clássicos do nosso futebol?
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