NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 22 de abril de 2012

               O QUE VAI FAZER A NOVA CPMI?
O Congresso Nacional acaba de instalar uma Comissão Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo da Comissão é investigar a organização criminosa supostamente chefiada por Carlinhos Cachoeira, um homem poderoso,  conhecido como “bicheiro”, mas na verdade dono de grandes empresas de diferentes ramos. Umas reais e outras de fachada. Carlinhos Cachoeira é praticamente “dono” do Estado de Goiás. Sua influência sobre os políticos daquele Estado, inclusive o governador, vem sendo aos poucos desvendadas pelos órgãos de investigação e controle do Governo Federal.  Graças ao trabalho investigativo da Polícia Federal vasado através de órgãos da imprensa, pessoas importantes e algumas tidas como impolutas e moralistas vem sendo denunciadas como corruptas e algumas como membros de organizações criminosas que enriquecem às custas de propinas ou envolvimento direto nos negócios sujos do submundo do crime.

Emblemático é o caso do envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Daquilo que parecia apenas uma pequena falha de conduto surgiu a certeza de que Demóstenes é o braço inteligente de Cachoeira  nos negócios ilícitos do Estado de Goiás. A mulher do senador estaria igualmente envolvida nas tramoias do esquema.  E essas ações teriam reflexos diretos no Congresso Nacional e possivelmente no Poder Executivo Nacional. Demóstenes Torres atuaria conjuntamente com Carlinhos Cachoeira  e com o governador Marcondes  Pirilo  (PSDB-GO). Faria também  parte do esquema criminoso o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O chefe do executivo do DF é acusado de receber propina de empresas supostamente pertencentes a Carlinhos Cachoeira.  Ao tempo em que foi ministro dos esportes, Agnelo Queiroz foi acusado de desvio de verbas do ministério. A Controladoria  Geral da União (CGU) possuiria registros de ações criminosas  de Agnelo Queiroz  quando membro do governo. Essas ações a serem investigadas pela CPMI provavelmente têm conexões dom o Mensalão, os Sanguessugas e outros escândalos já do conhecimento público. Não pertencem a nenhum partido em particular, mas a todos eles. Vai desmascarar a “decência” do PPS de Roberto Freire e os slogans enganosos dos demais partidos políticos brasileiros. O miolo de todo negócio escuso nas esferas  políticas  é de ordinário localizado onde existe mais dinheiro. No caso, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. Pouco importa se os negócios sujos são patrocinados pelos governadores ou não. É preciso investigar e denunciar à Nação.

Acontece que uma CPI começa com uma finalidade específica. Geralmente se desvia dessa finalidade, investe contra outras figuras suspeitas da esfera administrativa. E ninguém sabe exatamente como vai acabar a CPI. Mormente quando é uma comissão mista, como essa que acaba de ser instalada. As investigações da CPMI com certeza vão pegar figurões famosos da vida pública brasileira. E é bom que isso aconteça e traga a público os nomes dos corruptos cujas ações deletérias contaminam as instituições do País. Mas é importante que a Nação fique alerta para a condução dos trabalhos da  CPMI, e exija que ela investigue todos aqueles que vivem de sugar os recursos públicos que poderiam ser usados na educação, na saúde, na segurança, na geração de emprego e renda para a população economicamente ativa. Não vale o espírito corporativo do Congresso proteger  bandidos e criminosos trasvestidos de parlamentares, juízes de tribunais superiores ou qualquer tipo de agentes  dos Poderes Públicos em qualquer nível hierárquico. E já que os trabalhos investigativos de toda CPI acaba transbordando e invadindo “terras” protegidas por escudos de esquemas políticos “subterrâneos”, que tal que  essa que vai surgindo ai quebre essas barreiras corporativas e vá fundo na identificação do nascedouro do mar de lama que corre por baixo das  instituições da Nação em todos os seus níveis?  

Não vale passar ao largo e deixar de fora figuras como José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor, Michel Temer,  Edson Lobão, José Agripino Maia, Inocêncio Oliveira e tantos outros corruptos desta Nação. É preciso desvendar os desmandos que a família Sarney pratica lá pelo Maranhão, e mostrar à Nação porque aquele Estado é tão pobre apesar do clima pré-amazônico e de sua vasta potencialidade de recursos naturais. Igualmente, pode-se desvendar as ações criminosas de Renan Calheiros, Collor e suas gangues responsáveis pelo atraso econômico e social das Alagoas. Puxando a  ponta da linha, o novelo vai desenrolando e mostrando as figuras enredadas nas tramas criminosas desses Estados do Nordeste. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e unidades federativas de outras regiões do País também precisam explicar muita coisa. Se é para fazer uma CPMI, que ela seja verdadeira e cumpra com a árdua missão de, “espalhando-se do seu leito”, possibilitar a desinfecção da vida pública brasileira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário