NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


                           HIPERTENSÃO
Popularmente conhecida como Pressão Alta,  a hipertensão é Um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil, resultando em centenas de óbitos por ano entre os brasileiros. Tecnicamente chamada de hipertensão arterial sistêmica (HAS),  a  pressão alta  é uma doença silenciosa, traiçoeira e por isso mesmo passa despercebida da maioria dos seus portadores.
A HAS ocorre quando o coração, pressionado por fatores diversos, precisa aumentar seu trabalho para fazer o sangue circular normalmente nas artérias, o que tem reflexo nas veias e na rede capilar. O hipertenso não é necessariamente um doente do coração. Mas se a hipertensão não for controlada pelo médico, num posto de saúde, num ambulatório de hospital  ou no consultório particular, pode produzir danos desastrosos ao organismo do paciente. A combinação de HAS com colesterol alto, sedentarismo e outros fatores sociais pode resultar em infarto agudo do miocárdio,  acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma  e outras complicações circulatórias ; tudo isso pode resultar em morte ou deixar sequelas no paciente. Só o médico pode receitar remédios para o tratamento da HAS, pois é ele quem faz o diagnóstico da doença  e acompanha o tratamento do paciente.
O sobrepeso, ou obesidade, dieta rica em gordura, uso excessivo de sal,  os hábitos sedentários da vida moderna são fatores que levam à  hipertensão. Esse é um enfoque importante, pois há bem pouco tempo hipertensão era doença de pessoas acima dos quarenta anos. Hoje,  grupos  específicos de crianças e adolescentes  já apresentam a doença. A causa dessa antecipação da HAS nesses grupos etários é com frequência a substituição da alimentação tradicional feita na cozinha de casa por alimentos de lanchonetes nas escolas, nos shoppings ou parques de diversões. São os alimentos industrializados, prontos para consumo encontrados nos supermercados  que infelizmente já invadiram as residências do mundo ocidental. A praticidade do uso desses alimentos industrializados  leva as donas de casa, hoje inseridas no mercado de trabalho, a se pouparem do trabalhar de cozinhar o alimento da família.
Prevenir a hipertensão é tarefa simples. Desde que comece já na infância. Redução do uso de sódio (sal de cozinha), eliminação dos alimentos industrializados, consumo de cereais, frutas e verduras, exercícios físicos recomendados  pelo médico, diversão apropriada e outras mudanças comportamentais  são fundamentais para impedir o surgimento da hipertensão e suas consequências posteriores.

terça-feira, 23 de abril de 2013


SOU CARETA, IDIOTA, ULTRAPASSADO
Sou do tempo em que curtir era levar os couros das rezes abatidas para a indústria  de curtição onde as peles eram desodorizadas, polidas e transformadas em sola de sapato. Tempo em que família era algo sagrado, e embora algumas poucas divergências, sorria ou chorava unida. Época em que compartilhar  significava viver de fato as alegrias  ou as dores dos parentes e amigos. Sou de um tempo em homem era homem, mulher era mulher; tempo em que opções de vida, principalmente as sexuais, eram coisas de foro íntimo, exercitada para satisfação dos optantes de forma reservada, resguardadas as liberdades de escolha dos não optantes, como bem frisou  recentemente em seu mural meu amigo e ex-colega de trabalho o médico Paulo Camelo.
Sou de um tempo em que festa se celebrava no âmbito da família, quando o uso da bebida era regulado pelo anfitrião, as pessoas se divertiam sem os incômodos da ressaca do dia seguinte. Época em que nessas festas havia fartura de comida, dança ao som da sanfona, respeito entre os convivas e a atenção devida ao anfitrião. Sou de um tempo em que bebida era um aperitivo ou um digestivo; quando nos encontros de amigos a conversa era sadia, respeitosa, varava a noite, entrava pela madrugada  regada a boas xícaras de café com biscoitos. Fumar era um hábito cultivado pela maioria das pessoas, mas  praticado com moderação nesses momentos, e fora das residências, com o devido aval do chefe de família. Sou desse tempo em que droga era palavra que se usava para questionar um momento ruim ou uma insatisfação diante de imprevistos desagradáveis. Nesse tempo, crianças e jovens, pobres ou ricas e de ambos os sexos, não se prostituíam na  concupiscência de uma sociedade cruel que abandonou todos os princípios éticos de uma cultura construída ao longo de décadas; a família, pilar da sociedade, patrocinava suas próprias festas, longe da influência nefasta dos apelos quase irrecusáveis de uma capitalismo selvagem que sobrevive do lucro a qualquer preço.
Sou de um tempo em que cocaína, heroína, crack, LSD e outras drogas sequer eram verbetes registrados nos dicionários. Maconha existia, mas seu uso limitado a grupos artísticos e pessoas de posses não era esse flagelo que hoje envenena a sociedade ocidental, vitimando principalmente os mais pobres. Tempo em que a prostituição camuflada não dilacerava os esteios da família e da sociedade. Época em que lingerie era apenas peça do vestuário íntimo da mulher, e não esse símbolo de exacerbação sexual explorado pela mídia, e que leva ao descaminho meninas pré-adolescentes embevecidas por um padrão de beleza induzida pelo marketing que mistura num só balaio roupas, bebida, fumo, sexo, drogas, tudo em função do lucro fácil. Sou de um tempo que não imaginava que um dia as pessoas terminassem rastejando na lama da degradação como vermes e procurando os porões da corrosão moral que as levará a autodestruição.

segunda-feira, 22 de abril de 2013


  22  DE ABRIL, DIA DA OCUPAÇÃO DO BRASIL 
 22 de abril foi  por muito tempo considerado como o Dia do Descobrimento do Brasil.
Pesquisas em documentos relacionados com as Grandes Navegações e com os tratados políticos entre as duas grandes potências da época interessadas nas terras  do Novo Mundo mostram que não houve nenhum descobrimento. Assim, em 1494, Portugal e Espanha (reino recentemente consolidado) discutiram a divisão das terras “conhecidas e por conhecer” do além-mar. Destas discussões, saiu em 7 de junho de 1494 o Tratado de Tordesilhas, que estabeleceu os limites das terras pertencentes a cada uma das duas coroas. Pelo tratado, as terras localizadas a leste do citado meridiano 370 pertenceriam ao reino de Espanha e as terras a oeste desse meridiano eram de propriedade da coroa portuguesa. O Tratado de Tordesilhas foi ratificado pelas partes interessadas: Portugal, em  2 de julho de 1494 e Espanha, em 5 de setembro do mesmo ano.

 Mas esses entendimentos já eram consequência de rumores de que os portugueses tinham conhecimento da existência de terras ao sul das que foram ocupadas por Cristóvão Colombo. Como a Espanha disputava  com Portugal a hegemonia da costa africana, já explorada por terra, e Portugal reivindicava outras terras no Novo Continente, já em 1493 o papa Alexandre VI  foi chamado para arbitrar o conflito de interesses. Editando a Bula Inter Coetera, o papa criou limites de propriedades das terras disputadas. Portugal contestou esses limites, e com o visível enfraquecimento do papado, a questão desaguou na conferência de Tordesilhas. Acirramentos  pontuais posteriores levaram os dois reinos a consolidarem as decisões de Tordesilhas, dando formas definitivas ao já convencionado.
Pedro Alvares Cabral comandava em 1500 uma expedição às índias, na Ásia, onde buscava produtos muito apreciados pelos europeus, mas não existentes na Europa e chamados especiarias. Nessa viagem, deslocou as naus de sua rota e veio tomar posse oficial das terras que pertenciam a Portugal. Tudo estava devidamente programado e  registrado em mapas. Não foi um desembarque amistoso, como se pretendeu passar nos livros oficiais. Foi uma ocupação violenta, com dominação dos nativos e mortes de muitos deles. Os comprovantes dessa verdadeira invasão de terras pertencentes a nações nativas rústicas para os padrões europeus e de culturas diferentes das do Velho Mundo estão nos originais na Conferência de Tordesilhas, conservados no Arquivo General de Índias da Espanha e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Portugal.

quinta-feira, 18 de abril de 2013


        PROPAGANDA E MARKETING
DUAS FERRAMENTAS QUE SE CONFUNDEM NA ARTE DE ILUDIR
                                    Emílio J. Moura
                                      (emiliojmoura@hotmail.com)
Você gosta de conforto? Claro que sim. E aprecia bons vinhos, comida saborosa, aquela sobremesa cremosa. Como tá satisfeito com esse vidão! Casa com jardim de flores trescalando perfumes e pomar com aquelas frutas suculentas que alimentam seu corpo, seu espírito  e sua imaginação. Além de projetarem aquela sombra sob cuja proteção você arma a rede para uma sesta depois daquele almoço com frutos do mar em companhia dos amigos que costumam pegar a estrada cedo para fugir aos trancos do trânsito e no qual  esquece   as amarguras da vida. Um carrão na garagem alimentando sua vaidade e a inveja dos que no máximo pedalam uma bicicleta. Sua televisão é aquele telão de plasma ou led; canais a cabo lhe oferecem em seu sofá confortável vastíssima programação que vai dos desenhos animados aos grandes filmes de hollywood, passando pelos canais de esportes e pelos documentários falando  da vida animal, do meio ambiente e do cenário físico, biológico e antropológico deste complicado planeta chamado Terra. E você ainda  tem uma quantidade enorme de amigos que nunca viu; conheceu-os através dessa maravilha que são as redes sociais interligando o mundo inteiro através do computador. Muitas vezes você nem sabe se está falando com ele ou com ela. A casa da praia é seu refúgio de fim de semana. Lá você pisa na reconfortante areia macia e nas águas tépidas do mar, recarregando as baterias para retomar o trabalho – se é que você trabalha – na semana seguinte. Instiga sua imaginação viajar num trem bala, ou fazer um cruzeiro num desses transatlânticos luxuosos que superam os requintes de um hotel cinco estrelas. É só agendar, sua conta bancária lhe dá oportunidades quase ilimitadas através dos seus cartões de crédito, e seu cheque especial cobre tudo. Quanto luxo, hein!
  Mas, será que você tem todo esse conforto  mesmo? Sua casa é realmente segura, você está respaldado em alicerces física, econômica e socialmente  consistentes? Olha que você pode ser mais uma dessas vítimas do marketing. Você pode está sendo levado pela estratégia mirabolante dessa coisa incrível chamada propaganda. O marketing é tão eficiente na sua sempre renovada capacidade  de iludir que, usando o linguajar popular, pode fazer  gato passar por lebre. Mas, o que é propaganda? O que é mesmo esse tal de Marketing?
Conforme define o Dicionário de Termos de Marketing, ”marketing é o processo de planejar e executar concepção, preço, promoção e distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais". Isso, evidentemente, em teoria. Na prática, o marketing se confunde com a propaganda. Têm praticamente os mesmos objetivos. E quem sai mais satisfeito de tudo isso não são bem os indivíduos, mas os sistemas organizacionais.
Mas, quem inventou o marketing? A resposta a essa pergunta é complicada. Se quisermos saber quem inventou o marketing teremos que mergulhar numa história cheia de lances incríveis. É o mesmo que tentar descobriu quem inventou a televisão, o computador, a internet. Há um personagem responsável pela invenção de cada uma dessas maravilhas tecnológicas. E essa é a história do marketing.
Mas, a história  do marketing pode estar associada a um cidadão americano, um soldado. Karl Rhenborg foi enviado pelos Estados Unidos para a guerra contra a China na década de 20 do século passado. Aprisionado, ficou detido num lugar estranho onde a comida era ainda mais estranha, misturava frutas , papaia principalmente, sementes, plantas, raízes, ervas, salsinha, agrião e alfafa. Karl acreditava que aquela dieta era uma forma de castigo que o mataria lentamente. Quando, finalmente, libertado e voltou aos Estados Unidos achava que estava em péssimas condições de saúde. Foi contrariado pelos médicos que o examinaram, e o acharam em ótimas condições físicas e mentais. A divulgação da dieta usada por Karl no cativeiro gerou uma corrida por esse tipo de combinação de alimentos, e seu nome ficou ligado à história não propriamente de uma invenção – que não seria dele – mas do começo de um conjunto de procedimentos, digamos, pouco convencionais.
No passado, quando não existiam os recursos visuais de que se dispõe hoje, a propaganda tinha cunho religioso. Era a propagação de princípios e teorias, conforme estabeleceu seu criador, o papa Clemente VII, em 1597. Foi através dela que a Igreja propagou a fé cristã; “plantava-se uma semente no coração de uma pessoa e se esperava que ela brotasse e se propagasse, contaminando  outras pessoas”. “A fé se propaga através da palavra em Cristo”, era um conceito criado e difundido pelo aludido papa.
Quando você observa o mundo que o cerca, mensura o valor das coisas que tanto presa  com certeza  está sendo um agente dessas ferramentas de difusão dos produtos da formidável usina multiprocessadora regida pelo capitalismo. Arte, ciência e tecnologia estão continuamente associadas no planejamento, execução, difusão e comercialização de uma gama inimaginável de produtos, bens e serviços que vão fazer a cabeça das pessoas, abastecer os lares, as indústrias, fomentar o comércio, criar mais demandas e gerar impacto ambiental. A propaganda, silenciosamente, vai incutindo na sua mente que você pode fazer o que a televisão ou as inserções da internet mostram em termos de novidades tecnológicas de ponta, gastronomia, decoração e um mundo incomparável de produtos e serviços variados.
“A propaganda usa a tipologia, a linguística e uma imagem para ser grafada ou apenas vista”, dizem os experts no assunto. Seus veículos de difusão são principalmente as revistas, o rádio, o jornal, a televisão.
Como arte, a propaganda utiliza elementos visuais e sonoros, busca um fundamento artístico, lança mão de  conceitos de movimentos, de estática, através de divulgação dos produtos em revistas, jornais e outdoors ou na internet. i
Ao manifestar-se como Ciência, manipula todos esses recursos. Como ciência, a propaganda manifesta-se na totalidade de sua abrangência, usando a pesquisa, técnicas de persuasão, planejamento  mercadológico com as estimativas da capacidade aquisitiva do público alvo.
A propaganda é, assim, uma ferramenta de lavagem cerebral dos indivíduos que querem marcar sua presença em família ou diante da sociedade. Embora o aparente interesse por você, o segmento profissional da propaganda na verdade considera apenas seu status bancário e as projeções possíveis de suas compras. Não se interessa por você como ser humano, mas apenas como um número junto a outro número como senha.
                                                                                                                                     19.01.1995
           



































Quando voltou aos Estados Unidos, trocado por prisioneiros, os médicos do Exército ficaram impressionados com a sua saúde. Mais tarde, Rhenborg começou uma empresa a qual chamou de Nutrilite, para vender vitaminas e produtos de nutrição no mercado americano. E a  empresa existe até hoje, como subsidiária da Amway, mas o mundo não vai se lembrar dos propósitos nutritivos dos produtos processados por Rhenborg.






































isual, sonora ou sensitiva busca enfatizar que o produto ofertado é o que se precisa para satisfazer as necessidades de consumo. Nesse momento valores são agregados ao produto, fortalecendo a construção de uma marca ou imagem sólida. Desta forma se age com a necessidade e desejo do receptor, em que a necessidade é o racional e o desejo, a emoção.

Propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias. Foi introduzida pelo Papa Clemente VII, em 1597, quando fundou a Congregação de Propaganda, com o fito de propagar a fé católica pelo mundo. Deriva do latim propagare, que significa reproduzir por meio de mergulhia, ou seja, enterrar o rebento de uma planta no solo. Propagare, por sua vez, deriva de pangere, que quer dizer: enterrar, mergulhar, plantar. Seria então a propagação de doutrinas religiosas ou princípios políticos de algum partido.