NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 4 de abril de 2013


            UMA NAÇÃO DO FAZ DE CONTA                    
Como toda nação que foi subjugado aos interesses de outros povos, o Brasil trilha caminhos perigosos. As elites sem caráter de hoje são as mesmas que num passado ainda não tão remoto praticaram ações dirigidas no sentido de aumentar suas fortunas e assegurar seu domínio. Descuidaram da educação, pois povo educado não interessava às elites; menosprezaram a saúde, pois   qualquer “meisinha” poderia curar as doenças da plebe, já que os recursos da medicina estavam a disposição delas, elites. E por ai vai. A consequência de todo esse descaso não poderia ser outra. O Brasil tem baixo IDH, um dos piores sistemas de educação do mundo; paga mal aos professores e não estimula os filhos dosmmm pobres a estudarem. E o que acontece? Os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. Não há uma política de saúde capaz de dar cobertura às populações mais pobres das regiões mais distantes do litoral. O médico é mal remunerado, precisa ter vários empregos para sobreviver. E nessas idas e vindas entre cidades mais  prósperas, não se fixa nas áreas mais pobres, onde estão as maiores necessidades em termos de assistência médica.  Os planos de saúde, um negócio rendoso, entram em colapso devido ao excesso de regulamentação e em parte também ao jeito traquino dos gestores dessas empresas prestadoras de serviços de saúde. As gordas verbas destinadas ao desenvolvimento econômico, e consequente criação de emprego e renda para a população, escoam pelo ralo da corrupção e o que chega ao destino final mal dar para iniciar as obras, que acabam paralisadas.
Uma safra gigantesca de grãos, com previsíveis 80 milhões de toneladas, encalha por afunilamento no maior porto do País. Como se não houvesse outros portos para escoar a safra. Mas falta infraestrutura de transporte, armazenamento e gestão para fazer com que essa safra recorde se transforme em riqueza para os brasileiros. A indústria sucateada e aquém das necessidades de produção do País, vai deixando  o Brasil marcando passo em termos de competitividade externa. Há muitos portos, mas poucos com a potencial dos de Santos, Suape e Pecém. Não há estradas de ferro que torne o transporte mais rápido, seguro e barato. O transporte hidroviário é pouco usado, mal planejado. Quando a China era uma nação de pessoas famintas, sem infraestrutura e sem educação, o Brasil já possuía enormes recursos naturais e humanos que poderiam transformá-lo num Pais gigante. A China cresceu, tem o 2º maior PIB do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Nós continuamos patinando. Faltou ao Brasil planjamento de médio e longo prazo, aproveitamento de suas potencialidades humanas; faltou governo, faltou vergonha.
Somos um País de promessas e politicagem; de homens sérios que são deixados à margem das decisões finais. Falamos como se fossemos realmente desenvolvidos e servíssemos de exemplo para o mundo. Como isso é uma meia verdade – e meias verdades se identificam mais com a mentira, somo uma nação do faz de conta. Aquele País de dimensões gigantes, povo trabalhador, cantado em prosa e versos, que na verdade não deixa de ser uma história de trancoso

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