UMA NAÇÃO DO FAZ DE CONTA
Como toda
nação que foi subjugado aos interesses de outros povos, o Brasil trilha
caminhos perigosos. As elites sem caráter de hoje são as mesmas que num passado
ainda não tão remoto praticaram ações dirigidas no sentido de aumentar suas
fortunas e assegurar seu domínio. Descuidaram da educação, pois povo educado
não interessava às elites; menosprezaram a saúde, pois qualquer “meisinha” poderia curar as doenças
da plebe, já que os recursos da medicina estavam a disposição delas, elites. E
por ai vai. A consequência de todo esse descaso não poderia ser outra. O Brasil
tem baixo IDH, um dos piores sistemas de educação do mundo; paga mal aos professores e não
estimula os filhos dosmmm pobres a estudarem. E o que acontece? Os
professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. Não há uma
política de saúde capaz de dar cobertura às populações mais pobres das regiões
mais distantes do litoral. O médico é mal remunerado, precisa ter vários
empregos para sobreviver. E nessas idas e vindas entre cidades mais prósperas, não se fixa nas áreas mais pobres,
onde estão as maiores necessidades em termos de assistência médica. Os planos de saúde, um negócio rendoso,
entram em colapso devido ao excesso de regulamentação e em parte também ao
jeito traquino dos gestores dessas empresas prestadoras de serviços de saúde.
As gordas verbas destinadas ao desenvolvimento econômico, e consequente criação
de emprego e renda para a população, escoam pelo ralo da corrupção e o que
chega ao destino final mal dar para iniciar as obras, que acabam paralisadas.
Uma safra gigantesca
de grãos, com previsíveis 80 milhões de toneladas, encalha por afunilamento no
maior porto do País. Como se não houvesse outros portos para escoar a safra.
Mas falta infraestrutura de transporte, armazenamento e gestão para fazer com
que essa safra recorde se transforme em riqueza para os brasileiros. A
indústria sucateada e aquém das necessidades de produção do País, vai deixando o Brasil marcando passo em termos de
competitividade externa. Há muitos portos, mas poucos com a potencial dos de
Santos, Suape e Pecém. Não há estradas de ferro que torne o transporte mais
rápido, seguro e barato. O transporte hidroviário é pouco usado, mal planejado.
Quando a China era uma nação de pessoas famintas, sem infraestrutura e sem
educação, o Brasil já possuía enormes recursos naturais e humanos que poderiam
transformá-lo num Pais gigante. A China cresceu, tem o 2º maior PIB do mundo,
atrás apenas dos Estados Unidos. Nós continuamos patinando. Faltou ao Brasil
planjamento de médio e longo prazo, aproveitamento de suas potencialidades
humanas; faltou governo, faltou vergonha.
Somos um
País de promessas e politicagem; de homens sérios que são deixados à margem das
decisões finais. Falamos como se fossemos realmente desenvolvidos e servíssemos
de exemplo para o mundo. Como isso é uma meia verdade – e meias verdades se
identificam mais com a mentira, somo uma nação do faz de conta. Aquele País de
dimensões gigantes, povo trabalhador, cantado em prosa e versos, que na verdade
não deixa de ser uma história de trancoso
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