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NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 22 de abril de 2013


  22  DE ABRIL, DIA DA OCUPAÇÃO DO BRASIL 
 22 de abril foi  por muito tempo considerado como o Dia do Descobrimento do Brasil.
Pesquisas em documentos relacionados com as Grandes Navegações e com os tratados políticos entre as duas grandes potências da época interessadas nas terras  do Novo Mundo mostram que não houve nenhum descobrimento. Assim, em 1494, Portugal e Espanha (reino recentemente consolidado) discutiram a divisão das terras “conhecidas e por conhecer” do além-mar. Destas discussões, saiu em 7 de junho de 1494 o Tratado de Tordesilhas, que estabeleceu os limites das terras pertencentes a cada uma das duas coroas. Pelo tratado, as terras localizadas a leste do citado meridiano 370 pertenceriam ao reino de Espanha e as terras a oeste desse meridiano eram de propriedade da coroa portuguesa. O Tratado de Tordesilhas foi ratificado pelas partes interessadas: Portugal, em  2 de julho de 1494 e Espanha, em 5 de setembro do mesmo ano.

 Mas esses entendimentos já eram consequência de rumores de que os portugueses tinham conhecimento da existência de terras ao sul das que foram ocupadas por Cristóvão Colombo. Como a Espanha disputava  com Portugal a hegemonia da costa africana, já explorada por terra, e Portugal reivindicava outras terras no Novo Continente, já em 1493 o papa Alexandre VI  foi chamado para arbitrar o conflito de interesses. Editando a Bula Inter Coetera, o papa criou limites de propriedades das terras disputadas. Portugal contestou esses limites, e com o visível enfraquecimento do papado, a questão desaguou na conferência de Tordesilhas. Acirramentos  pontuais posteriores levaram os dois reinos a consolidarem as decisões de Tordesilhas, dando formas definitivas ao já convencionado.
Pedro Alvares Cabral comandava em 1500 uma expedição às índias, na Ásia, onde buscava produtos muito apreciados pelos europeus, mas não existentes na Europa e chamados especiarias. Nessa viagem, deslocou as naus de sua rota e veio tomar posse oficial das terras que pertenciam a Portugal. Tudo estava devidamente programado e  registrado em mapas. Não foi um desembarque amistoso, como se pretendeu passar nos livros oficiais. Foi uma ocupação violenta, com dominação dos nativos e mortes de muitos deles. Os comprovantes dessa verdadeira invasão de terras pertencentes a nações nativas rústicas para os padrões europeus e de culturas diferentes das do Velho Mundo estão nos originais na Conferência de Tordesilhas, conservados no Arquivo General de Índias da Espanha e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Portugal.

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