Começos da década de
quarenta, século passado. Avião que deveria pousar na bacia da Cabanga
tem problemas e voa baixo encurvando-se para a esquerda. O piloto tenta pousar
no Capibaribe, entre a ponte velha e imediações do Pedro II; o avião perde altura, bate na rede de alta tensão e explode
perto da lâmina d'água. Menino ainda, morando na Rua de Jangada, cheguei à zona
do desastre, já isolada pelas autoridades. Vi comovido os bombeiros retirando do
fundo do rio os restos mortais de passageiros e piloto. Braços, pernas, partes
do tronco, cabeças... Vi tudo aquilo! Imagino como está sendo difícil para as autoridades localizar, identificar e entregar os restos
mortais das vítimas do desastre aéreo de
Santos. E imagino como será ainda mais comovente para as famílias saberem que os
corpos dos seus entes queridos estão ali... fragmentados.
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