NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

             LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE
Os  meios corporativos  da área de comunicação (televisão, rádio, jornal, etc) chiam quando alguma coisa  rebate nos profissionais de imprensa. O caso recente de "alteração de perfil" da jornalista Miriam Leitão e Carlos Sandenberg foi muito repisado pelos telejornais, principalmente da Rede Globo de Televisão. Esses jornalistas , bem como outros de língua afiada e agressiva- caso do Arnaldo Jabor,  são  conhecidos do público brasileiro mais esclarecido. Não é segredo para ninguém o alinhamento desses e outros  profissionais  de imprensa  brasileiros com o modelo conservador  de países  ricos da Europa e América do Norte. Eles sabem que as diferenças culturais entre o Brasil - um painel de raças e costumes - e países europeus  são fundamentais para absorção de modelos estrangeiros. E que a metodologia usada por lá nem sempre se ajusta a realidade brasileira. Igualmente não desconhecem que  em termos institucionais o Brasil é um adolescente tateando no marasmo do sistema econômico ocidental. Diferente dos europeus, muitos deles com milênios de história. Ainda assim, enquanto no Brasil, apesar do espírito conservador das elites pressionadas por uma crescente conscientização popular se tem um crescimento  pífio, nos países do velho continente e até nos Estados Unidos, esse crescimento vem sendo nao raro negativo.

Impressionante é a empáfia dessa categoria de trabalhadores. Todos os demais  profissionais liberais têm suas Ordens, seus conselhos reguladores. Os jornalistas, não. Eles são intocáveis.Precisam preservar seu direito de falar, de expor suas idéias. A liberdade de imprensa é algo que o mundo civilizado necessita; tudo bem. Mas essa liberdade deve vir acompanhada de responsabilidade. Não se diz qualquer asneira nem se faz referências veladas a ninguém sem que se possa provar o que foi dito. Essa liberdade de imprensa é muito boa para a integridade da democracia. Porém os jornalistas precisam ser mais sinceros e menos alinhados aos interesses políticos das elites. O que nos parece bastante difícil de acontecer. Enquanto isso, espera-se um pouco de bom senso desses profissionais ao exporem suas idéias. 

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