NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

      UMA ASCENSÃO CATAPULTADA

A morte de Eduardo Campos revolucionou a corrida ao Palácio do Planalto. O fato catapultou ao cenário eleitoral  do País a ex-senadora Marina Silva, que se apresenta agora como alternativa ao eleitor que busca mudanças estruturais e rejeita a forma de governar do PSDB. O quadro é de transição político-ideológica e merece algumas reflexões da parte dos eleitorais mais esclarecidos. O Brasil, além da ampliação de suas bases econômicas,  cresceu no cenário político e diplomático mundial graças às suas posições de equilíbrio e ao seu reconhecido potencial  negociador. E é hoje uma das vozes da Organização das Nações Unidas (ONU) para mediar conflitos e prestar ajuda humanitária às áreas de maior carência em virtude de guerras ou disputas tribais mundo afora. Esse respeito que o Brasil amealhou em décadas de trabalho pode de repente estar ameaçado por uma eventual reviravolta política em virtude de uma possível vitória de Mariana Silva nas próximas eleições. É conhecida a posição radical da fundadora da Rede Sustentabilidade  que só está no PSB porque seu partido não recebeu aval  da Justiça Eleitoral. Suas posições são diametralmente opostas ao discurso liberal do partido do mito Miguel Arraes e portanto contrárias  aos compromissos assumidos diante da Nação por Eduardo Campos.

Marina é militante de tendências extremistas de direita de correntes  evangélica e eco-econômica. É também de forte posição contrária aos grupos de diversidade social com grande influência  no País. Não é difícil afirmar que Marina defende opta por um fundamentalismo social que não é bom para a democracia, não tem dado certo em parte alguma do Planeta e é responsável por divisões e conflitos que caracterizam o violento e complicado mundo de hoje. Uma abrupta  re-arrumação do quadro social, religioso e ideológico traria consequências  políticas internas adversas e com certeza complicações diplomáticas externas para o Brasil. Os pronunciamentos de Marina Silva diante de questões dessa natureza, ou seu silêncio diante das mesmas quando lhe é conveniente deixa o observador mais astuto com um pé atrás diante dessa ameaça real de convulsão social interna e sanções externas, que podem lançar por terra todo um trabalho de conscientização e harmonização da consciência política brasileira. A terceira via capaz de realinhar de forma positiva o processo político interno do País ainda não é visível no atual quadro político. Vamos aguarda o posicionamento dos partidos da composição que apoiava Eduardo e tirar novas conclusões.

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