UMA ASCENSÃO CATAPULTADA
A morte de Eduardo
Campos revolucionou a corrida ao Palácio do Planalto. O fato catapultou ao
cenário eleitoral do País a ex-senadora
Marina Silva, que se apresenta agora como alternativa ao eleitor que busca
mudanças estruturais e rejeita a forma de governar do PSDB. O quadro é de
transição político-ideológica e merece algumas reflexões da parte dos
eleitorais mais esclarecidos. O Brasil, além da ampliação de suas bases
econômicas, cresceu no cenário político
e diplomático mundial graças às suas posições de equilíbrio e ao seu
reconhecido potencial negociador. E é
hoje uma das vozes da Organização das Nações Unidas (ONU) para mediar conflitos
e prestar ajuda humanitária às áreas de maior carência em virtude de guerras ou
disputas tribais mundo afora. Esse respeito que o Brasil amealhou em décadas de
trabalho pode de repente estar ameaçado por uma eventual reviravolta política
em virtude de uma possível vitória de Mariana Silva nas próximas eleições. É
conhecida a posição radical da fundadora da Rede Sustentabilidade que só está no PSB porque seu partido não
recebeu aval da Justiça Eleitoral. Suas
posições são diametralmente opostas ao discurso liberal do partido do mito
Miguel Arraes e portanto contrárias aos
compromissos assumidos diante da Nação por Eduardo Campos.
Marina é militante de
tendências extremistas de direita de correntes evangélica e eco-econômica. É também de forte
posição contrária aos grupos de diversidade social com grande influência no País. Não é difícil afirmar que Marina
defende opta por um fundamentalismo social que não é bom para a democracia, não
tem dado certo em parte alguma do Planeta e é responsável por divisões e
conflitos que caracterizam o violento e complicado mundo de hoje. Uma
abrupta re-arrumação do quadro social,
religioso e ideológico traria consequências
políticas internas adversas e com certeza complicações diplomáticas
externas para o Brasil. Os pronunciamentos de Marina Silva diante de questões
dessa natureza, ou seu silêncio diante das mesmas quando lhe é conveniente
deixa o observador mais astuto com um pé atrás diante dessa ameaça real de
convulsão social interna e sanções externas, que podem lançar por terra todo um
trabalho de conscientização e harmonização da consciência política brasileira.
A terceira via capaz de realinhar de forma positiva o processo político interno
do País ainda não é visível no atual quadro político. Vamos aguarda o
posicionamento dos partidos da composição que apoiava Eduardo e tirar novas
conclusões.
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