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EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

        O TÚNEL DAS ÁGUAS  ENSOMBRADAS
O rio corria sonoro dentro  de  um túnel longo e escuro formado pela copa espessa dos ingazeiros. Aquela escuridão assustava até quem ja estava acostumado a eventualmente percorrer aquele trajeto onde o ruído das águas e a escuridão instigavam a imaginação. Só uma réstia de luz, aqui,  ali ou acolá, furando o teto da densa folhagem quebrava a monotonia do ambiente a um só tempo estranho e perigoso. Não era possível enxergar as pedras do leito do rio dentro daquele canal. O rio era piscoso, fundo e largo. A  travessia de um lado para outro do rio só era possível através de balsa ou jangada presa a correntes amarradas em postes fincados  às  margens opostas do mesmo. Poucos pontos permitiam passagem  perigosa sobre pedras escorregadias  e separadas umas das outras. O curto túnel atraia a curiosidade de viajantes aventureiros  munidos de suas lamparinas a gás. E de artistas locais que reproduziam a ponta de grafite aquela cena difícil de descrever com palavras.

(Trecho do meu livro Sonhos e Desilusões...)

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